CAMINHO DE FOGO CRUZADO

Homenagem às vítimas da covardia

Por Lorena (Duquesa Bessières D´Ístria) 26/05/2022 - 12:33 hs

Hoje prestarei uma discreta homenagem, aos confrades tombados durante a peste dos nossos tempos – leia-se: durante a peste, durante as campanhas da v@Ch1n# experimental e seus efeitos, durante os ataques à soberania nacional de todo e qualquer estado “inimigo” dos interesses daquela que se diz a guardiã da paz mundial (0rg@nizaça0 Mund1al das N@ç0es Un1d@s), durante o g3n0C1dio deliberado provocado por falta de socorro ou excesso dele, durante o confinamento prolongado que desencadeou ondas de suicídios em tantos lugares, durante a crise econômica que está por vir, durante o experimento social planetário ao qual a humanidade tem sido submetida nos últimos anos. Enfim, uma muito discreta homenagem às vítimas da covardia presente em nossos tempos.

 

Em 1929, Simon Lefter – provavelmente um cidadão romeno – compôs uma belíssima canção chamada Imnul Legionarilor Cazuti, dedicada à memória de um legionário morto por inimigos. Rapidamente ela se tornou popular entre os russos e os ucranianos, se espalhando por todo o leste europeu, através dos corais masculinos.

 

Os solistas de baixo profundo, mais comuns no Leste, enxergaram na Imnul Legionarilor Cazuti uma melodia perfeita para demonstrar os seus dotes vocais, sem provocar estranhamento aos ouvintes menos acostumados ao estilo.

 

A temática do guerreiro caído, cuja memória é honrada eternamente por seus companheiros, guarda uma relação estreita com os maiores acontecimentos do início do século XX. O continente europeu enfrentava inúmeras guerras civis, uma guerra mundial, atentados frequentes, instabilidades políticas e econômicas. Os impérios Otomano, Austro-húngaro e Russo sofriam desmanches, enquanto outros estados menores alternavam-se entre monarquias e repúblicas, sucessivas vezes.

 

Muitos eflúvios sociais e políticos do período napoleônico ainda estavam presentes e a França parecia bailar com uma chance real de restauração monárquica, enquanto várias casas reais se digladiavam – figuradamente ou literalmente.