Ministério da Verdade X Verdade das Ruas!

Bastava uma olhada na realidade das ruas, pois quando ela não é distorcida costuma contar a verdade...

Por SILVIO MUNHOZ 19/11/2020 - 19:52 hs

“Poder é estraçalhar a mente humana e depois juntar outra vez os pedaços, dando-lhes a forma que você quiser.” George Orwell, 1984.

  Semana passada, falei das agências de checagem de fato[1] trazendo à tona o exemplo dos empréstimos aos países amigos pelos governos da esquerda radical que dominou nosso país durante 16 anos. O calote não aconteceria, segundo as checagens, pois não fora o Brasil quem emprestara o dinheiro e não era o fiador dos empréstimos. Em menos de um mês foram desmentidas pelo Congresso Nacional que aprovou uma verba suplementar de 1.16bilhão, do dinheiro do trabalhador brasileiro para pagar o calote que só os ‘checadores’ achavam que não ia acontecer.

  Na realidade estão se aproveitando da pandemia para censurar as redes sociais, como recomendara o grande financiador mundial da pauta esquerdista George Soros[2], pois o povo brasileiro é, em sua essência e imensa maioria, conservador, ou seja, a minoria barulhenta quer censurar, calar o conservadorismo.  Como pregava o ministério da verdade, do icônico 1984, retifica as notícias para consertar o passado e alterar o presente para poder controlar o futuro, pois envolvem as pessoas, que vivem em um determinado local naquela quadra histórica, em uma verdadeira espiral do silêncio[3].

  Pois bem, nestes tempos de pandemia aconteceu uma história inspiradora em um pequeno município no interior de São Paulo (53.402 habitantes)[4], chamado Porto Feliz[5]: no curso da pandemia o Prefeito, sendo médico, e aprovado o tratamento precoce pelo Ministério da Saúde, criou um sistema de atendimento denominado ‘unidade sentinela’, onde as pessoas com sintomas do vírus se dirigiam a uma tenda instalada no entorno de um posto de saúde e eram examinadas por um médico. Caso constatados os sintomas da doença eram pedidos exames complementares para comprovação, e já a partir do diagnóstico clínico ou no dia seguinte o paciente recebia um kit com todos os medicamentos necessários. 

  O custo da doação do kit para o município foi de R$ 40,00 por pessoa, ou seja, muito mais baixo que a necessidade de prover a cidade de leitos de UTI com respiradores, com certeza.

  Essa estratégia lhe rendeu o apelido de garoto-propaganda da hidroxocloroquina, mas claro as agências de checagem de fatos caíram em cima, como não poderia deixar de ser, pois estava fazendo propaganda do remédio maldito – a esquerda assim, pensa, pois seu maior defensor é seu maior inimigo.

  Nessa toada, saíram praticamente todas as agências na tentativa de desmentir a notícia[6], dizendo que era mentira a inocorrência de óbitos no município – a página do FaceBook da cidade nunca afirmou isso, ao contrário, a última postagem antes de sair do ar, por conta do período eleitoral, aponta 12 óbitos.  Mas, principalmente, voltam a carga as “ditas agências de checagem” para dizer que a hidroxocloroquina não funciona.  Negando, em realidade, a ciência, pois inúmeros médicos e cientistas mundo afora apontam sua eficácia, quando utilizada precocemente, como citei em artigo anterior, que escrevi homenageando os operadores da saúde[7].  Após o artigo que escrevi, já foi feito estudo duplo cego randomizado[8], como queriam, para comprovar a eficácia do medicamento, mas não interessa só importa o que eu penso, no meu quadrado.  Aliás, atualmente, há 171 estudos comprovando a eficácia do medicamento[9].

  No caso em estudo nem precisava isso.  Bastava uma olhada na realidade das ruas, pois quando ela não é distorcida costuma contar a verdade.  Olhem o mapa da doença[10] que mostra a situação atual em todos os municípios do Brasil e façam breve comparação. Analisem 10 municípios parecidos (entre 50 e 55 mil habitantes do interior de São Paulo, de Artur Nogueira e Monte Alto, na relação que encontram no linck, da nota de rodapé nº 4) e é possível verificar que o resultado de Porto Feliz é bem superior aos demais, pois até o dia de ontem registrava 13 óbitos e quem estava em segundo lugar era Artur Nogueira com 21 (todos merecem  respeitosa oração).  Porém, não há como negar, em Porto Feliz aconteceu algo diferente.  Será que foi a iniciativa do Prefeito? 

  A resposta à pergunta veio nas urnas, como sabido, domingo passado houve eleição municipal em todo País.  Adivinhem o que aconteceu?  O Garoto-propaganda da cloroquina foi reeleito com impactantes e assombrosos 92,10% dos votos, deixando seus adversários no partidor. Talvez nossos “checadores”, assim como os intelectuais responsáveis pelos mitos acerca do tema criminalidade, necessitem sair mais de suas torres de marfim para sentir o cheiro do asfalto.  Afinal, como diz o provérbio popular, a voz do povo é a voz de Deus...

Num tempo de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário.” George Orwell, 1984.

Que Deus tenha piedade de nós!..        

Na República de TogaSilvio Miranda Munhoz, cronista da Tribuna Diária, membro do MPPS e do MCI.