PREPARE A PIPOCA: O SHOW ESTÁ COMEÇANDO

O fim da ditadura do pensamento único

Por LUIZ MARCELO BERGER 15/04/2022 - 14:41 hs

 

O festival de fake news continua fora de controle em boa parcela da mídia tradicional, revelando o que há muito já se sabia: a contaminação político-militante atingiu níveis tão toxicamente altos, que praticamente arruinou o que restava de credibilidade em inúmeros canais de comunicação.

 

Não existe surpresa quando se percebe que a busca por informação confiável tem se tornado bastante sofrível e invariavelmente infrutífera, exigindo estratégias mínimas de validação de conteúdo, o que demanda ainda mais tempo investido para pelo menos melhorar um pouco a qualidade dos resultados obtidos.

 

Um dos caminhos possíveis para tentar minimizar esta situação tem sido inverter a forma de leitura, ou seja, ao buscar qualquer informação no noticiário diário tornou-se medida salutar e prudente procurar entender de forma pormenorizada quais interesses estão por trás das manchetes.

 

Além disso, tão importante quanto a notícia em si, talvez até mais, seja validar a sua autoria, vale dizer, quem autografa o texto. Com estas simples medidas um filtro consideravelmente eficaz é imediatamente aplicado, fornecendo bons resultados.

 

Trata-se de medida necessária porquanto tem sido mais comum do que se imagina encontrar narrativas que afrontam a realidade dos fatos, quando não falsificam descaradamente provas inequívocas de eventos ocorridos.

 

Para comprovar, basta rememorar o ocorrido com toda a cobertura realizada ao longo da pandemia e, mais recentemente, com a crise na Ucrânia. Esta última, de fato, merece especial destaque porque sozinha praticamente terminou com toda a cobertura midiática sobre hospitais, internações, mortes e, principalmente, com notícias de corrupção relacionada ao uso de recursos públicos no enfrentamento da crise por parte de agentes públicos inescrupulosos, quando não comprovadamente criminosos.

 

Esta necessidade quase obrigatória de se conceder o benefício da dúvida se deve principalmente às profundas mudanças que têm ocorrido nos meios de comunicação, onde a ditadura do pensamento único tem sido desafiada pelo advento das inúmeras mídias sociais que hoje permitem praticamente a qualquer cidadão desmentir versões publicadas que antes eram aceitas como verdades absolutas e incontestáveis.