O PASSAMORTE SANATÓRIO

Difícil escrever, descrever, suportar, processar e ver tamanha violência coletiva auto infligida.

Por DIOGO FORJAZ 19/10/2021 - 13:48 hs


Este colunista tem observado atônito o esvaziamento do sentimento humano como consequência do buraco de consciência causado pelo disparo do medo, com balas de irracionalidade, contra o desgastado casco social dos indivíduos neste mar de desejos, sensações, egoísmos e disputas vazias de poder. Perdoem minha ausência. Difícil escrever, descrever, suportar, processar e ver tamanha violência coletiva auto infligida.


Por medo da morte de 0,02% das pessoas, se colocou em risco a vida de 99,8%, de todos os outros, os assintomáticos e curados. Sonhos, lutas e conquistas com portas ao chão, pais de família com o currículo e as contas nas mãos, o olhar perdido no horizonte de mentiras cientificamente comprovadas, e, em meio a ameaças e certezas, filhos famintos frente a pratos vazios sobre a mesa. 


E por falar neles, os filhos, o que dizer de seus corpos saudáveis mas de espíritos cativos? Privados do saber da escola, da companhia dos amigos, das brincadeiras infantis tomadas por desejos vis amparados pela mídia traiçoeira e suas esmolas morais. Olhos pequenos sob máscaras enormes, pequenos demais para enxergar o presídio que tornaram suas mentes acostumadas ao medo e o pavor, a obediência sem razão, ao esquecimento do amor agora definido por algum interlocutor autorizado.



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Os autorizados, sim, primeiro os que podem falar em medicina. Você deve pensar, os médicos com extensa experiência e formação, mas não. Esses não tem a opinião de ocasião, assassina ou não, que traz o controle da massa, então passa. Deixa o biólogo de youtube falar de medicina, o político analfabeto cultural de ciência, o menino homem foca erótica de liberdade e democracia, e quem diria, os mentirosos profissionais sobre verdades e mentiras. Quem tem a patente do terror, da solução única, da ciência sem perguntas e do jornalismo sem respostas define os parâmetros da nova democracia, sem opinião e sem liberdade, cidade a cidade.


E é por elas, as cidades, que todo esse pesadelo começa a tomar a forma do que achávamos ter acordado em 2 de setembro de 1945, para sempre, para nunca mais. O Nazismo outrora racial, como novo normal, bate à porta com fantasia de ciência e discurso sanitário para chancelar o ponto alto do processo de demonização do ser humano. O que já foi uma estrela no braço, para proibir a entrada aqui ou ali, para segregar um grupo em um espaço urbano acolá, para dar-lhes o fardo e a conta de todos que os levaram a escravidão, exaustão e ao gás, agora é um carimbo em uma “inofensiva” carteira de vacinação. Mas não se engane, não se trata de vacinas ou de vidas, mas de cobaias controladas ou não. Pressionadas pela fome, pela miséria, pela inexistência social e pela morte. Os não “vacinados” nem cirurgia podem mais sem o tal Passaporte, que na prática chancela a morte, da sociedade, da liberdade, do pensamento, da consciência, da decência, da resiliência, do princípio humano e da alma cristã deste país. 


Diga não ao Passamorte Sanatório, diga sim à viver.


 DIOGO FORJAZ