NÃO ADIANTA PEDIR SOCORRO

A polícia não virá...

Por SILVIO MUNHOZ 20/08/2020 - 21:57 hs

                  A saga da (ex) cidade maravilhosa.

 “Hoje há uma tendência viciosa para tornar o criminoso mais numa vítima do que num responsável.  E isso só tem servido para estimular o crime.  O crime multiplicou-se e atingiu índices apavorantes.  Já há quem pergunte se a sociedade humana, dentro de alguns decênios não contará só com delinquentes e loucos...” Mário Ferreira dos Santos, na obra, cuja primeira edição remonta à 1967, Invasão vertical dos bárbaros, (pág 86/87).

    A realidade da violência no Rio Janeiro é desesperadora, mas não começou hoje, na verdade, segundo historiadores[1] começou quando o gaúcho Leonel Brizola, conhecido por defender ideias comunistas/socialistas (que a Nova Ordem/Novo Normal - insiste em chamar Progressistas - embora só tenha fomentado retrocesso, gerando o caos, o desespero e a matança nos lugares onde se instalou), fato comprovado pelo passado e a história, foi Governador do Estado e uma de suas principais promessas, e coisa que raramente acontece na política brasileira, após eleito cumprida fielmente:  “em meu Governo polícia não sobe o morro”.

  Essa trégua ao crime, permitiu o avassalador crescimento da criminalidade que, com a tranquilidade assegurada por quem devia lhe conferir incessante combate, conseguiu se organizar, adquirindo armamentos, arrebanhando adeptos, enfim, transformando-se, efetivamente, em organizações criminosas que proporcionaram a partir daí uma verdadeira guerra assimétrica invertida (invertida, pois durante anos notória a vantagem dessas Orcrims, principalmente, nos itens armamento e território, pois a geografia das favelas cariocas[2] com seus emaranhados de becos e vielas que bem conhecem e a polícia não, confere aos criminosos ampla vantagem).

  Isso gerou a proliferação escandalosa desses grupos criminosos, segundo informações[3] o CV - Comando Vermelho - domina 828; a milícia 278; o TCP – terceiro comando puro - 238; e os AA – amigos dos amigos – 69 das favelas existentes no Estado do Rio de Janeiro e na ex-cidade maravilhosa[4].  Causando horror e desespero para a população honesta, trabalhadora e ordeira que por, suas condições financeiras não tendo como mudar para lugar melhor, é obrigada a conviver dia a dia com o crime, sujeitando-se a toda espécie de horrores e humilhações (ceder a casa por ser um ponto favorável para o tráfico, ceder a filha para ... quando escolhida por um chefe do tráfico, aceitar toque de recolher, submeter-se à lei do silêncio etc... tudo sob ameaça de pena de morte, inexistente na Constituição Federal é verdade, mas, realidade nua e crua nas favelas dominadas pelo tráfico).

  Qual a reação da população em desespero, que não consegue mais aguentar essa crueldade inominada e diuturna a qual está presa??  Utiliza aquela que todos dizem ser a grande arma do cidadão de bem, O VOTO, e elege o candidato que, através de um discurso duro, promete um combate renhido e incansável contra essa cena atual.

  Após a eleição, estando a polícia já de algum tempo melhor armada (possuindo guarda-chuvas e furadeiras similares aos dos bandidos) e possuindo, desde o ano de 2009, os helicópteros do Serviço Aéreo Policial, cujo uso foi incentivado pelo novo Governo, pois retira a vantagem geográfica conferindo segurança para os policiais em terra e a população civil em geral, pois permitem identificar os criminosos desde o céu (tarefa fácil pela identificação das armas portadas), impossibilitando confundi-los com inocentes, permitindo fazer dessa uma guerra menos assimétrica, pois protege a vida dos Policiais Cariocas, cuja morticínio é uma coisa incomparável na história mundial. Nesse conflito armado ‘não declarado’ são contados mais cadáveres e feridos que nos exércitos regulares em guerras declaradas[5], (mas esses dados a “extrema imprensa” e seus “especialistas” não fornecem ao povo brasileiro).

  No entanto, para estupefação geral da nação brasileira, o plenário de nossa Corte Maior (formado por 11 não eleitos a pedido de um partido que perdeu a eleição, ou seja, ‘não eleito’), confirma a decisão monocrática antes proferida, limitando não só o uso de helicópteros, mas a própria atuação policial.  Pior, a coisa sempre piora... a liminar  concedida por conta da pandemia do ChinaVírus será estendida até mesmo para quanto cessar a crise viral[6].  Desculpe cidadão Carioca por você haver sido enganado, ao ser levado ao equívoco de pensar que seu voto podia mudar alguma coisa...

  Síntese do drama... Não adianta pedir socorro!.. A polícia não virá... (exceto se tiver coragem para descumprir a ordem ilegal, à evidência, fruto de ativismo judicial).

  Até quando a ‘Bandidolatria e o Democídio’ imperarão em solo pátrio???

  A BANDIDAGEM agradece, como demonstra a pacífica e quase telúrica cena do Chefe do Comando Vermelho na Rocinha, Johny Bravo, empinando pipa no morro.  Total, não precisa mais fugir e se esconder, a polícia não virá... (assista a cena nos minutos 3.35 a 3.47 do vídeo que pode ser acessado através do link: https://globoplay.globo.com/v/8681237/). 

    Negar a realidade cobra e faz seus cadáveres...“ Renata Guarino[7]

 

 

 

[1] Carlos Eduardo de Almeida Branco (Bacharel em Direito e História, Mestre em História e Professor de Filosofia e História) https://youtu.be/zVnuUfz9xSY  

[2] Nomenclatura tradicional e correta, ‘comunidade’ é mais imposição descabida do politicamente correto.

[3] De fonte que pede sigilo.

[4] https://www.tribunadiaria.com.br/ler-coluna/435/o-ldquo-fica-na-delegacia-rdquo-do-stf.html