DE VOLTA ÀS PÁGINAS DESSA TRIBUNA

Por MARCIO SCANSANI 10/01/2022 - 19:29 hs

De volta às páginas dessa Tribuna, de onde estava afastado por pura falta de tempo, não por suspensão de nosso editor, ainda bem, eu continuo longe de ser especialista em qualquer coisa que envolva medicina ou saúde pública; assim, este é apenas um comentário a respeito da mais pura lógica, derivada da observação dos fatos: não acho que quem foi picado corra grandes riscos nem de virar um jacaré, um morcego, uma beterraba ou de morrer. Suponho que corra os mesmos riscos de morte de quem pegar a peste, seja nas variantes que estiverem disponíveis no mercado, qualquer uma delas: chances baixíssimas.

A questão, do ponto de vista das obviedades patentes, é que o número de vítimas dos “males súbitos”, principalmente entre os mais jovens, creio já ter ultrapassado o de vítimas do vírus mequetrefe.

Mas, como consequência disso, nada de – vá lá, “autoridades” –, fazerem estatísticas, nada de “jornalistas profissionais” buscando informações sobre fatos no mínimo tão curiosos, nada de criarem obituários nos telejornais, nada de “especialistas” fazendo previsões catastróficas, nada de nada, não que eu tenha conhecimento.

Dessa maneira, é um índice baixo, mas que diz respeito a medidas virtualmente desnecessárias ou no mínimo exageradas, coroando a lista de medidas infelizes:

·         Lockdowns prolongados e inúteis;

·         Trancamento de igrejas;

·         Luvas para se servir em restaurantes (lavar as mãos nao serve mais);

·         Obrigatoriedade do uso de focinheiras;

·         Implantação de rodízios de eficácia risível, que só funcionariam nas cabecinhas de engenheiros sociais;

·         Escolha de produtos “essenciais” por parte de governadores, com fechamento de corredores inteiros de supermercados;

·         E podem colocar alguns etc. nessa relação.

 

Tudo isso sem contar os obscenos aumentos de impostos, pelo menos em SP. Ninguém pode dizer que o Maníaco do Morumbi não capricha. E eis que surge mais uma imbecilidade para se combater um vírus, francamente, vagabundo e tão fraco que precisa desesperadamente do apoio da velha mídia para sobreviver enquanto ameaça e justificar passaportes vacinais que não servem para nada, posto que as vacinas imunizam tanto quanto as focinheiras detêm vírus – quaisquer vírus. Ou seja, nada.

Portanto, isso torna-se ainda mais preocupante do que intromissões de agentes “protetores” que entendem de saúde pública tanto quanto eu – mas precisam posar de guardiões da sociedade – nas decisões individuais, trata-se de ameaças a crianças, vindas de quem deveria realmente protegê-las, agora com o agravante de, de acordo com post de minha amiga Cleide Fayad, “Em plena audiência pública, ANVISA avisa:

Se a vacina for obrigatória, as famílias não terão autonomia em relação aos filhos, mas está previsto o acompanhamento pós-vacina”. E, como a coisa está nas mãos do STF, com aqueles ministros que entendem de saúde tanto quanto eu entendo de crochê, então adivinhem? É. E o Maníaco já aprovou essa insanidade em todo o estado de SP, via decreto.

Pois então: as “autoridades”, praticamente todas, estão fazendo de tudo para nos proteger de um vírus que é, francamente, vagabundo. “De tudo” inclui todas as cretinices e desmandos possíveis.

Mas nos proteger de “males súbitos” ou dos passaportes vacinais nenhuma autoridade quer. Muito menos assumir a responsabilidade por eventuais danos colaterais.

De minha parte, como resposta, só consigo imaginar a desobediência civil sistemática, persistente e em cada circunstância que for possível. Na Armada, fizemos uma nova versão do influente panfleto de Henry David Thoreau, com nova tradução de Márcia Xavier de Brito e apresentação deste que vos tecla, com textos de apoio de William Lago e André Assi Barreto.