PARA O DESESPERO DOS TERRORISTAS DA INFORMAÇÃO:

Neste oceano de iniquidades fabricadas, cada vez mais pessoas acordam e se rebelam contra a ditadura do discurso único midiático.

Por LUIZ MARCELO BERGER 02/05/2022 - 12:15 hs

Conforme tem sido alertado em textos anteriores, movimentos contrários ao controle  monopolista da informação nos veículos  de mídia  tem se intensificado exponencialmente, comprovando o inconformismo cada vez maior de parcela majoritária do público contra o autoconcedido poder de censura a alguns poucos iluminados que se julgam acima do bem e do mal.

 

Esta insurgência orgânica ocorrendo em escala cada vez mais intensa decorre da autofagia daquilo que se convencionou chamar de mídia,  que hoje, em sua esmagadora maioria, tornou-se tão somente uma descarada milicia radical politico-partidária de extrema esquerda, que incapaz de argumentar no campo da racionalidade, desborda invariavelmente para o mais chulo terrorismo intelectual.

 

Como nem tudo é perfeito neste oceano de iniquidades fabricadas, ocorre que os ventos tem mudado de sentido e tal qual surto viral, cada vez mais pessoas acordam e se rebelam contra a ditadura do discurso único midiático, em que pese o sistemático  bombardeio de informações manter-se com a mesma intensidade dia após dia.



Exemplos desta reação são cada vez mais frequentes e abundantes, atingindo particularmente usuários contumazes desacostumados com a crítica, como celebridades, subcelebridades e outros personagens menos cotados desta fauna, com destaque especial para militantes travestidos de jornalistas.

 

O traço em comum entre estes seres trevosos geralmente é encontrado no sofrível repertório intelectual para tratar de temas complexos, bastante revelador de uma profundidade cognitiva equivalente a um pires raso e rachado.

 

Comentaristas de ocasião, facilitados pela ubiquidade das redes sociais, têm sido rechaçados impiedosamente por leitores indignados com mentiras e falsidades divulgadas como se fossem verdades absolutas e incontestáveis.

 

Um problema mais sério, no entanto, é quando a fábrica de narrativas sai do campo midiático e invade o terreno da tomada de decisão e torna-se necessário lidar com políticos e autoridades estatais em geral quando estas exibem sua notória compulsão para cometer impropérios diretamente proporcionais à importância do cargo que ocupam e inversamente proporcionais à qualidade dos argumentos utilizados, especialmente quando assuntos relacionados à ciência são tratados nas páginas de processos judiciais, e muitas vezes em medidas policialescas surreais que mais parecem inspiradas diretamente em distopias orwellianas.


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A judicialização do debate científico tem sido uma das consequências  mais nefastas do aparelhamento sistemático ocorrido no poder judiciário nas últimas décadas, um dos muitos efeitos secundários do monopólio das narrativas.

 

De fato, parcela substancial do sistema judicial do país funciona hoje como braço de força bruta de partidos extremistas que, mesmo derrotados nas urnas, usam com sucesso de remédios  judiciais para atacar, humilhar e destruir economicamente pessoas que ousam discordar do discurso único, flagrantemente vencido nas urnas.

 

Minorias extremistas de esquerda tem governado o país através de liminares, quando não com as bênçãos explícitas do poder que deveria zelar pela aplicação da lei, e não corrompê-la, como tem sido frequente, especialmente nos Tribunais Superiores.

 

A gravidade desta interferência indevida e muitas vezes despropositada, estimulada pelos holofotes midiáticos,  é que ao contrário do que muitos operadores do direito com poder de impor sua vontade com a força da coerção estatal acreditam, a única unanimidade que existe em ciência é a probabilidade, o que já seria suficiente para eliminar a sustentação de inúmeras  decisões judiciais bizarras cometidas nestes últimos dois anos de pandemia.

 

Muitos juízes estão impedindo a ciência de ser científica, com aplausos efusivos da extrema imprensa militante. A politização e o ativismo da justiça tem causado terríveis consequências na arena da discussão livre de idéias, especialmente quando se trata de pesquisa científica que exige conhecimento técnico especializado e profundo.

 

A criminalização do uso de certos medicamentos, por exemplo,  uma atividade de estrita competência de médicos e pesquisadores faz parte agora de um dos capítulos mais negros e desprezíveis da história recente, quando profissionais de saúde foram perseguidos publicamente, tanto por ameaça de medidas judiciais como pela humilhação derivada da exposição  criminosa por parte de veículos  de comunicação de massa cuja única  motivação era a destruição de reputação por motivos políticos  inconfessáveis.

 

Mas existe luz no fim do túnel. Felizmente a represa midiática está rachando. A fissura aberta por Elon Musk no cartel da informação vai aumentar, para desespero dos terroristas da informação única.

 

O tsunami de novas idéias que têm vindo pela frente mostra que o pequeno grupo que controla o fluxo de informações com mão de ferro está derretendo dia após dia, o que permite afirmar que  nada nem ninguém poderá  impedir o que está por vir.