FAMÍLIA IMPERIAL DO BRASIL EMITE NOTA DE REPÚDIO

Temos símbolos históricos nacionais vivos e atuantes!

A teledramaturgia sobre personagens históricos exige cautela, dentre outras razões, porque a licença poética não deve ultrapassar os limites morais que eram caros à figura retratada, nem desprezar o apreço de seus descendentes em relação aos seus antepassados. Por esse motivo, é tão comum que as produções biográficas busquem o acompanhamento das famílias retratadas, com a finalidade de evitar eventuais distorções históricas – intencionais ou meramente acidentais – e prevenir ataques à honra dos envolvidos.

Ao que parece, a Casa Imperial do Brasil não tem sido consultada sobre a exposição de sua história familiar em rede nacional. As distorções se tornaram tamanhas e tão frequentes, que a situação praticamente obrigou os d’Orleans-Bragança a emitirem uma Nota de Repúdio, publicada esta semana na fanpage oficial do Secretariado e obviamente aclamada pelo público monarquista, extremamente aborrecido pelos ataques à figura do Imperador D. Pedro II. Veja a íntegra do texto:



PRONUNCIAMENTO DA FAMÍLIA IMPERIAL

 COM RELAÇÃO À NOVELA

“NOS TEMPOS DO IMPERADOR”



Atendendo ao apelo de pessoas amigas e daqueles que hoje constituem uma forte corrente monárquica, manifestamos, com justa indignação, não apenas como seus descendentes e herdeiros dinásticos, mas também como brasileiros que verdadeiramente amam sua Pátria e valorizam sua História, nosso repúdio aos ataques da TV Globo, através de sua novela “Nos tempos do Imperador”, contra a honra do Imperador Dom Pedro II.

Dom Pedro II foi o nosso melhor Chefe de Estado, cuja boa obra na condução dos destinos públicos do Brasil, ao longo de quase meio século de reinado pessoal, faz-se sentir até os dias de hoje. Senhor de costumes privados sabidamente ilibados, o Imperador foi também um pai de família modelar, coluna do lar, protetor suave e varonil dos seus.

A Globo vem promovendo sistematicamente, nas últimas décadas, uma verdadeira revolução cultural, caracterizada pela desconstrução dos padrões tradicionais, a promoção da extravagância, da amoralidade e da cultura do caos, e denegrindo sistematicamente a nossa Nação.

No entanto, o maior biógrafo de Dom Pedro II é, sem dúvida alguma, o povo brasileiro, que, passados quase 130 anos de sua morte no injusto e penoso Exílio, não se esqueceu da grande respeitabilidade, da paternalidade e, sobretudo, da brasilidade de sua figura, e por isso mesmo rejeita as investidas mentirosas contra a sua memória. Não surpreende, pois, a novela estar registrando índices de audiência fraquíssimos, para a grande consternação da emissora, conforme tem sido noticiado na imprensa. 


São Paulo, 27 de outubro de 2021


Dom Luiz de Orleans e Bragança

Chefe da Casa Imperial do Brasil


Dom Bertrand de Orleans e Bragança

Príncipe Imperial do Brasil


Dom Antonio de Orleans e Bragança

Dona Christine de Orleans e Bragança

Dom Rafael de Orleans e Bragança

Dona Maria Gabriela de Orleans e Bragança

 

A Casa Imperial pode e deve emitir notas sobre o que ocorre no país, principalmente por pretender o retorno ao trono. Entretanto, em um primeiro momento, cheguei a pensar que os ataques à memória da família poderiam seriam resolvidos de outra forma, sem envolver farpas públicas. Eu estava enganada, revisei meus conceitos.

A Casa Imperial do Brasil – como toda dinastia em exílio – é muito maior e tem um arcabouço moral muito além do que qualquer rede de televisão pode algum dia alcançar. Quanto mais pronunciamentos, notas, atividades públicas em defesa da memória histórica nacional, melhor para o Brasil.

A existência dessa nota evidenciou que temos símbolos históricos nacionais vivos e atuantes, não meros enfeites, como erroneamente divulgam os progressistas.

Por desconhecimento ou má-fé, alguns meios de comunicação tentaram minimizar o impacto do repúdio, sem levar em consideração que todo o povo brasileiro é igualmente legítimo para bradar em defesa da memória histórica nacional. A cidadania pressupõe o dever de defender sua pátria – e isso não se faz somente em tempos de guerra declarada.

A defesa do patrimônio histórico imaterial brasileiro precisa ser pautada com urgência e ensinada em todas as escolas do país. Por favor, monarquistas, não permitam que a juventude desconheça os nossos heróis.