O ESTRANHO FENÔMENO PAULO FREIRE

Por CARLOS LEITE DA SILVA 21/09/2021 - 19:39 hs


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Confesso que jamais li Paulo Freire. Sim, sou uma das 99,99% das pessoas que jamais leu um livro de Paulo Freire. Refiro esse percentual com segurança porque já sabemos como é o típico estudante universitário. Se ele puder ler apenas umas frases selecionadas para absorver alguns chavões de um autor, é com certeza isso que ele vai fazer.


E isso já é de bom tamanho, porque o estudante seguirá instintivamente essa estratégia assim que percebe que os seus professores ficarão mais do que satisfeitos se ele bajular o herói autoral se curvando serviçalmente à disseminação da insuflada reputação sem necessidade de avaliar criticamente as contradições e vazios conceituais tão típicos do fenômeno paulofreiriano.



Mas, deixando uma breve nota de rodapé antes de prosseguir execrando o energúmeno, e só para mostrar que não sou apenas mais um ignorante, informo que li Gilberto Freyre, esse sim, um grande mestre! Como esse “y” no Freyre faz diferença! Como não me apaixonar por ele?! O Gilberto – não o Paulo – mostra o que edificou o Brasil real, em vez de tentar nos induzir a abraçar uma utopia que tenta estuprar a realidade e a verdade. O Paulo – não o Gilberto – apenas plantou uma fábrica de unicórnios para que as mentes fabricassem realidades alternativas de universo fictício, feito à medida do observador – e quanto mais desonestidade intelectual fosse usada, mais se garantia a alienação serviçal às elites governantes dessa geringonça estapafúrdia que se chama de ditadura das minorias, ups, do “proletariado”, do autorrene-gado (e bota gado nisso).


Mas, você poderá – com toda a lógica, desta vez – se queixar: Uai, como você despeja essas críticas todas sem ter lido o abjeto objeto?


Não li, mas li. Confuso? Eu explico.

Além de ter lido vários dos risíveis e imbecilizados chavões paulofreirianos em textos que denunciam a farsa peudointelectual desse ser estranho, eu usufruo da destacada oportunidade de poder olhar os fatos.

É como aquela imagem de 7 de Setembro de 2021. Se você viu as imagens, não tem mais como acreditar nas mentiras da mídia corrupta e dos institutos de pesquisa sobre Lula com 327% das intenções de voto e Bolsonaro com 638% de rejeição junto ao povo brasileiro, por exemplo.

E a foto REAL de Paulo Freire é... os resultados do Pisa.



Consistentemente, inabalavelmente, firmemente, recorrentemente, durante décadas – essas décadas em que Paulo Freire é o expoente máximo da referência educacional brasileira – os estudantes brasileiros estão entre OS PIORES a nível mundial.

Isso é uma foto, farroupilha.

Você sabe aquela imagem que vale mais do que um milhão de palavras?

Essa é a foto de quem VERDADEIRAMENTE é Paulo Freire: um fiasco fora da realidade.


Há uns bons quinze anos, pouco depois de sair de Portugal definitivamente para vir morar no Brasil, quando eu era inocente e ainda não sabia nada desse desastre educacional que havia ocupado o país, passei por um episódio que me chocou e só agora o entendo em toda a sua dramática dimensão.


As conversas com a minha família brasileira da época sempre eram animadas. Meu ex-sogro era reitor de universidade, extremamente inteligente e culto. Isso proporcionava também o contato com amigos interessantes. Num desses encontros, o amigo da vez era um professor de História ou Sociologia, já não lembro exatamente.

A conversa corria animada, até que ouvi uma das coisas mais surpreendentes vindas da boca do interlocutor.

Ele declarou algo assim: “O paradigma de civilização criado pelo índio da Amazônia tem o mesmo valor que o da civilização europeia. Não existe isso de civilizações superiores ou inferiores.”


Primeiro pensei se o cara estaria apenas brincando, porque ele era, de fato, um brincalhão.

Mas logo depois ficou nítido que aquela coisa abestalhada tinha sido proferida com toda a convicção acadêmica.

Caraca, meu! Sério mesmo?


Ainda tentei começar a argumentar, mas rapidamente percebi que alguém que proferia uma besteira tão rasa não estava preparado para levar a conversa a outro nível.

Achei melhor silenciar e continuar a curtir a noite agradável.


Passado este tempo todo, desde que em 2018 tomei consciência do grau da loucura instalada no universo cultural brasileiro com intenso afinco e profundo cinismo por traidores da humanidade e do Brasil, agora eu entendo o energúmeno que era Paulo Freire e como ele destruiu culturalmente gerações.