A AMIZADE

e a arte do livre pensar.

Por Ianker Zimmer 24/10/2021 - 19:51 hs

Cícero já dizia: "Não há nada mais gratificante do que o afeto correspondido, nada mais perfeito do que a reciprocidade de gostos e a troca de atenções". A bela frase do filósofo romano postei há algumas semanas, quando fui recebido e abraçado por uma amiga, que me estendeu a mão num momento difícil pelo qual eu passava. Conversamos por horas e percebi que temos muitas coisas em comum, por isso lembrei de Marco Túlio Cícero e de sua constatação.


Aliás, além de filósofo, orador e escritor, Cícero foi um advogado - profissão do meu amigo Sileno Guimarães. E com ele também tenho, assim como com minha amiga citada no primeiro parágrafo, muitas coisas em comum, ou reciprocidade de gostos, como afirmou Cícero, tanto no campo da moral e da política como no da cultura. Mas, principalmente, partilhamos o apreço pela boa amizade.


E é com alegria que aceito o convite de meu amigo Sileno para ser colunista deste site tão importante, que serve como plataforma de difusão de conhecimento e de senso crítico. Este breve texto, portanto, é apenas um carinhoso "oi" de estreia aos leitores do Tribuna.


Devido ao compromisso profissional - e público - que assumo na próxima segunda-feira no Gabinete da prefeita Fátima Daudt, em Novo  Hamburgo (RS), meus textos terão de ser produzidos em horários alternativos. Não por isso haverá da minha parte menos empenho para proporcionar ao leitor conteúdos reflexivos.


Pensar é princípio fundante para o desenvolvimento de qualquer indivíduo, sobretudo nos dias atuais em nosso país, em que pessoas agem, parece-me, de forma mecânica, programada, impulsionadas por uma espécie de pensamento único, mais ou menos como lemos no romance A Revolução dos Bichos, de Orwell.


E sobre esse problema discorro em meu livro que lanço em novembro, editado pela Almedina, de Portugal, com título "República Democrática do Pensamento Único". 


Enfim, será um prazer colaborar ao Tribuna, embora sinto-me como um gatinho em meio a tantos leões, como o mestre Percival Puggina ou meu amigo Harley, por exemplo, além do Sileno, claro, e dos demais articulistas, não menos importantes, que contribuem para a arte do livre pensar.