EM HOMENAGEM AO OLAVO

O FILÓSOFO OLAVO - e os “gênios” que o criticam sem ler...

Por ADRIANO MARREIROS 25/01/2022 - 20:41 hs



No Brasil é preciso explicar,

desenhar,

depois explicar o desenho e

desenhar a explicação

Olavo de Carvalho

 Ah, que perda! Adeus, Professor. O Brasil perde seu maior filósofo vivo. A turminha que acredita no Mito do Diploma de Filósofo tenta negar isso. Tentam acusá-lo de ser astrólogo como foi Isaac Newton.  E olha que ele já foi coisa bem pior: foi de esquerda... Mas se curou e, depois, curou muita gente!

Vai com Deus, Professor!

Leio o Professor Olavo de Carvalho desde que assinei a revista Época, quando ela prestava, nos idos dos anos 90.  Num dos primeiros artigos que li, ele falava de um imbecil – ou seria um idiota? (não se ofenda se ele falava da sua mensagem e eu troquei, não foi por mal!) – que havia mandado uma mensagem, dizendo algo como: “eu não entendo nada disso que você está falando, mas você está errado”.  Olavo então dizia que essa era, para ele, a própria definição de idiota: se você mesmo afirma que não entende nada de um assunto, como pode opinar sobre ele?!  Parece óbvio, não é; mas, ao longo dos anos, eu encontrei diversas pessoas fazendo algo muito semelhante: criticam o Professor Olavo, chamam-no de pseudofilósofo, mas nunca leram 1 livro dele: sequer 1 artigo... provando assim, essa primeira afirmativa dele que eu lera...

 

Lembro de uma vez, em um almoço, em que eu citei uma frase de Olavo e um colega debochou: “logo você citando Olavo?  Que autor lixo, Adriano!”.  Respondi logo: “que bom que finalmente encontrei alguém que conhece a obra dele e não gostou!” Daí, indaguei de qual livro a pessoa não gostara.  Como ela dissesse que nunca lera, achei que ela devia ter lido ao menos um artigo que detestara e que a levara a não ler mais nada e... ela também não lera.  Nossa, ele nunca lera nada dele e estava comentando com ares de intelectual.  Por algum motivo, minha primeira leitura do Olavo me voltou à cabeça...

 

Ah, também teve uma outra vez em que praticamente se repetiu o episódio acima; porém, o novo crítico pretendeu ser perspicaz: “nem precisava ler nada dele, basta ver aqueles posts na internet em que ele xinga e fala palavrões”.  Fiquei imaginando – como o saudoso Coronel Viga (que me iniciou na arte de falar palavrões e a não fazer mimimi) diria – se aquela pessoa ao dar uma topada no pé da cama gritava apenas “ai meu dedinho” ou se, talvez,  ficava quieta diante de ofensas contínuas...  Esse caso foi o primeiro que me preocupou, porque várias pessoas já me viram xingando e falando palavrões: imaginei o quão burro devem me achar por aí...  Mas, como não costumo opinar sobre algo antes de  entender, sobre algo que não li sequer em parte, como não julgo ninguém por suas interjeições, voltei a lembrar do tal primeiro texto.

 

Houve ainda uma outra ocasião, dentre tantas, em que outra pessoa conseguiu demonstrar que ao menos lera algumas críticas ao Olavo.  Esse, com ares de superioridade, demonstrando me achar um tolinho, falava dos supostos “delírios” do Professor sobre o Foro de São Paulo, Guerra Cultural e sobre o Globalismo e o chamava de pseudofilósofo. 



Ele apenas esqueceu que o Foro não é mais segredo, suas atas já são públicas e que a imprensa e intelectuais atacaram Olavo por anos dizendo que ele falava de algo que não existia. 

 

Ele apenas não percebeu que andam forçando mudanças na linguagem, nos hábitos, destruindo a música e todas as artes e a cultura, desprezando e desvalorizando a beleza e, até mesmo querendo mudar nosso hábitos alimentares, tudo isso contra a vontade da maioria, e conforme já era pregado por Gramsci e, depois, na Escola de Frankfurt por Marcuse e outros.  Se quer chamar de outro nome, chame: Olavo chama de Guerra Cultural. 



Ele apenas não percebeu que é um mero negacionista – neste caso, de verdade – quando nega a existência do Globalismo.  Ele não vê autoridades nos colocando praticamente subordinados à OMS, não vê a contínua sabotagem das culturas nacionais, não vê “Ferrajolis” e outros bandidólatras e “progressistas” falando em criar uma constituição mundial que prevaleça sobre as locais, não vê uma tal agenda 2030 que quer subordinar todo mundo, não vê tecnocratas e burocratas não eleitos transformando soberanias em meras autonomias relativas, não vê uma imprensa mainstream que repete os mesmos mantras em todo o mundo sem variações de enfoque e opinião e aplaudindo e instigando censura a quem publicar diferente.  Ele não vê, sequer,  os mesmos bilionários e ONGs impondo as mesmas ideias simultaneamente ao redor do mundo e falando abertamente disso. Só mesmo não vendo nada disso, alguém pode não perceber o claro movimento tendendo a subordinar  os países a um governo central não eleito.  Como ele nega isso?  Bem, só se... aquele primeiro texto que li do Olavo estiver mesmo certo

 

Queria conseguir encontrar aquele primeiro texto do Olavo que li...

 True Outstrips!

 

O homem medíocre não acredita no que vê,

mas no que aprende a dizer

Olavo de Carvalho



Que não é filósofo, não acredita em diploma de filósofo, não chama “progressistas” delirantes de filósofos, mas sabe que Olavo de Carvalho e Mário Ferreira dos Santos são os grandes filósofos da História do Brasil.