QGC!..

O quartel general do crime .

Por SILVIO MUNHOZ 25/11/2021 - 18:19 hs

O quartel general do crime[1].    

 “Significado real de chacina: ‘ação de matar várias pessoas ao mesmo tempo, uma forma de assassinato cruel e brutal, caracterizado também como um massacre[2]. Verdadeiro significado de confronto: ‘3. Oposição hostil, agressiva; COMBATEconfronto entre policiais e traficantes. 4. Choque belicoso entre pessoas; briga, luta, combate[3].’”

Na crônica distorcendo as palavras[4], apontei não ser mais segredo para ninguém o fato de estarmos no meio de uma guerra cultural, e a esquerda, representada muitas vezes pela ex-imprensa engajada, diuturna e incessantemente, desfecha rajadas de poderosa arma, uma das mais efetivas, a manipulação semântica, o uso corriqueiro é incentivado por ser simples e eficaz. Altera-se o sentido das palavras de modo a expressar o desejo do autor da ‘manipulada narrativa’ e, pronto, impacta o receptor da matéria, induzindo-o a vislumbrar algo diferente do ocorrido no mundo real, principalmente, aqueles que só leem manchetes não se informando mais a fundo sobre o assunto.

Isso ocorre, principalmente, quando é interesse da ex-imprensa exercitar seu velho joguinho do bandido bom X policial malvadão. Não foi diferente no fato ocorrido no complexo do Salgueiro em São Gonçalo, no RJ,  no fim de semana de 20/21 de novembro, no sábado, dia 20, ao trafegar pela localidade o carro do Sargento Leandro Rumbelsperger da Silva foi atacado por criminosos, que o balearam e não resistindo aos tiros veio a falecer. No domingo, dia 21, o BOPE, ao tentar realizar operação no local na busca de identificar os matadores do policial, cruelmente assassinado, é recebido a tiros no território dominado por Orcrim, como costuma acontecer, e instaura-se violento tiroteio – moradores referem que durou desde a madrugada até às 18h do domingo. Encerrado o episódio se somam ao sargento abatido, fruto do combate, 08 mortos dentre os que tirotearam com a polícia, no mínimo 05 com antecedentes policiais conhecidos por crimes graves.

Como não poderia deixar de ser a ex-imprensa sempre do lado das ‘pobres vítimas da sociedade’ chamou como? Claro, vocês sabem a resposta, por isso nem vou apostar. Chacina, massacre, induzindo a pensar que a polícia é bandida e o bandido é o mocinho vitimado. NÃO, vejam as definições na epígrafe, chacina é que ocorreu, por exemplo, na cidade de Saudades/SC no recinto da creche Pró-infância Aquarela (várias crianças, indefesas, assassinadas a golpes de facão); o que aconteceu no complexo do Salgueiro é COMBATE e quando há confronto, tiroteio entre marginais e a polícia, tudo pode acontecer. Quanto à ex-imprensa engajada, como disse Marcelo Rocha Monteiro[5], no texto publicado no seu facebook: “Seria o caso de sugerir a esses jornalistas que saíssem de suas bolhas no Leblon e na Vila Madalena e fossem conhecer o mundo real, aquele em que o trabalhador é assaltado às 5 da manhã no ponto de ônibus.”

             Interessante, por outro lado, é ver que muita gente do povo (fora da “bolha” e mesmo assistindo-a) está acordando para a realidade de nossa insegurança pública, como um dos leitores da matéria que comentou: “engraçado é que sempre “tem passagem”. Bandido não deveria apenas ter “passagem” pelo sistema judiciário. Deveria ficar preso de verdade, encarcerado”. Denunciando, talvez sem saber, um dos maiores problemas de nossa segurança pública a lei de execução penal que prevê o sistema progressivo o qual contempla o chamado (apelido carinhoso) regime “sempreaberto”. Grande realidade, no Brasil, os bandidos precisam ficar mais tempo encarcerados como garantia para sociedade ordeira.


          A semana do Rio de Janeiro foi movimentada e outro combate ocorrido no dia 23 na localidade do Fallet e Fogueteiro, desta feita, envolvendo a Polícia Federal – que não está impedida de atuar, ao realizar a fase 03 da operação NÔMADE, envolveu-se em grande e longo tiroteio com uma das Orcrins (sem dizer o nome para não dar moral).

O fato mostra a verdadeira (in)segurança pública que vive a Cidade maravilhosa, após a incompetente e indevida interferência da ‘corte maior’ brasileira, impedindo a polícia de cumprir seu mister de combate à criminalidade organizada. O impedimento à atuação da Policia criou o ambiente seguro para a criminalidade, fazendo-a  vicejar e prosperar: conseguem mais dinheiro (menos armas e drogas apreendidas, alugam, em dólares, localidades para depósito de ‘pasta-base de cocaína’, verdadeiro entreposto do tráfico internacional); mantêm seus exércitos (menor número de prisões de criminosos e detenções de menores infratores); angariam novos adeptos pelo constante ‘glamour’ atribuído às estripulias das gangues; aumentam seu território em guerras internas; colocam barricadas para impedir a entrada da polícia, criando verdadeiro estado dentro do Estado.

Como costumo dizer, a coisa pode piorar e, pela lei de Murphy[6], sempre piora!.. Além de tudo isso, como a decisão mencionada criou um porto seguro para a bandidagem, onde a polícia deve ficar afastada, uma das mais famosas Orcrins que possui verdadeira franquia, com filiais em vários locais do Brasil, resolveu tornar uma das cidades mais lindas do mundo o seu QUARTEL GENERAL DO CRIME. Sim, o QG do crime, é disso que trata a fase 03 da operação NÔMADE da Polícia Federal, pois entrou na localidade para cumprir mandados de busca e apreensão e prender líderes da franquia Amazonense (é sabido, comandantes da Orcrim de vários locais do Brasil estão escondidos no rio). Querendo se esconder da polícia foram para onde? Quer lugar melhor para se esconder? Será que existe melhor esconderijo para o bandido do que aquele onde a Polícia está proibida de entrar?