POLICIOFOBIA:

A guerra à polícia continua.

Por SILVIO MUNHOZ 22/07/2021 - 20:19 hs

A GUERRA À POLÍCIA CONTINUA.

“Há muito temos testemunhado a submissão de nossas forças policiais a toda espécie de calúnias e perseguições, com seus integrantes transformados em párias, indignos de figurar até mesmo nas estatísticas da letalidade. Esse estado de coisas constitui forte indício de um processo de corrupção do ciclo cultural, cujo desfecho inexorável remete a um quadro de anomia, barbárie e colapso da ordem.” Diego Pessi[1]

É impressionante, a ex-imprensa brasileira - capitaneada (matéria reproduzida em vários órgãos) sempre por aquela rede que, segundo a população, deixa no ar um cheiro ruim, como ao passar próximo a uma lata de lixo, quando vê ou lê qualquer de seus veículos - não descansa um minuto de promover suas narrativas e pautas contrárias à vontade e à própria sociedade brasileira, utilizando para tanto as mesmas fontes corrompidas, os velhos mecanismos de engenharia social, e os ‘ispecialistas’ de sempre que, escolhidos a dedo, são chamados para confirmar o viés bandidolatra da notícia.

No dia 15 do corrente um desses veículos noticiou com estardalhaço: “RJ tem 7 entre as 10 maiores cidades com as mais altas taxas de letalidade policial do país”[2], usando como fonte para sua notícia o Atlas Brasileiro de Segurança Pública 2021, que é uma publicação do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Fonte corrompida, por que como é de conhecimento geral e o próprio FBSP[3] admite em sua página oficial[4]: “Com o apoio da Fundação Ford, da Open Society Foundation e da Fundação Tinker, entre outras instituições, constituiu-se em março de 2006 o Fórum Brasileiro de Segurança Pública” (Grifei). Parceira desde o início da Open Society, fundação pertencente aquele que, qual discípulo do capiroto, quer ser dono do Mundo, George Soros.

Os objetivos da fundação foram expostos em recente matéria de órgão pertencente às raras e honrosas exceções de veículos brasileiros que ainda merecem ser chamados de “imprensa”, quando ficou claro: “A Open Society, criada em 1984, defende a liberação das drogas, a legalização do aborto e a libertação de presos que eles chamam de ‘não violentos’.”[5]

  À evidência, órgão como o FBSP, que possui vínculos com tal fundação que visa ‘liberação de drogas’ e ‘desencarceramento em massa’, não será isento ao falar da polícia, por ser esta o grande inimigo dos objetivos da parceira de longa data.

 Aliás, esse desespero de ver a polícia pelas costas fica bem claro na agenda nacional pelo desencarceramento 2016-2017[6], quando mencionam na meta 10, dentre outras coisas, como objetivo a ser alcançado: (1) extinção da Polícia Militar; (2) a extinção do modus operandi militarizado da Polícia Civil e da Guarda Civil Metropolitana; (5) obrigatoriedade de utilização de instrumentos de negociação antes da adoção de medidas coercitivas para a execução de ordens judiciais; (6) congelamento e gradativa redução dos efetivos policiais; (7) vedação de porte de arma por agentes públicos. Síntese dessa ópera: querem tirar os dentes dos cães de guarda (polícia), ou até eliminar o cão, para facilitar o trabalho dos lobos (bandidagem) em atacar as ovelhas (sociedade).

Utilizam, além de fontes corrompidas, táticas de engenharia social como estampado na frase do Procurador da República, Ailton Benedito “vão naturalizando a expressão ‘letalidade policial’, desvinculada de qualquer ação de combate ao crime. Apagado o crime, resta eliminar a polícia da equação em favor da preservação das vidas.”

Outras dessas táticas são as “técnicas para moldar seu imaginário: a inversão, o nivelamento, a marcação etc,” como explica Flávio Gordon[7] (não deixem de assistir a aula), a imprensa usa tais estratégias nas manchetes – sabem que muitos só leem o título e não a matéria inteira. No caso usam inversão fazendo do policial o bandido; o nivelamento, pois igualam ambos, embora um atue dentro e o outro fora da lei; e a marcação, pois não dizem que os mortos decorrentes da “letalidade” eram “bandidos”, que quando enfrentaram a polícia estavam praticando crimes, por exemplo, desfilando nas ruas com fuzis (ops, me esqueço que podem ser furadeiras ou guarda-chuvas), armamento de uso exclusivo das forças armadas e de segurança pública e, cujo porte por civis, caracteriza crime hediondo.

 

Moral da história, leia sempre a matéria completa. A notícia em discussão, caso lida até o final (a polícia militar é ouvida e analisa os mesmos dados), nos aponta auspiciosos esclarecimentos sobre a atuação da polícia do RJ. Mesmo com as conhecidas dificuldades à atrapalhar a atuação policial os indicadores acerca daqueles delitos que mais impactam a vida dos cidadãos apresentam importante e continua diminuição. No ano estudado pelo FBSP, 2020, p.ex., foi o menor número de mortes violentas (homicídio doloso, morte por intervenção policial, latrocínio e lesão corporal seguida de morte) com a taxa de 28/100 mil habitantes, a contar de 1991, quando começaram a tabular tais números.  Igual resultado apresentam os homicídios dolosos, isolados, 20/100mh a mais baixa em 30 anos.  E, pasmem, a taxa de morte por intervenção de agente do estado foi de 7/100mh, a mais baixa desde 2016."

 

Percebem. Indispensável, sempre, a leitura do artigo completo, aquela manchete que parece condenar, como endemicamente violenta a Polícia do RJ, está tratando dos dados referentes ao ano em que letalidade policial foi a mais baixa em 05 anos, ou seja, não há motivo para execração da polícia fluminense como tentou fazer a manchete do artigo.

 

Nãos esqueçamos o ‘ispecialista’ (nego-me a declinar seu nome), sempre presente e escolhido a dedo para dar um “ar de otoridade” à narrativa pretendida. O que diz o convocado para a matéria: “historicamente, a política de segurança pública no Rio de Janeiro sempre foi a do confronto". E a culpa é de quem? Devo um doce para quem adivinhar: “Esse enfrentamento bélico, com a morte de marginais, propagandeado pelo bolsonarismo”.

 

Dois questionamentos não querem calar sobre o dito pela ‘otoridade’.

 

Primeiro, o confronto, o enfrentamento bélico é histórico ou fruto do incentivo alegado? Pois o chamado “bolsonarismo”, ao que parece, só existe há dois anos e pouco.

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Segundo, pensa estar enganando quem quando fala na “histórica política de confronto” da polícia do RJ? Pensemos juntos a respeito, a culpa do “confronto” é da polícia? A polícia está patrulhando ou vai realizar uma operação – cumprir uma ordem judicial, para exemplificar -, ou seja, esta cumprindo a lei e tentando proteger, como um dos responsáveis pela segurança pública a ordem e a sociedade e ao chegar numa favela dominada por organização criminosa é recebida com barreiras (que impedem a entrada dos veículos) e com tiros efetuados por bandos de faccionados, munidos com armamentos de guerra (essa descrição se enquadra perfeitamente no episódio de jacarezinho).

 

Querem terminar com o confronto? Expliquem aos membros das ORCRIM que quando a Polícia chega devem deixá-la entrar e cumprir seu dever legal, não podem recebê-la a tiros e nem resistir. Agindo, assim, não haverá confronto. Quem é responsável pelo confronto, os agentes policiais que estão cumprindo a lei ou os bandidos que se insurgem contra o seu cumprimento e para tanto constroem barricadas, armam-se de fuzis e atiram nos policiais? Alguém em sã consciência acredita mesmo ser a Polícia a causadora do “confronto”. Quem pensa assim, acha o quê? Impedida de acessar às comunidades com veículos, de usar apoio aéreo e recebida a tiros, deveria reagir como? Soltar pombas da paz, cantar ‘imagine’... Ah, claro devem se identificar e pedir para os bandidos se entregarem (aqui é o policial “fulano de tal” estou armado, se entregue seu Bandido, senão eu atiro), enquanto a bala de fuzil come solta do outro lado e os policiais são obrigados a ouvir “as abelhas de chumbo”[8].

 


Basta! Chega! Quando a ex-imprensa brasileira vai perceber que a sociedade honesta e ordeira não aguenta mais essa DEMONIZAÇÃO DA POLÍCIA.

 

 “A quem isso interessa? Por que, coincidentemente, a maioria daqueles que pregam a retração da atividade policial se opõe à prisão dos delinquentes, verdadeiros responsáveis pela guerra urbana que assola o Rio de janeiro? Que tal exigir-se a responsabilização criminal rigorosa de narcoterroristas que se recusam a depor suas armas, em vez de imputar à polícia a responsabilidade pela violência nos conflitos?” Diego Pessi.[9]

Que Deus tenha piedade de nós!..

PS: Analisarei outros pontos do trabalho apresentado pelo FBSP em futuras crônicas.

 Silvio Miranda Munhoz

Cronista da Tribuna Diária, presidente do MP pró-sociedade e membro do MCI (Movimento contra a impunidade). As ideias contidas no artigo revelam, única e exclusivamente, o pensamento do autor.

 



[1] Prefácio do livro Guerra á Polícia; Reflexões sobre a ADPF 635. Ed. E.D.A: 2021, pág. 15

[3] FBSP: abreviatura para Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que será utilizado a partir de agora.

[5] Gabriel Arruda Castro  https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/quem-george-soros-financia-no-brasil/?fbclid=IwAR22H_T8yntSAPkgkMEaRJayvnTJaYOSPr35xmEjxnvt1A26KhVlQbudV9U último acesso 19/07/2021, 19h.

[6] https://desencarceramento.org.br/wp-content/themes/wp-desencarceramento/_assets/files/AGENDA_PT_2017-1.pdf

[8] Cel. Cajueiro no livro Guerra à Polícia: reflexões sobre a ADPF 635. Ed. E.D.A.: 2021, pág. 191.

[9] Idem, nota 1.