WIKIPEDIA APAGA PÁGINAS SOBRE A FAMÍLIA IMPERIAL DO BRASIL

Em uma tacada, a plataforma desrespeitou a memória histórica de todo o Ocidente.

Por Lorena (Duquesa Bessières D´Ístria) 08/10/2021 - 17:58 hs

Não é novidade que a Wikipedia tem milhares de erros graves nas páginas sobre temas monárquicos. Aparentemente, existe uma técnica por trás da edição tortuosa: os verbetes começam com informações verdadeiras, mas ligeiramente incompletas. Depois seguem com uma narrativa de fatos reais, mesclados com mentiras. Finalizam com a descendência errada ou incompleta, ou com a expressão “sem descendência”, mesmo que os membros da família estejam pelo mundo, vivos e fortes.

Curiosamente, esses erros nunca beneficiam a personagem descrita. Ao contrário: se for militar, aparecerá com menos condecorações, ou com patentes menores. Se for um monarca, será sempre uma figura controvertida e cheia manias. Os príncipes, por sua vez, são todos descritos como guerreiros atabalhoados, seres de pouca estratégia ou artistas que tem a cabeça no mundo da Lua. Quanto mais ao ocidente, maior a ênfase em sua crueldade e sanguinolência. Os nobres que viraram santos, nesse contexto, são retratados como isolados e sem qualquer relevância. Quase ia esquecendo: também tem a boataria sobre casos extraconjugais, muitos dos quais nunca existiram.



Evidentemente, a militância monarquista – VOLUNTARIAMENTE – não deixa por menos: existem pessoas capazes virar a madrugada corrigindo os textos, mesmo que no dia seguinte esteja tudo errado outra vez.

Nessa esgrima textual, diante do crescimento do movimento monarquista, impulsionado pela mentirosa novela sobre os tempos das Fake News (ops, do Imperador!), parece que a enciclopédia ultrademocrática resolveu puxar o tapete: começou o processo de exclusão de TODOS os verbetes sobre membros da Família Imperial Brasileira do período republicano, a partir dos filhos da Princesa Isabel, sob a justificativa fajuta de que são personagens “desimportantes”, sem “notoriedade ou merecimento”.

Na pratica, essa exclusão atinge várias casas reais, visto que muitos príncipes brasileiros tiveram casamentos dinásticos. Em uma tacada, a plataforma desrespeitou a memória histórica de todo o Ocidente.

O alerta partiu do monarquista Rodrigo Brasileiro e rapidamente se espalhou em todas as redes. O inesperado aconteceu: o movimento monarquista brasileiro, que estava com ao menos seis divisões internas, se uniu repentinamente.

As postagens sobre o assunto citavam hashtags de todas as regiões do país, conclamando defensores de todos os ramos da Família Imperial, historiadores, comunicadores, gente de todo o espectro político, todas as religiões, origens étnicas e profissões. Acredito que uma semana será o tempo suficiente para reunir militantes dos outros países atingidos.

Talvez essa fosse a fagulha que faltava, para fortalecer as redes internacionais monárquicas, muito bem estruturadas em Círculos, Ordens e Casas. A Monarquia une. No dia em que o Brasil acordar para esse fato, veremos novamente o Pavilhão Imperial nos mares do Sul.

  LORENA (Duquesa Bessières D´Ístria)


Obs. Aos curiosos, informo o perfil que andou pedindo a exclusão dos verbetes: Darkwerewolf.