TORCENDO O NARIZ PARA O CAPITÃO

a dissensão entre os generais e o Presidente

Por Jorge Schwerz 18/01/2022 - 17:44 hs

Recebo com grande alegria a notícia: Generais que criticam o Governo Bolsonaro colocar-se-ão à disposição para concorrer ao pleito de 2022.

Na maioria dos casos, não concordo com as ideias deles, mas fico feliz que pararam de falar, no conforto da sua reserva, e resolveram se expor, prontos para demonstrar a sua capacidade de liderança, já que criticam tanto a do Capitão.

Há muitas declarações soltas pela grande mídia, que se regozija com a dissensão entre os generais e o Presidente, destinando a autoria de vários comentários a esses generais:

- “temos que acabar com a polarização”;

- “reconquistar um nível mínimo de consenso político e de diálogo social”;

- “há um sentimento de ódio na sociedade”;

- “há a necessidade de uma 3ª via, pois as opções que tiveram a sua oportunidade devem ser afastadas”;

A eles pergunto:

Será que não sabem que a disputa política ou polarização, como gostam de falar, tem agora acontecido porque, antes, somente um dos lados, notadamente o esquerdo, tinha a autorização para expor a sua vontade e que, ao receber oposição, demoniza o contraditório com todo tipo de desconstrução, usando de todos os meios para calar a direita?

Será que não perceberam a hegemonia da esquerda, a qual foi rompida pela onda de brasileiros revoltados com a sua corrupção e os seus desmandos?

Será que não perceberam que uma das táticas, já antiga, desta mesma esquerda, foi dividir a sociedade para poder reinar no caos?

Já esqueceram que foi essa mesma esquerda que sempre demonizou a classe militar? Esqueceram-se da “Comissão da Verdade”?

Será que não perceberam que muitos setores da sociedade se viram sem as suas benesses, propinas e “pixulecos” e que, desde antes da eleição do Presidente Bolsonaro, o atacam dia e noite, ciosos da sua “mamata” e que o “consenso político” era obtido por muito dinheiro desviado?

Podemos dizer que esquerda e direita, quando no poder, tiveram a mesma oportunidade?

Com certeza a esquerda teve a sua oportunidade e isso nos levou ao maior escândalo de corrupção da história.

Podemos igualar isso ao Governo Bolsonaro? Certamente que não.

Por diversos motivos, o atual governo é constantemente atacado e, naturalmente, fica impedido de pôr em prática um programa aprovado por mais de 57 milhões de brasileiros.

Onde estavam estes generais?

Não podemos esquecer que todos esses oficiais são profissionais reconhecidos nas suas áreas, mas, na minha opinião, têm pouco ou nenhum conhecimento político, pois o conforto do cargo que ocuparam não lhes permitiu ver a realidade do desequilíbrio de forças que domina o País. Parece que ficaram perdidos no “tapete felpudo” do poder.

As regras da caserna impedem que estes militares, quando na ativa, sejam vaiados ou aplaudidos, o que agora não é mais uma realidade. Estejam, pois, preparados para as críticas e para as bajulações, aquelas que cegam o espírito crítico.

A verdade é que, durante uma grande parte da minha vida como Militar da Ativa ouvi muitos companheiros de farda criticando o Deputado Bolsonaro e não seria diferente agora. Ouvi todo o tipo de comentário, e a todos respondia: é o único que nos defende, que tem coragem de se expor para defender a luta anticomunista do Governo Militar e que também lutou contra os abusos da Comissão da Verdade.

Você pode não gostar do Presidente Bolsonaro, mas ele fez o que muitos oficiais generais não fizeram: resgatar e defender os seus companheiros de farda.


Panfleto da Legião Brigadeiro Eduardo Gomes, indicando

Para finalizar, deixo o exemplo do Brigadeiro Eduardo Gomes, o qual entre a disputa da Presidência contra o General Dutra, em 2 de dezembro de 1945, e o resultado do pleito, escreveu a “Carta aos Brasileiros”, datada de 18 de dezembro de 1945, da qual destaco alguns trechos:

“Fui menos um pretendente ao governo do que o defensor da legalidade democrática” ....

“No Exército e na Aeronáutica, aprendi a servir ao País e a cultuar-lhe as tradições, com o desinteresse que nobilita os meus companheiros de armas. Como o deles, o meu coração pulsava apenas pelo Brasil” ....

“Aceitei, sem temor, as [responsabilidades] que me eram impostas, de combater, como cidadão, uma ditadura afrontosa ao nosso passado e aos nossos créditos morais”.

Um homem voltado para a sua Pátria. Um dos primeiros Oficiais Generais que se expressou contrário à permanência de Vargas no Poder ao final da 2ª Guerra Mundial. Vencêramos o Nazifascismo na Europa e vivíamos uma ditadura no Brasil.

Essa foi a sua maior vitória: ver a Democracia voltar ao Brasil! 

 

 

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