O APOCALIPSE JÁ COMEÇOU?

2020, o ano do início da tirania globalista

Por CARLOS LEITE DA SILVA 14/10/2021 - 16:44 hs

 

Em 2020, finalmente, se percebe como é possível que os “mercadores de Társis, e todos os seus governadores rapaces”, ou seja, as oligarquias econômicas globalistas e governantes ocidentais, venham a ficar aparentemente inertes diante da invasão de Israel pelas forças militares capitaneadas por Gogue, limitando-se a criticar o ato, mas sem operacionalizar uma intervenção em defesa de Israel.


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Como seria possível o Ocidente ter apenas uma manifestação de indignação pela invasão militar do território de Israel, mas não acorrer em seu socorro? Sempre foi impensável essa possibilidade. Até que agora, no ano de 2020, vemos que tal se tornou finalmente possível, como explicarei.

 

No mundo, existem três projetos de dominação global:

 

a) Comunismo (ideológico, existe desde há um século);

b) Globalismo (econômico, desde a segunda metade de século XX);

c) Islamismo (político-religioso, desde há 1.400 anos).

 

Além destes três, não existem mais projetos para submeter a humanidade sob um único governo compulsório.


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Não é por acaso que, em diferentes momentos históricos, qualquer um destes três tem visto vantagem em se aliar a um ou dois dos outros. Porquê? Porque todos perseguem o mesmo propósito, ainda que por vias diferentes. Enquanto que nenhum deles toma o poder absoluto, não desperdiça as oportunidades de se aliar aos outros quando isso em alguma medida beneficia o seu próprio projeto rumo à vitória final.

 

Principalmente os dois primeiros vêm se readaptando e, até, de modo recorrente, diluindo as fronteiras que os separam, imergindo um no outro, absorvendo estratégias e lições um do outro, e mesmo atuando de mãos dadas sob roupagens sempre variáveis, exibindo uma adaptabilidade impressionante para, como um camaleão, se reconfigurarem e se tornarem palatáveis às exigências do politicamente correto da modernidade. Eles mesmos fomentam magistralmente os conceitos politicamente corretos para adormecerem as consciências dos homens e mulheres das gerações atuais e fazerem avançar as suas agendas com cada vez menos oposição.

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Agora, desde 2020, finalmente ocorreu uma sequência de eventos que proporcionou a estas duas entidades (Partido Comunista Chinês e globalistas) a melhor oportunidade que alguma vez tiveram para dominar a humanidade por inteiro num grau jamais visto na História. Vamos ver o encadeamento das circunstâncias.

 

No final de 2019, as lideranças do Partido Comunista Chinês lançaram mais um vírus para o mundo. Eles são simplesmente a organização no planeta com mais experiência na efetiva escravização de multidões, nações inteiras até. Não por acaso, são ateístas. Isso significa que não têm quaisquer escrúpulos em levar avante seu projeto de dominação planetária, mesmo que para tanto tenham que causar a morte de milhões de seres humanos. Já fizeram esse tipo de mortandade dentro das suas próprias fronteiras, com o seu próprio povo. Daí ser completamente tranquilo para eles repetirem agora essa mortandade com estrangeiros, se o que está em causa é construírem a “paz social” global. Só que essa mortandade – se necessária na prossecução dos seus planos – já não tem que ser ostensiva, como nos tempos das revoluções comunistas chinesa e soviética. A expansão do dragão chinês pelo mundo já não precisa ser feita nos moldes toscos do nazismo hitleriano, o qual ingenuamente acreditou que poderia se apoderar de outras nações meramente pela força militar, como ocorria naturalmente nos primórdios da civilização e até a Idade Média. Nessa primeira metade do século 20, realmente aconteceu uma cisão entre o mundo antigo e o moderno. Descobriu-se que não mais era possível conquistar-se e dominar-se outra nação e outro território onde os fundamentos civilizacionais estivessem já profundamente arraigados. Constatou-se que era impossível na Idade Moderna para uma nação conquistar outra nação culta, com forte identidade em redor de uma língua e imbuída de um amor patriota derivado do conhecimento da sua História. Enquanto existe a mãe-língua identitária e o amor ao pai-pátrio pelo conhecimento, jamais se consegue aniquilar uma nação.

 

Os comunistas entenderam bem essa lição da Segunda Guerra Mundial. Vendo que era impossível uma Alemanha submeter outras nações com princípios civilizacionais sólidos, assim como tal seria impossível para uma Rússia ou uma China comunistas, só restava um caminho: criar um poder transnacional, que não aniquilaria ostensivamente cada nação e sua identidade próprias, mas as submeteria a um poder central comunista. Só que um problema permanecia, mesmo assim. E que problema enorme! Os comunistas sabiam que só tornando os homens ateus é possível escravizá-los. Portanto, mesmo preservando idiomas e nações, se não se aniquilasse a relação transcendente dos homens com Deus, jamais os espíritos se curvariam ao seu escravizador estatal. A quebra do sistema totalitário seria sempre iminente, porque a ânsia de liberdade seria parte intrínseca do dia a dia dos adoradores de Deus.


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Daí que, logo na sequência da Segunda Guerra Mundial – após o aprendizado derivado da obliteração definitiva do nazismo – os engenheiros sociais comunistas sagazmente determinaram outros cursos de ação para implementar a par e passo o seu sistema totalitário baixando as resistências das populações ocidentais. No processo, foram se apoderando dos valores universais e dos direitos humanos derivados do cristianismo como se fossem invenções deles mesmos. Era fundamental que esses engenheiros sociais tirassem o cristianismo de cena, já que inteligentemente perceberam que essa religião – a crença no Deus de Jesus, Abraão, Isaque e Jacó – seria o seu único autêntico obstáculo, porque o senso de liberdade do indivíduo e dos povos vem essencialmente do cristianismo desde que este revelou à humanidade que o homem somente recebe a verdadeira liberdade quando se entrega à condução divina.

 

Então ocorreu um longo processo de um século para enganar as gerações, levá-las a acreditar que a liberdade era produto do secularismo humanista em um confronto supostamente libertador contra os três grandes pilares da civilização: Deus, Pátria e Família. A este trinômio que sustenta toda verdadeira e saudável civilização havia sido colado o epíteto de espírito retrógado e origem de todo o mal da humanidade. Era decisivo para os propósitos nefastos dos globalistas que se diluísse e desmoronasse todo senso religioso, que a lealdade às pátrias fosse substituída por uma submissão a uma elite transnacional sem rosto e que a instituição da família fosse substituída pela paternidade do Estado, o qual passaria a ser o educador, sustentador e dono mesmo das gerações. Nessa fase do processo, inteligentemente, já os engenheiros sociais haviam substituído a ostensiva agressividade conquistadora do comunismo por um diluído e mais palatável socialismo-democrático que, no Ocidente de fundo judaico-cristão, mais facilmente penetrava as resistências individuais e melhor garantia a subserviência das massas sem levantar desconfianças.

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Enquanto isso, na China, onde o povo não tinha a salvaguarda dos princípios judaico-cristãos, as coisas seguiram um rumo bem diferente: o comunismo puro e duro estabeleceu-se com toda a ignomínia imaginável, usando de assassínio, tortura, chantagem, ameaça, escravidão, chacinando muitos milhões no processo – há quem fale até em mais de cem milhões de assassinatos, quem pode saber? Agora, nas gerações atuais de chineses, a dissidência é quase inexistente, as consciências foram abafadas, espezinhadas e desvirtuadas. Tendo a nação mais populosa do mundo escravizada a seu bel-prazer, as elites do Partido Comunista Chinês começaram, então, a produzir riqueza inconcebível para o Estado totalitário graças a uma mão de obra quase gratuita praticamente inesgotável, facilmente descartável, funcional mesmo debaixo da mais extrema pobreza, porque as consciências estavam eficazmente adormecidas. O sistema ateísta garantiu que não emergissem tentativas coletivas de libertação, já que as crianças chinesas eram formatadas para não verem nada além do horizonte imediato de serem apenas peças utilitárias finitas da engrenagem coletiva no projeto de estabelecimento da “grande paz social” global. Nas suas mentes frágeis, desde a mais tenra infância, era inculcado o sentimento de gratidão por esgotarem suas vidas laborando para a comunidade, sem mais nenhum propósito senão a glória da China diante do mundo inteiro.

 

Ora, a riqueza produzida nesse sistema escravagista é tão astronômica que, finalmente, as elites do PCC reuniram os meios para começar a fazer a sua guerra além-fronteiras. Mas esta é uma guerra com armas inéditas e muito mais eficazes. É que eles aprenderam bem as lições derivadas dos erros dos nazistas alemães e comunistas soviéticos. Eles sabem que a invasão global que têm que levar adiante tem que ser pacífica, para não suscitarem alarme e a potencial sublevação das sociedades que pretendem conquistar. Eles têm consciência de que, para subjugarem o Ocidente, não podem usar de guerra ostensiva como aquela interna em que chacinaram tantos milhões do seu próprio povo. Se seguissem essa via, seriam humilhados e esmagados. Então puseram em ação um plano de décadas, senão de séculos mesmo: comprariam o seu avanço. Eles têm perfeita noção de que por esse caminho a conquista será muito facilitada. Atualmente, graças ao trabalho prévio do secularismo humanista que solapou as bases judaico-cristãs da mais elevada civilização que o planeta conheceu, eles sabem que agora o Ocidente está fragilizado, desprovido dos valores do caráter cristão que no passado o protegiam. Atualmente, as elites governantes ocidentais, desde a Europa às Américas, na generalidade, são compostas de indivíduos sedentos de poder e riqueza, facilmente corruptíveis. E é aproveitando essa fragilidade de caráter que tanto as lideranças do PCC quanto as elites globalistas estão comprando políticos pelo mundo inteiro. Desse modo, chegados a 2021, verificamos que eles até já conseguiram comprar inúmeros políticos ao mais alto nível nos maiores países ocidentais de tradição democrática.

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O vírus lançado no mundo pelo Partido Comunista Chinês, em benefício do seu projeto de expansão mundial e ainda maior enriquecimento, também serviu como uma luva aos planos dos engenheiros sociais globalistas para o estabelecimento de um Estado totalitário no Ocidente. O combate a um vírus de baixa letalidade – o Covid 19 – foi o pretexto perfeito para os globalistas testarem as multidões e ver até que ponto elas estariam receptivas à ideia de se submeterem à supremacia do Estado. A estratégia é induzir extremo pânico nas pessoas, acorrentando-as na sensação de horror constante pela impotência diante de uma dolorosa morte iminente, de modo que ao lhes ser oferecida qualquer migalha de ajuda por parte do Estado elas estejam dispostas a abdicar da sua liberdade para assim garantirem uma suposta segurança. Isso vai estabelecer-se tanto pela via do caos sanitário, quanto pela imposição de uma catástrofe econômica. Globalmente, as coisas vão chegar num ponto que quase todos os comércios e indústrias serão esfacelados, até restarem meia dúzia de negócios de redes empresariais multinacionais, os quais pertencem à elite globalista. Sem solução à vista para atenuarem o pavor diante de uma pandemia diariamente exacerbada pela imprensa a serviço dos globalistas e do PCC, as multidões ficarão sempre dispostas a abdicarem da sua liberdade em troca de vacinas, mesmo sem essas vacinas terem o tempo suficiente de testagem e representarem um risco de eventuais alterações do ADN. E caso o Covid 19 não cumpra devidamente o papel para que foi criado, outros vírus mais potentes serão liberados. Com o argumento das mutações do vírus, mesmo depois das vacinas, a imprensa já preparou o terreno emocional das massas para que elas continuem a usar máscaras e fiquem o mais isoladas possível em casa, levando à crescente degradação da economia. E assim os engenheiros sociais criaram um sistema em que as pessoas precisarão estar permanentemente a repetir vacinação bem como enclausuradas o máximo possível, sempre abdicando dos seus direitos, da sua liberdade e da sua saúde na perseguição de uma segurança ilusória.

 

Sagazmente, para aquelas pessoas que os engenheiros sociais não conseguem vergar pelo medo, eles acenam-lhes com o argumento de que ao se submeterem às ordens das elites estão sendo heróis na causa de salvaguardar os mais frágeis da sociedade. Ou seja, se não convencem pelo medo, acionam o botão da boa vontade e do orgulho.

 

Tudo isto que foi descrito acima, tem implicação na questão vista em Ezequiel no versículo 38:13. Explico.


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Agora, em 2021, podemos ver que estão talvez caindo os últimos focos de resistência contra as elites globalistas. Esses metacapitalistas são os detentores das principais redes sociais da internet, possuem a esmagadora maioria da imprensa mainstream, a qual em larga medida também é posse do PCC. São estas elites que, unidas aos políticos corrompidos, mantêm os povos reféns das suas vontades supremacistas. Os povos ocidentais, em sua maioria, vêm se revelando conservadores em essência, defensores da propriedade, reivindicadores do direito à legítima defesa, apologistas da liberdade individual, etc. Mas os indivíduos e grupos que defendem abertamente estes direitos básicos das liberdades individuais vêm sendo perseguidos por esses metacapitalistas donos das redes sociais.

 

Nos últimos anos – e se agravando mais em 2020 e 2021 – a censura nas redes sociais está entrando em níveis intoleráveis, com os defensores da democracia e direitos universais sendo rotulados de fascistas e intolerantes, enquanto que os censores e perseguidores são apelidados de defensores do estado democrático de direito. Ou seja, impera de modo inescrupuloso a total inversão de valores. E tudo isso vem sendo feito, claro, com o beneplácito e sob a guarda dos poderes judiciários que militam em defesa da supremacia das elites globalistas, bem como pelos políticos corruptos que assim enriquecem e asseguram sua permanência no poder. O processo de degradação dos valores mais caros à liberdade ocidental está tão avançado que até mesmo já se efetuam descaradamente fraudes nas urnas das maiores nações, sem o menor escrúpulo, sem grandes preocupações de acobertamento, já que a mídia a serviço das elites não deixa espaço para o cidadão pensar livremente e achar que está tudo correndo dentro dos trâmites democráticos. E onde o cidadão encontra a verdade, nas mídias alternativas que usam as redes sociais, essas vêm sendo censuradas, caladas e mesmo encerradas pelos metacapitalistas globalistas. Inclusive, figuras públicas destacadas – até mesmo o Presidente da maior nação democrática do mundo – vêm sendo censuradas, de tão poderosos que são esses metacapitalistas a serviço da causa da elite globalista.

 

Assim, aos poucos, os cidadãos do Ocidente, outrora livres, se veem restringidos e crescentemente impotentes para resistirem à paulatina escravização que os aguarda.

 

Nesse processo de avanço do Estado totalitário globalista, depois de suplantados os poucos governantes que ainda conseguem defender a democracia, o que irá restar na ONU serão quase exclusivamente os três poderes mencionados inicialmente:

 

a) Comunismo (China, Rússia);

b) Globalismo (Metacapitalistas, Países da Comunidade Europeia);

c) Islamismo (42 países de maioria islâmica).

 

Por que o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas tem emitido mais resoluções contra Israel do que contra todas as nações do mundo combinadas? Isso é de fato estranho quando se tem em mente que Israel é o único país do Oriente Médio que é democrático. Nenhum dos outros países do Oriente Médio é uma democracia. E todos eles abusam dos direitos das mulheres, são contra as liberdades individuais, perseguem minorias, como homossexuais, e são opressores de outras religiões que não a islâmica. Ora, Israel é a única nação do Oriente Médio que garante constitucionalmente a prática livre e direitos iguais de todos. Inclusive, até tem árabes no seu Parlamento. Quais países islâmicos aceitariam judeus ou cristãos nos seus governos? Nenhum.

 

Então, por que Israel é o país que sofreu o maior ataque de resoluções emitidas pela ONU? Porque a ONU tem 42 países com maioria islâmica, e alguns deles estão entre os países mais ricos do mundo, graças ao petróleo. Por isso, outros países também se juntam aos esforços desta falange islâmica.

 

Essa agressão e abuso institucional internacional contra Israel é uma constante desde a criação do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, em 2006, que não inclui todos os países das Nações Unidas, mas não deixa de fazer sentir o pulso de forças transnacionais fora do Conselho.

 

Um traço comum a todas as representatividades políticas esquerdistas e globalistas mundo afora é que, junto com os islamitas, eles são visceralmente contra Israel. O Presidente conservador Donald Trump conseguiu mudar a embaixada dos EUA em Israel para Jerusalém, o que significou um poderoso golpe contra os opressores internacionais de Israel. Agora, que o globalista Biden se instalou no poder dos EUA, é pouco provável que haja reversão dessa decisão quanto à embaixada, mas com certeza Israel deixará de ter o apoio praticamente incondicional que recebia do governo americano anterior, já que Biden está a serviço dos perseguidores de Israel.

 

Então, com a primazia dos principais governos mundiais tendo passado a ser globalista e esquerdista, está montado o cenário para que – caso aconteça dentro de poucos anos a invasão de Israel pelo Anticristo Gogue – ninguém capacitado belicamente no Ocidente dê um passo concreto sequer em socorro de Israel, exceto pela emissão de uma leve nota, politicamente correta, de repúdio pelo ato invasivo:

 

e os mercadores de Társis [N. A.: Ocidente], e todos os seus governadores rapaces te dirão: Vens tu para tomar o despojo? Ajuntaste o teu bando para arrebatar a presa, para levar a prata e o ouro, para tomar o gado e as possessões, para saquear grandes despojos? (Ezequiel, 38:13)

 

 

Para saber se o Apocalipse já terá começado, continue a ler na próxima terça-feira, o último subcapítulo:

 

Estamos vivendo a abertura do Primeiro Selo do Apocalipse?

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