UMA ÉBRIA FELICIDADE

A paz que eu sempre quis.

Por DIOGO SIMAS 23/11/2021 - 17:52 hs

Há loucos. Mais do que se pensa.

Há putas, há filhos das putas, há loucos.

Mas a maior loucura é a dos ofendidos.

Os ofendidos são magoados, querem atenção e não conseguem dormir porque alguém diz, escreve ou pensa algo que fere sua sensibilidade.

Eu também não durmo.

Eu não durmo porque não gosto de dormir.

Durmo, quando o faço, por volta de uma da manhã e levanto em torno das cinco e alguma coisa.

Se fico com sono?

Não sei, pois após a Pilão passar a vender café expresso, a questão do sono, ou da falta de, ficou um tanto sem sentido.

Acordo com a natureza.

Não que eu seja um apaixonado pela natureza, nem que eu queira sua destruição, mas não sou adepto de aventuras em pedra, em terra ou em mar.

Acampar?

Só se houver cama, água quente e ar condicionado.

Trilha?

Só se for sonora.

De música eu gosto.

Mas não gosto de vozes nas músicas. O fato é que não suporto pessoas cantando ao meu lado.

Por quê?

Porque sou chato.

Não gosto de gente cantarolando desafinado em meus ouvidos, não gosto de cebola e gosto de música clássica, pura, reta, simples e instrumental.

O fato que meu trabalho é pensar, ler e escrever, tudo ao mesmo tempo e o tempo todo e uma excelente música clássica é maravilhosa nessa prática, que começa cedo e termina tarde do dia ou do outro dia.

No porvir do outro dia, a clássica dá lugar ao relaxamento do jazz, acompanhado de um whisky 12 anos ou de vinho tinto seco, com um charuto cubano a ser degustado.

Nessa hora de relaxamento em ébria felicidade, que os loucos, magoados e ressentidos não sabem experimentar, uma louca paz me toma e por alguns instantes eu esqueço que há pessoas que querem Lula presidente.