DE HERÓIS, CHARLATÃES E HIPÓCRITAS!..

Resposta a um editorial

Por SILVIO MUNHOZ 29/07/2020 - 21:22 hs

“Enquanto muitos continuarão sentados esperando a “pílula papiral da evidência”, [...] vou estar no grupo de beduínos que observam o movimento dos ventos e fogem da possível tempestade de areia, que pode dizimar a vida de todo o grupo ao qual pertencemos”. Luciano Zuffo

  Ao falar de heróis, lembro novamente a revolução gaúcha de 1923, a qual referi na crônica intitulada “o inquérito do fim do mundo e as lições das antigas guerras, para rememorar outro personagem, desta feita do lado dos chimangos (como característica usavam um lenço branco ao pescoço), falo de Olmira Leal de Oliveira, conhecida no interior Gaúcho como Cabo Toco.

  Cabo Toco, à época com 21 anos e alguns (essenciais à época) conhecimentos sobre plantas medicinais, aplicação de injeções e manuseio de armas de fogo, não conteve o desejo de participar e alistou-se como enfermeira para acompanhar as tropas do tenente-coronel João Vargas de Souza, tornando-se a primeira mulher a integrar tropas na Revolução.  Incorporou levando uma maleta de madeira contendo os paramentos de enfermagem e um fuzil Mauser.  Conta a história que salvou companheiros utilizando ambos os instrumentos, mostrando sua intrepidez, seu destemor e sua dedicação incondicional em salvar vidas, embora para isso coloque a sua em risco.

  Nos tempos atuais, singular e merecedor de destaque, o caso da Médica Angelita Gama, uma cirurgiã brasileira com 88 anos de idade que foi acometida pelo ChinaVírus e esteve longo tempo entre a vida e a morte.  Recuperada, pouco tempo após estava de novo dentro de uma sala cirúrgica no afã de salvar vidas.  Esse destemor e essa entrega, no afã de salvar vidas alheias, fazem pensar que nossos profissionais da saúde são verdadeiros anjos.

  Vivo há 15 anos com um desses anjos (minha esposa é enfermeira concursada, há muito tempo, de um Grupo Hospitalar Federal, referência no Rio Grande do Sul para o atendimento SUS), e nessa atual situação de crise pandêmica acompanho, dia sim dia não, o seu envolvimento nessa luta épica. Vi muitas vezes, em seus olhos o medo (normal no ser humano) que logo se transforma em garra e destemor quando se apronta para sair para seus plantões.  Vi muitas vezes o desalento e a tristeza em sua chegada, quando perderam um paciente ou uma de suas colegas, guerreiras do ‘front’, testa positivo, mas vejo, também, alegria e esperança quando chega de um plantão em que tudo correu bem.  Nunca vi, porém, um segundo sequer, o desejo de fugir da luta.  Nunca, jamais cogitou (e poderia) em procurar um médico para conseguir um atestado ou se aposentar.  Fugir da batalha não é opção.

  Assim, como o meu anjo, existem uma infinidade de médico(a)(s), enfermeiro(a)(s), auxiliares, técnicos(a)(s), funcionários(a)(s) da saúde (pública ou privada) por esse Brasil gigante afora que nesse exato instante estão colocando sua vida em risco, na gloriosa luta para salvar os brasileiros dessa praga que assola o mundo.

  Todo o dito até o momento é um desabafo em virtude do editorial (palavra oficial do meio de comunicação) de ontem de um jornal brasileiro (antes gigante) que, no afã e politizar a pandemia e atacar o Presidente, disse: “é o charlatanismo elevado à categoria de política de Estado para a área da saúde”.  Tudo porque curado do Vírus apareceu mostrando a hidroxicloroquina que, segundo o órgão de imprensa, não tem comprovação científica e apresenta efeitos colaterais.

  Ah, vamos lembrar, não foi só o Presidente que melhorou ao utilizar o fármaco.  Lembram do médico Davi Uip, que trabalhava na equipe da crise do Governo de São Paulo e, embora, relutante, acabou admitindo o uso para sua cura, ou do apresentador de um programa televisivo Siqueira Jr.  Só para lembrar alguns personagens bem conhecidos em nosso País, embora milhões pudessem ser os exemplos mundo a fora.

  Aliás, não esqueçam o fundamental – muitas vezes, propositadamente, olvidado pela extrema imprensa -, após a troca de protocolo do Ministério da Saúde, recomendando a aplicação do medicamente de forma precoce, cresceu significativamente no Brasil o número de recuperados, de um total de 2.442.375 de infectados 1.667.667 (68,3%), são considerados curados.

  Não percebe o editorialista que, ao fazer essa acusação, esta acusando não só o Presidente, mas, todos os trabalhadores da saúde brasileira que seguem o protocolo do Ministério da Saúde de Charlatães.

  Parece que foi promulgada uma nova lei que obriga grande parte da imprensa brasileira. Qualquer ato, fala ou pensamento atacando o Presidente da República é algo a ser celebrado, porém, se esse ato, fala ou pensamento for favorável é a encarnação do mal, é o brotar do charlatanismo em solo pátrio.

  Como dito, por um conhecido médico Gaúcho, artigo publicado na Tribuna Diária, cuja leitura recomendo:  “esquecem-se os diretores e editores dos meios de comunicação, que atrás da tela, atrás do rádio, atrás do jornal está um ser humano lendo, absorvendo, tentando entender:  que diabos é um estudo randomizado, duplo cego controle”.

  Um estudo randomizado, duplo cego controle, significa, em termos leigos: que metade dos pacientes, ao acaso (sem o paciente nem o pesquisador saber, por isso duplo cego), recebe, ao invés do remédio estudado, um placebo (uma jujuba).  Em uma crise pandêmica, como atual, esse tipo de estudo seria condenar a morte os 50% que recebessem o placebo.  Por isso muitos médicos e cientistas famosos, mundo afora, negam-se a fazer isso, não querem carregar na consciência esse homicídio coletivo. 

  O remédio citado, embora não submetido a um estudo ‘duplo cego randomizado’, está mais que comprovado empiricamente, acerca disso recomendo a leitura do contido no artigo "Hidroxicloroquina e notícias falsas", ou seja, parece que existem pelos padrões do editorial, milhares de charlatães, de inúmeras nacionalidades, mundo afora.  Igualmente, sobre efeitos colaterais, fundamental a leitura da seguinte‘tread’ SOBRE O DUPLIPENSAR DOS RETARDADOS QUE DESCEM A LENHA NAS DIRETRIZES DE TRATAMENTO PARA O COVID19

  Charlatanismo é crime, o Código Penal o define no Art. 283 - Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível.  Ora, à evidência, não pode ser considerado secreto um remédio conhecido há décadas e cuja aquisição até a pandemia podia acontecer, inclusive, sem receita médica e ninguém disse ser infalível. 

  O mote do editorial, segundo o escritor, seria o fato de alguns Médicos sofrerem pressão (não querem seguir o protocolo do Ministério da Saúde).  O protocolo não os obriga a receitar, mas não esqueçam que juraram: “Guardarei respeito absoluto pela Vida Humana desde o seu início, mesmo sob ameaça e não farei uso dos meus conhecimentos Médicos contra as leis da Humanidade.  Portanto, sem hipocrisia, quando, por qualquer razão não quiserem receitar, respeitem o direito do paciente (de lutar por sua vida) e querer ser tratado dessa forma, indicando-lhe Médico que seja favorável ao tratamento.

  Aliás, por falar em HIPÓCRITAS, vejo muita gente com condições e, que com certeza, já possui o medicamento em casa ou a receita na mão, escrevendo nas redes sociais; “ai, não aguento mais falar em hidroxocloquina e ivermectina”.  Hipocrisia pura, se realmente não querem mais saber dos remédios, assinem um termo dizendo que, caso contraiam o vírus, não querem ser tratados com o medicamento...  mas, não esqueçam das pessoas sem condições que dependem da rede pública para cuidar da sua saúde.

  De minha parte, sou bem claro, prefiro VIVER ou talvez morrer usando um fármaco empiricamente comprovado do que MORRER ou até viver a espera de um ‘estudo duplo cego randomizado’ ou de uma vacina...  Simples assim!

  Para finalizar, digo ao escritor do editorial em questão, não, os agentes de saúde brasileira que seguem o protocolo do Ministério da Saúde NÃO SÃO CHARLATÃES, ao contrário disto, são verdadeiros HERÓIS, pois diuturnamente algum deles está colocando a própria vida em risco para salvar a vida alheia.

  Escrevi esse artigo, caros leitores, para honrar um dos princípios da Tribuna Diária.  A mídia onde os verdadeiros HERÓIS possuem vez e voz...

Sobre Charlatães, precisa observação feita no artigo viés do charlatanismo: “Infelizmente, a maioria dos jornalistas entra na categoria do charlatão. [...] Seus textos são parciais, curtos e muitas vezes, como compensação por seu conhecimento superficial, irônicos e destruidores de reputações alheias que demoraram muito tempo para serem construídas”.

Professor Marcelo Hermes Lima, cientista brasileiro com mais de 6 mil citações em estudos internacionais