REALIDADE CRUEL E INGRATA...

Eis como funciona um país aparelhado pela esquerda!..

Por SILVIO MUNHOZ 21/10/2021 - 19:03 hs

“Hoje, em plena luz do dia, um médico foi assassinado no Rio por bandidos que, aparentemente, roubaram seu carro. É uma aposta 100% segura que os assassinos já foram presos várias vezes pela polícia e soltos pela ridícula legislação penal brasileira e seus agentes ideológicos. É aposta segura que será preso de novo e, no máximo depois de alguns poucos anos, estará nas ruas outra vez. É nisso que foi transformado o sistema de justiça criminal do Brasil. Essa tragédia tem o nome e o sobrenome da esquerda brasileira.” Roberto Motta. 



Após anos e anos de domínio da esquerda, nome e sobrenome dos responsáveis pelo caos de segurança do Brasil, como dito na frase acima, vivemos hoje um momento em que percebemos uma união, embora informal, de inúmeros organismos criando, disseminando e, ao final, aplicando na prática inúmeras formas de incentivar o crime ao invés de combatê-lo.  Sonho do povo brasileiro, em sua grande maioria, honesto, trabalhador e ordeiro.

 intelligentsia e seus Intelectuais Ungidos criam teses acadêmicas sem qualquer embasamento na realidade e alheias ao sofrimento causado ao cidadão comum, quando a vida real é trocada por um sonho imaginado, mas, como toda utopia, irrealizável. Já ‘especialistas’ que adoram palpitar de cima de suas cátedras e só conhecem o crime pelas telas de seus iphones, são sempre chamados pela imprensa para disseminar ad nauseum  tais teses deletérias.

Por isso a gente se assombra vendo coisas como: achar lógica em assalto; mirabolar a confusão de letais armas de guerras, fuzis, com furadeira ou guarda-chuvas; sustentar a ilegitimidade de uma operação porque morreram marginais e não os policiais – quase a desejar-lhes a morte; querer que policiais só reajam após o primeiro tiro – e se acertarem?; brigar pelo desarmamento dos cidadão honesto e da polícia, mesmo vendo a bandidagem  muito bem armada; desejar que a bala perdida a matar a criança inocente, no tiroteio, seja sempre do policial;  cantar sempre a mesma cantilena, não reaja, não reaja... Cláudio Marsili – médico citado na epígrafe - não reagiu e, segundo presentes, entregou a chave do veículo e foi morto (investigação em curso e não se sabe, ainda, qual o crime). Essas e outras sandices são repetidas, reiteradamente, para fazer do bandido “vítima da sociedade” e demonizar o policial.

Encontram apoio nos agentes culturais, em duas recentes crônicas comentei o fato de duas frias assassinas (Elise Matsunaga e Susane Von Richtofen) serem vitimizadas e humanizadas em livros, filmes e séries, como exemplos a ser seguidos e, muitas vezes, são... há poucos dias uma adolescente[1], junto com uma amiga, matou o pai, policial de 46 anos, visando a conseguir o glamour de Susane que, por seu hediondo crime, foi brindada com dois filmes... e essa idolatria a bandidos em nossa cultura é antiga, basta lembrar: Bandido da Luz Vermelha; Lucio Flávio passageiro da agonia; o Abusado – sobre a vida do traficante Marcinho VP – e, vejam nem estou falando dos mais antigos, essa prática no Brasil começou há décadas.

É só da missa a metade, pois até as instituições brasileiras que deveriam focar no combate à criminalidade, Ministério Público e Polícia, cuja ação deveria desembocar no Judiciário para julgar e condenar quem praticou algum crime, mergulhados, quase se afogando na tese alienígena e, sabidamente, esquerdista do garantismo penal, diuturnamente criam e ampliam os direitos dos acusados, no mais das vezes, contralegem, quando não ao arrepio da lei e da Constituição vigente, em verdadeira onda contra humanitária, onde quem mata, rouba, estupra, corrompe, assalta etc.. é ‘vítima da sociedade’ e a verdadeira vítima é esquecida nos desvãos dos fóruns, delegacias e promotorias e a sociedade é omitida, apagada do mundo jurídico, pois esquecem o “bem comum” norte para o julgamento segundo a lei de introdução às normas do direito brasileiro.

Nesse embalo, assistimos coisas absurdas como: Procuradora da República (hoje aposentada) sustentando que a Constituição não contempla a legítima defesa (muito antes de estar na CF está nas declarações de Direitos Humanos e é verdadeiro direito natural); promotores e procuradores – talvez por pensar de modo idêntico – que não recorrem de decisões absurdas, como a do TJRGS, que entendeu não ser tentativa de homicídio quando o bandido em fuga atira no policial; Delegado achando que policial ao ver um bandido armado praticando assalto não está em legítima defesa[2]; e o falido sistema progressivo, que responsáveis pela execução penal tornam ainda mais frouxo, criando a própria lei para mandar o condenado mais cedo para casa; a recomendação da pandemia, quando o órgão fiscalizador do judiciário criou norma, determinando o exame da possibilidade de mandar para casa presos por “risco” de contaminação (foram soltos mais de 60 mil bandidos nas ruas do Brasil).

Vemos, seguidamente, nossos Tribunais criando novas teses, normalmente embasadas em princípios genéricos, em cujo conteúdo cabe tudo, e ao arrepio da lei, com um único objetivo de privilegiar o ‘príncipe do processo[3], o réu’. Sem contar o STF, que achou a forma mais simples para auxiliar a ‘vítima da sociedade’, resolveu criar políticas públicas de segurança pública e, no Estado, onde a criminalidade é mais latente e pungente, praticamente impediu a polícia de combater o bom combate e cumprir seu mister.

Sem falar no legislativo, sempre a criar leis lenientes e deturpar as que visam punir com mais rigor. Percebam, intelligentsia, especialistas, velha imprensa, Judiciário, Ministério Público, a polícia e o legislativo a cada dia vão dando razão, força à bandidagem e, em contrapartida, minando a moral do policial, último bastião da lei e da ordem a proteger a sociedade ordeira do caos e do abismo da criminalidade desenfreada.

           

A quem serve esse desarmamento moral de nossas polícias e esse insuflar do ânimo dos criminosos? Você sabe a resposta, está na ponta de sua língua!..

 

A realidade cruel e ingrata - não ajuda sonhadores -, e demonstrou, sem sombra de dúvidas, que quando a polícia é aviltada, rebaixada e impedida de atuar a soberba da bandidagem cresce.

A bandidagem exultante, mais violenta, dona de si e soberba (fatos acontecidos após as liminares da ADPF 635), vendo a polícia manietada, dá as cartas e joga de mão: faz barricadas nas entradas da favelas (impede a polícia de entrar e, igualmente, ambulâncias, bombeiros etc.), realiza guerra por comunidades e constrói “uma ponte” para unir “seus territórios” e facilitar possível fuga, caso a polícia entre, impede o exercício de qualquer religião, exceto a professada pelo “comandante do pedaço”[4]; rouba trens; sequestra helicópteros para dar fuga a parceiros em presídios; continua matando inocentes com balas perdidas; transforma o  porto do Rio de Janeiro no maior ponto de escoamento de drogas para EUA e Europa; mata crianças por roubarem passarinhos; exercita “justiça a jato” e com penas severas matando os 05 responsáveis pelas mortes da crianças – chamaram a atenção para a localidade; chantageia o Poder Público ameaçando parar a cidade, caso a investigação sobre a morte dos meninos-passarinhos não seja suspensa[5].

Já há tempos se espalharam pelo Brasil, e a filial do Mato Grosso de famosa facção do Rio de Janeiro resolveu interferir no Direito de Família e proibiu as mulheres dos presos de se divorciarem enquanto os maridos estiverem ‘privados de liberdade’, sob pena de serem “cortadas na carne”. Feministas brasileiras gritam, fazem pirraça, lives, dão entrevistas  indignadas com o fato? Não, o barulho ensurdecedor é na tentativa de obrigar o governo a pagar absorventes. Eis como funciona um país aparelhado pela esquerda!..


                Realmente, é necessário dar razão ao meu amigo Adriano Klafke: Nada disso é dano colateral. É caos programado[6]. Na realidade os bandidos são usados como guerreiros na busca da revolução tão sonhada...

Imagine-se, agora, que estes “guerreiros moleculares”, na satisfação de seus imedidos desejos, encontrem estímulo externo à concreção de todas as suas pulsões, sem qualquer limitação, como, e também, ao mesmo tempo, sejam tratados, por assim agir, como heróis da resistência, em uma verdadeira significação positiva do que, em qualquer contexto social ordeiro, é negativo. A partir desse momento, que podemos chamar de turning point, a Guerra Civil Molecular, espontânea por sua própria natureza, assume o perfil revolucionário, passando a ser meticulosamente orquestrada para que atinja os fins objetivados por seus idealizadores e patrocinadores.” Fábio Costa Pereira.[7]

 

Que Deus tenha piedade de nós!..



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 Silvio Miranda Munhoz


cronista da Tribuna Diária, presidente do MP pró-sociedade e membro do MCI (Movimento contra a impunidade). As ideias contidas no artigo revelam, única e exclusivamente, o pensamento do autor.