INTERESSES OCULTOS

O globalismo, no mundo, chegou a patamares esquizofrênicos!

Por ÉRIKA FIGUEIREDO 28/09/2020 - 21:38 hs

Já faz bastante tempo que evito o noticiário das emissoras de tv. Por considera-lo tendencioso e desinformativo, socorro-me de alguns sites que considero seguros, via internet, para ter acesso à informação de qualidade. Entretanto, mesmo evitando a baboseira do mainstream, é impossível não ouvir falar da repercussão das “queimadas da Amazônia e do Pantanal”.

            O globalismo, no mundo, chegou a patamares esquizofrênicos. Hoje, deseja-se globalizar absolutamente tudo, inclusive a Amazônia. Muito embora seja esta a maior reserva verde do planeta Terra, muito mais preservada em termos percentuais do que as demais florestas do mundo, a nossa área verde é alvo de ataques e de cobiça de todos os países.

Evaristo Miranda, diretor da EMBRAPA territorial, em um excelente artigo que está em circulação, esclarece que “A Europa, sem a Rússia, detinha mais de 7% das florestas do planeta, e hoje tem apenas 0,1%. A África possuía quase 11%, e agora tem 3,4%. A Ásia já deteve quase um quarto das florestas mundiais, 23,6%, agora possui 5,5% e segue desmatando. No sentido inverso, a América do Sul, que detinha 18,2% das florestas, agora detém 41,4%, e o grande responsável por esses remanescentes, cuja representatividade cresce ano a ano, é o Brasil”.

            Logo, percebe-se que o Brasil, dentro em breve, caso o desmatamento mundial persista, deterá cerca de cinquenta por cento das florestas mundiais, conclui o artigo.  O mundo extrai madeira como matéria prima ou produto final. O mundo se vale de milhares de produtos que o solo e as matas podem oferecer, incluindo-se aí as plantas medicinais, os extratos para produção de medicamentos, cosméticos, etc. Mas é o Brasil que é crucificado.

            Na semana passada, uma vasta área da Califórnia pegava fogo, avançando este sobre as mansões hollywoodianas e fazendo com que vários hectares fossem evacuados. Entretanto, as vozes não se levantam para acusar de desmatamento os Estados Unidos, entendendo que em determinadas épocas do ano, por conta do calor e da estiagem, há risco de queimadas, e que isso não decorre da responsabilidade ou da omissão de ninguém.

            Por aqui, sempre houve a época dos incêndios, tal qual como na Califórnia, em determinadas regiões do País. Mas, como a imprensa vive em uma cruzada pela audiência, atrás de notícias sensacionalistas, a época de estiagem na Amazônia e no cerrado, é o momento de questionar a degradação do meio ambiente!

            Seria o caso de analisarmos, então, o interesse mundial acerca da Amazônia, já que todos os continentes desmataram, e muito, tendo restado as Américas como o território mais preservado, em extensão, quando o assunto é florestas. 

            Bem, sabemos que objetivos e interesses ocultos há aos montes por aqui. Nosso país, que tem figurado como número um na exportação de alimentos, também é detentor dos direitos sobre grande quantidade de matéria prima extraída das florestas, a qual é fundamental para a produção de medicamentos , alimentos (tome-se como exemplo o açaí) e cosméticos. Não podemos esquecer, ainda, da madeira, da borracha... Tudo isso desperta a cobiça, dentro e fora de nossas fronteiras.

Sir Roger Scruton, em seu livro Filosofia Verde – Como Pensar Seriamente o Planeta, na página introdutória, matou a charada: “ Os problemas relacionados ao meio ambiente parecem estar tão fora de nosso alcance que ficamos à deriva, perdidos entre opiniões e políticas concorrentes, mas sem termos, de fato, um ponto de apoio, exceto nos rastros de nossas preocupações. Damos crédito aos alarmistas, pois ninguém é tão sombrio sem uma razão. Por outro lado, também damos crédito aos céticos, uma vez que nos oferecem esperança, advertindo-nos que os alarmistas lucram com esse cenário sombrio. Ademais, observamos como governos, ONGs e grupos de pressão fazem o seu jogo ao aumentar a ansiedade comum, ao mesmo tempo que se oferecem para aliviá-la”.

            Meu amigo Gino Garcia, falando sobre o que está em jogo na Amazônia, qual é a razão da preocupação dos países com a Amazônia, me lembrou uma frase, que ajuda a definir esse tipo de situação que irei descrever: “follow the Money”, cuja livre tradução é siga o dinheiro. Fui obediente, segui o caminho do vil metal. E é disso que vamos tratar agora.

Dentre as toneladas de produtos exportados em larga escala pelo Brasil, temos o nióbio. Este, cujo nome deriva da deusa grega Níobe, trata-se de um metal brilhante, extraído do mineral columbita, tendo sido descoberto em 1953, em Araxá, MG. É utilizado, principalmente, na confecção de ligas metálicas, em especial na produção de aços especiais utilizados em tubos de gasodutos. Também é empregado na propulsão de foguetes e em vários materiais supercondutores, sendo componente indispensável para máquinas de ressonância magnética.

É utilizado, ainda, para soldagem, na indústria nuclear, na indústria eletrônica e óptica, na numismática e na confecção de jóias, face à sua baixa toxicidade e a sua possibilidade coloração. Um quilo de nióbio custa cerca de 40 dólares, 400 vezes o preço do minério de ferro. O brasil tem 98 % das reservas mundiais desse mineral.

 Segundo a Wikipédia, “o Brasil é, historicamente, o primeiro produtor mundial de nióbio e ferronióbio (um liga de nióbio e ferro) e é responsável por 75% da produção do elemento”. Logo, O Brasil detem ¾ da produção mundial desse material valiosíssimo, sendo que cerca de cinquenta por cento das reservas encontram-se no Amazonas, em Minas Gerais e em Goiás (observem que Goiás também é alvo de duras críticas relacionadas a queimadas).

Em 2010, um documento sigiloso do Departamento de Estado dos EUA  vazou, por meio da Wikileaks. Neste, havia um estudo sobre as minas e jazidas de nióbio no Brasil, as quais eram mencionadas como sendo recursos estratégicos imprescindíveis aos Estados Unidos. Enéas Carneiro, candidato a presidente falecido em 2007, disse certa feita que só a riqueza produzida pelo nióbio, corresponde ao PIB do país inteiro (Fonte: Wikipédia).

A grande imprensa não se refere ao nióbio, tampouco à existência de apenas três grandes indústrias que exploram essa matéria -prima no Brasil, sendo uma delas a CBMM – Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, maior produtora de nióbio do planeta, pertence à família Moreira Salles, com sede em Minas Gerais.

Uma outra empresa que extrai o minério no Brasil é chinesa, subsidiária da China Molybdenum, CMOC, e fica em Catalão, MG. Mas não consegue fazer frente à capacidade de extração da CBMM, nem manter o preço competitivo da rival, que exporta para 60 países, despachando uma média de 250 toneladas de produtos à base de nióbio por dia.

Então, da próxima vez que alguém puser o dedo em riste, para dizer que desmatamos demais e que a Amazônia corre risco, quando a Greta faltar aulas para vociferar contra o Brasil, causando comoção e preocupação em todo o mundo, quando o presidente francês se manifestar com veemência contra os incêndios do nosso país, ou quando a ONU acusar o governo de não proteger a Amazônia, cabe a pergunta: qual riqueza da Amazônia o mundo quer preservar?