COVID - 19 E A ESCOLA DA HUMANIDADE

governantes responsáveis, devem encontrar o caminho para conduzir essa grande nação

Por RENATA GUARINO 29/03/2020 - 22:49 hs
A palavra confinamento, substantivo masculino que significa isolamento, ação de prender, cercar ou isolar é atualmente a mais comentada nos noticiários e redes sociais. 
Berço da covid-19, a província de Hubei adotou medidas de isolamento com o propósito de conter o avanço da doença. Assim, supostamente lastreadas por dados estatísticos e modelos epidemiológicos, as autoridades locais decidiram proibir viagens a Wuhan. 
Mas o chamado coronavírus não respeita fronteiras e, por onde avança, deixa seu rastro de destruição. Da Europa, considerada o novo epicentro, todos os dias chegam números impressionantes: são centenas de  mortos a cada 24 horas. 
Uma das medidas adotadas no mundo é o isolamento. Este, aliado à incerteza sobre o futuro e a sensação de impotência, estão causando estresse e, inegavelmente, fazem surgir teorias conspiracionistas. Uma frase mal colocada em um grupo de WhatsApp é o estopim para o início de uma grande confusão. 
Mas e o lado positivo? Pais, na medida do possível, trabalham de casa e auxiliam seus filhos nos estudos; estes ajudam os genitores nas tarefas domésticas; grandes amigos são descobertos e redescobertos, nos lembramos de nossos idosos, daqueles mais frágeis; amores se revelam e os divórcios também, na mesma proporção. O coronavírus inegavelmente constitui um freio de arrumação para o bem ou para o mal...
É certo que não posso afirmar que aderir ao lockdown seja a solução ou que devemos priorizar imediatamente a economia do país que, justo agora, começava a se recuperar. 
Prefiro deixar isso a cargo dos especialistas, não aqueles do Facebook, Twitter ou WhatsApp, mas sim dos experts em saúde que, de forma conjugada com governantes responsáveis, devem encontrar o caminho para conduzir essa grande nação.

“O exemplo é a escola da humanidade e só nela os homens poderão aprender”. - Edmund Burke.