DEMOCRACIA NÃO É O GOVERNO DO COISA RUIM

e outras reflexões necessárias...

Por ADRIANO MARREIROS 02/08/2021 - 19:29 hs

 – Uma hora a Constituição serve, outra hora...

 – Decerto. Quando a Constituição não colide com os nossos princípios republicanos é boa, quando colide não presta.

– Gosto dessas explicações francas...

Lima Barreto, 2 de outubro de 1915

 

 

Do demo?

... que eu acho mais apropriado chamar de “cracia do demo”.  Foi o que o Gamaliel disse quando se falava de uma matéria jornalística sobre a perseguição a quem não segue certa agenda... e da “democracia” que a admite.  Como eu queria discordar dele... mas a luta para assassinato de bebês ser chamado de direito reprodutivo, a luta contra a liberdade de expressão, a luta para deslegitimar o povo como o titular do poder político e outros indícios somados constituem prova.  E, provado, não dá pra discordar...

Talvez você ache que para provar tal “cracia”, seria preciso mostrar com vídeos e áudios a atuação do cramulhão, com uma aparência batráquia, chifruda, verruguenta, berrando, fedendo a enxofre.  Engana-se quem pensa assim.  Não confunda o diabrete assustador com seu soberano: o Demônio.  O Demônio é sedutor, chega com uma aparência majestosa, com voz mansa que não sai do tom, finge-se chocado quando alguém age com indignação, alegando que aquilo é raiva, ódio.  As pessoas se assustam com o cramulhãozinho horroroso mas se deixam levar pelo senhor das sombras quando ele surge como se fora o pintado por Michelângelo na Capela Sistina e que já foi capa de tantos livros, antigos e recentes.  Aquele que tantas vezes chegou mansa e educadamente e fez, antiga e recentemente,  tanta gente trair o Senhor.  Ele que tentou tanta gente, oferecendo-lhes a possibilidade de serem como deuses que poderiam refazer o mundo conforme suas ideologias, pior, nem suas: mas as que os fizeram achar que são suas, impondo-lhes o que chamam de “pensamento crítico”: aquele que não pode ser criticado sob pena de reprovação, censura, cancelamento e... outras coisas para o “bem maior”: o bem maior do senhor das trevas, que para tentar cita até a Bíblia e usa holofotes cênicos; não à toa: adivinha o significado do nome Lúcifer...

 

Coragem e heroísmo.

Estamos em uma era em que gostam de mudar o significado das palavras.  Peguemos, por exemplo, a palavra coragem.  Coragem significa ter medo e prosseguir, saber do risco e fazer assim mesmo, ter chance de se ferrar mas  não desistir. 

Heroísmo é outra dessas palavras que andam distorcendo.  Ser herói exige aquela coragem com seu significado original e envolve sacrifício.  Significa se dispor a sacrificar sua saúde, sua vida, seu bem estar, sua estabilidade, até sua reputação, pela Liberdade, por sua Religião, por seu ideal, por sua Pátria.  Não se pode esperar heroísmo de pessoas comuns, por ser algo excepcional, algo que, em um momento, separa os homem comuns dos especiais: e por isso, essa palavra não pode ser usada de forma tola e irresponsável para exaltar atos comuns e que sequer exigem alguma coragem.

 

Ah, lembrei de Olimpíada e lacração...

“Como permitem essa “desigualdade” entre vencedores e vencidos”, indaga Roberto Motta acrescentando que “essa coisa de “competição” perpetuaria “injustiças históricas e sistêmicas” e que em nome da igualdade “todos os competidores deviam ganhar uma medalha e pronto”.  No mesmo sentido e sarcasmo, Pessi diz que “não tardará que os Jogos Olímpicos entregarão medalhas até para o oitavo lugar”. 

Juro que eu queria discordar deles.  Juro, tentei de todo jeito. Mas aí me lembrei de uma aula de História da Arte que já narrei ao falar do Mito do diploma de filósofo e outras crendices, que está no novo livro[1].: 

Lembro que a proposta da professora era que arte não seria sobre excelência, mas sobre tolerância.  Lembro, porém, de forma mais vívida e clara, da cara da professora quando dei o exemplo de Cartola, pedreiro, morador da favela e com primeiro grau incompleto, indagando se ele também precisava de nossa indulgência e tolerância para ser considerado artista. E lembro do longo silêncio que se seguiu...”

Mude o assunto e mantenha o argumento da professora e do autor do artigo que debatíamos: “esporte não é sobre excelência, mas sobre tolerância”.  Aplicada tal mudança, agora feche os olhos e imagine a Olimpíada decorrente...  Abre rápido! Também fiquei com medo: nem com muita coragem daria para assistir...

You remind me, I live in a shell

Safe from the past and doing okay

But not very well

No jolts, no surprises,

No crisis arises my life goes along as it should

Its all very nice but not very good

Barry Manilow

 

 

Crux Sacra Sit Mihi Lux / Non Draco Sit Mihi Dux 
Vade Retro Satana / Nunquam Suade Mihi Vana 
Sunt Mala Quae Libas / Ipse Venena Bibas

(Oração de São Bento cuja proteção eu suplico)


O MAL É O MAL E O BEM É O BEM Adriano Alves-Marreiros

Cristão, Devoto de São Jorge, Cronista, Pessimista, Mestre em Direito, membro do MCI e MP Pró-Sociedade e autor da obra Hierarquia e Disciplina são Garantias Constitucionais, da Editora E.D.A. e organizador do Livro Guerra à Polícia.

O autor se nega a colocar SQN e outros ridículos avisos de uso de figuras de linguagem.


[1] Leiam no livro 2020 D.C. Coronalovers, esquerdistas culposos e outras assombrações.  (Crônicas de liberdade e profecias de servidão) que será lançado em breve pela Armada!


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