O HOLLYWOODIANO “DIREITO” BRASILEIRO...

Por ADRIANO MARREIROS 24/05/2022 - 09:53 hs

Murder isn’t always a crime

(assassinato nem sempre é crime)

Do Cartaz do filme Double Jeopardy.

 MURDER ISN'T ALWAYS A CRIME - (DOUBLE JEOPARDY) - 1999 - TOMMY LEE JONES -  RARE DVD

Ashley Judd estava linda no filme!  E que atuação!!!  E que dizer de Tommy Lee Jones?!

Os cineastas de Hollywood são muito criativos e competentes...  Isto é, quando não querem lacrar, quando não querem estragar os filmes com mimimi, quando não querem fazer filmes-cabeça, que é como se chamam os filmes em que a produção usa uma ideologia na cabeça e uma câmera na mão, isto é, não usa a cabeça mas só aquela e um livrinho cheio de palavras de ordem a repetir...

Que criatividade a desse filme!  Os caras partiram do Double Jeopardy, segundo o qual ninguém pode ser julgado duas vezes pelo mesmo crime.  Libby[1] fora condenada por matar o marido que simulara a própria morte.  Na prisão, quando ela desconfiou que o marido ainda estava vivo, uma criminosa disse que ela não poderia ser condenada de novo pelo assassinato do marido por causa do Double Jeopardy.  E ela acabou numa situação em que fugiu e saiu em busca de vingança.  Ela teria um crédito para matar... Uma License to Kill sem ser 007, já que ela é mulher.  Só que, NA REALIDADE, se ela matasse o marido, seria outro crime e ela seria julgada por ele.  Era a premissa falsa que, num filme, e por sugestão de uma bandida, não faz qualquer mal, não tem maiores consequências...

Esta semana ficou claro que o judiciário brasileiro é muito mais criativo e surpreendente que o cinema AMERICANO[2]...  Criou algo ainda além.  Se virar modinha – e sempre vira se for ruim – o bandido, aqui, se tiver uma condenação anulada, até mesmo por firul, digo, filigranas bandidólatras tão comuns por aqui: se cumpriu pena e vier a cometer outro crime, vai ficar com crédito para cometer outro crime.  Se virar modinha – e  sempre vira – dependendo do quanto demorar para se anular o processo – seja por alguma (raríssima) injustiça contra o réu, seja pela constante injustiça com as vítimas inocentes, suas famílias e a Sociedade – o crédito poderá ser suficiente para cometer crimes como  estupro, corrupção e até assassinato e não cumprir pena por isso.  E aí, ao menos no Brasil, deixaremos de assistir ao filme e passaremos a assistir à interessante série: HOW TO GET AWAY WITH MURDER – como sair impune de um assassinato – série que é muito conhecida por aqui, pois só se descobrem 8% das autorias de assassinatos: e, mesmo com tanta gente getting away with murder, existe o papinho de um pretenso “encarceramento em massa”.

E como poderíamos chamar essa versão brasileira, esse “filme da vida” digno da Framboesa de Ouro?  Sei lá... pode ser... bem, tem tanta gente que chama bandido condenado de “reeducando”, que acho que poderíamos chamar de: PROGRAMA DE CRÉDITO REEDUCATIVO, e com FINANCIAMENTO SOCIAL: pago com vidas inocentes, patrimônios perdidos, direitos e garantias violados...

P.S. Ah, o tal filme começava em um barco, em um veleiro chique tão ao gosto de socialistas de iphone: lembrou-me 1 ex-amigo que dizia detestar um conhecido fruto do mar, mas que agora consome e recomenda sem parar, até no Instagram...  Aliás... 1 só não...

O Brasil é o país do futuro.

Expressão repetida há décadas  de

forma incompleta, uma vez que não

 especifica que futuro, no caso:

o do PRETÉRITO...


P.S.  Agora o livro 2020 D.C. Esquerdistas Culposos e outras assombrações tem uma trilha sonora com canções e músicas de filmes citados: 




P.S.2: Compre o livro de crônicas aqui: 



 

Crux Sacra Sit Mihi Lux / Non Draco Sit Mihi Dux 
Vade Retro Satana / Nunquam Suade Mihi Vana 
Sunt Mala Quae Libas / Ipse Venena Bibas

(Oração de São Bento cuja proteção eu suplico)