REVOLUCIONÁRIO DE FÁBRICA: Parte 3

Sou mesmo um REVOLUCIONÁRIO DE FÁBRICA?

Por Francisca Irina 03/11/2021 - 17:30 hs

“Eu acredito que a única via para melhorar a sociedade é a Revolução?”

 

Quantos adolescentes dos anos 1990/2000 viveram com a ideia de que a solução revolucionária é uma ideia original das suas próprias cabeças? E quantos vivem com essa ideia ainda hoje? A verdade é que vivemos ainda debaixo de um poder opressor que, com as vestes da democracia, nos ilude com possibilidades de escolha que não levam senão ao mesmo desfecho. Para uns, (em Portugal, especificamente) esse poder chama-se “direita”*, “neoliberalismo”, “capitalismo selvagem”; para outros, esse poder chama-se “esquerda”, “socialismo”, “comunismo”. São o mesmo poder.

 

Para esse poder, a Revolução é o meio e o fim simultaneamente, pois o estado em que ela mantém os indivíduos – um estado de caos, confusão, falta de discernimento e falta de meios para obter o conhecimento verdadeiro, e, por isso, um estado de opressão – deixa-os eternamente vulneráveis a acolher a Revolução como solução real, e por isso, vulneráveis a uma autoridade política e ideológica que não tem intenções de servir o povo.

 

Os indivíduos que são chamados a participar na aventura da vida devem procurar, antes de tudo, a verdade, e, a partir dela, informar o seu sistema de valores e convicções que realmente obedeçam à natureza da realidade, e à finalidade de construir uma civilização mais fraterna, onde o amor de facto reine. A Revolução é contrária a esse ideal.

 

 

* Em Portugal, o que tem sido geralmente chamado de “direita” não é mais que o socialismo fabiano.

    Francisca Irina