ABRAM OS OLHOS!

o mecanismo corrupto quer voltar.

Por Cesar D. Mariano 06/07/2021 - 18:09 hs

 

Foram amplamente divulgadas em todos os meios de comunicação de massa as manifestações contra o governo federal que ocorreram no sábado passado, dia 03 de julho de 2021.

 

Algumas observações, ou melhor constatações, merecem ser feitas.

 

Não há como negar que em alguns locais houve grande participação de pessoas. No entanto, quem são essas pessoas?

 

Antes de analisar isso, outra observação, ou constatação, como queiram, deve ser feita. A torneira do dinheiro público fácil secou e, com isso, muitas pessoas, físicas e jurídicas, foram atingidas e prejudicadas. Isto é fato. Basta ver que empresas de capital público ou majoritariamente público deram lucro recorde, o que ocorreu não apenas porque estão sendo bem dirigidas e voltadas para a eficiência, mas principalmente porque o desvio e malversação de recursos públicos cessou ou, ao menos, foi sensivelmente reduzido.

 

A mídia, por mais que queira e se esforce para tanto, não traz a público notícias até então corriqueiras daquela corrupção sistêmica, que tantas saudades traz para alguns.

 

Pode haver um lampejo ou outro de algum tipo de irregularidade, mas de concreto nada foi apurado.  Não há uma única denúncia criminal oferecida por corrupção ou desvio de verbas públicas contra pessoa do primeiro escalão do governo federal e nem ao menos formal indiciamento. Há muita gritaria, que aos poucos cai uma a uma por não ter o menor respaldo em provas concretas, mas em narrativas vazias.  

 

É lógico que em cerca de 600 mil funcionários públicos federais existentes no Brasil, que não sejam da cúpula do governo, pode haver casos de corrupção e de desvios de verbas públicas, que normalmente são apurados e punidos quando chegam ao conhecimento dos órgãos de controle. O que não pode ocorrer é a participação nos delitos ou em outros atos ilegais por ação ou omissão de agentes políticos, que se encontram no ápice da estrutura governamental e com poder de decisão sobre assuntos estratégicos e de relevante interesse nacional. Situação desse tipo é inaceitável e deve ensejar rigorosa investigação e, provada a culpa (em sentido amplo), rigorosa punição no âmbito penal, civil e administrativo. 

 

Um governo probo, livre de corrupção, deveria ser o normal; porém, infelizmente, não o foi por décadas.

 

O dinheiro público deixou de entrar nos cofres particulares de muitas pessoas e empresas, seja de forma lícita (publicidade, contratos desvantajosos para o poder público, subsídios a artistas consagrados, a organizações sociais, a sindicatos etc.) ou ilícita (licitações ou contratações fraudulentas, desvio e malversação de dinheiro público, pagamento de propinas etc.), o que, decerto, causa descontentamento ou mesmo desespero em diversas daquelas pessoas.

 

Quero enfatizar com isso que muitos pretendem que o sistema anterior volte. Aquele mesmo que enriqueceu demais alguns maus cidadãos, principalmente políticos e empresários desonestos que nem preciso nomear, além de pessoas físicas e jurídicas beneficiadas com repasses de dinheiro público e subsídios previstos em lei, mas com nenhuma vantagem para o governo federal e para a população em geral.

 

E quem são as pessoas que majoritariamente compõem as manifestações? Pode ser constatado pelas imagens amplamente divulgadas pela mídia que são sindicalistas e sindicalizados, organizações sociais, artistas, políticos e simpatizantes de partidos políticos e algumas pessoas influenciadas pela grande e velha imprensa. O que a maioria dessas pessoas físicas e jurídicas tem em comum? Perderam muito dinheiro público, dinheiro esse que tem dono, que somos todos nós, que deve ser empregado em benefício de todas as pessoas e não de alguns poucos privilegiados para que defendam a ideologia ou o próprio governo em uma troca de favores espúria e imoral, mesmo que travestida de legal.

 

O que o mecanismo corrupto, que quase quebrou diversas empresas estatais, quer é retomar o poder, não para melhorar o país, mas para voltar a beber do dinheiro público, que secou nos dois anos passados.

 

Ficou mais do que evidenciado de que lado a grande imprensa está. Para um lado, toda a propaganda e divulgação possível; para outro, quase nada se fala e, quando isso ocorre, é para criticar. Não se faz um senão para um e todas as críticas possíveis para outro, fugindo à grande finalidade do jornalismo, que é informar de forma isenta os fatos e não dar uma versão míope e distorcida deles de acordo com seus próprios interesses.

 

O motivo da grande e velha mídia estar de um lado é muito simples. Ela foi um dos setores que mais foi prejudicado com o fechamento da torneira das verbas públicas em forma de propaganda oficial, tanto que algumas empresas jornalísticas e televisivas se encontram em situação financeira bem ruim.

 

E isso vale também para muitos artistas consagrados com a restrição de repasses pela Lei Rouanet e para as organizações sociais e sindicatos, que recebiam subsídios milionários do governo federal, o que não ocorre mais.

 

E que fique bem claro. Não estou a fazer a defesa de quem quer que seja, já que tenho severas críticas ao governo federal, do mesmo modo que aos estaduais e municipais.

 

O que me levou a escrever este texto é alertar a todos que o mecanismo corrupto está mais vivo do que nunca e quer voltar ao poder para fazer o que mais sabe, mesmo que isso signifique a ruína do país e a miséria do tão sofrido povo brasileiro.

 

Porém, não aceitarei calado como cidadão que a cleptocracia volte a dominar o poder público, o que combati durante quase toda minha vida e combaterei pelos meios legais até o final dela.


PASSAPORTE DIGITAL DE IMUNIZAÇÃO  CESAR D. MARIANO PARA O TRIBUNA DIÁRIA  

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