A GRANDE FRAUDE

Sobre uma guerra unilateral americana

Por Eduardo Vieira 13/12/2020 - 22:12 hs

A guerra unilateral americana

Amanhã, dia 14 de dezembro, ocorrerá a votação dos delegados eleitorais nos EUA. Ao que tudo indica haverá a confirmação do nome de Joe Biden para a presidência da mais poderosa nação do planeta. É preciso que entendamos o significado desse portentoso evento e o que ele nos mostra sobre a realidade.

Em primeiro lugar vamos falar sobre as inúmeras denúncias de fraude. Qualquer cidadão que se aventure pela miríade de depoimentos juramentados (mentir nesse caso é crime), vídeos e evidências físicas sairá desse processo de análise sem a menor dúvida de que houve uma enorme fraude, plenamente capaz de alterar o resultado das eleições. Isso é um fato e não há o que equipes de analistas da CNN possam dizer que me demovam da minha própria e claríssima percepção desse aspecto da realidade.

Portanto, houve fraude, gigantesca, por sinal, e mesmo assim Biden deverá ser confirmado presidente. Trata-se de um cenário incoerente, distópico mesmo. E é essa exatamente a estratégia dos que eu chamo de anti-homens¹. Em todas as suas empreitadas eles avançam uma mentira até que a verdade se torna incoerente. Se houve fraude Biden não poderia ser presidente. Mas ele será presidente então não pode ter ocorrido fraude.

Só existem dois sexos, masculino e feminino. Se as autoridades usam os pronomes sem gênero promovidos pelos movimentos LGBT, as escolas endossam e a mídia igualmente os reconhece então deve haver mais que dois gêneros. E a nefasta ideologia de gênero vai avançando.

Enquanto isso o nosso lado vai fazendo textão sobre regras de gramática, como se fosse esse o cerne do problema. Defendendo a gramática os inocentes permitem que a degeneração do conceito de homem e mulher se cristalize. Pois não há como se resolver um problema de pneu furado limpando o vidro do carro. A primeira e vital coisa a se fazer é entender o problema. E aparentemente a direita ainda não entendeu nada.

No caso dos EUA o processo deixou de ser eleitoral logo no início. Ainda na primeira noite a pressa absurda com que os estados eram considerados democratas já suscitava ampla desconfiança em quem se mantém atento à realidade. A mídia evidentemente não podia ser considerada confiável. Incluindo a Fox News. 

Mas todos sabemos disso, não é mesmo? Há anos que conhecemos a canalhice do jornalismo da CNN que chegou ao cúmulo de produzir uma falsa manifestação "islâmica" contra o terrorismo. Mas quantos de nós correm para assistir ao Coppola? Quantos assistem ao Fantástico e depois comentam como é mentiroso e maléfico?

Um questionamento saudável a se fazer seria o seguinte: quantos negariam um convite para participar de um Roda Viva ou de uma entrevista na Globo, mesmo sendo ao vivo?

Simplesmente não se pode combater a influência da grande mídia através das redes sociais. Estas agora servem apenas para determinar quais serão os líderes de uma direita cada vez mais encapsulada numa bolha cada vez menor e cada vez mais estanque. Em breve estaremos presos num reator nuclear de onde não sairá um único nêutron. Mesmo essa publicação, o Tribuna Diária, se atingir um grande sucesso, será de alguma forma silenciada. Ou pela lei, ou pela violência. Porque o anti-homem não joga o mesmo jogo que cada um de nós. Mas ele diz que joga.

Tenho lido algumas análises que dizem que se Trump sair mesmo ele virá com mais força ainda daqui a quatro anos. Que a onda conservadora está em franca ascensão. Que o brasileiro sempre se limitou aos nomes de jogadores de futebol e agora conhece todos os juízes do STF. Dizem que rompemos o silêncio e que a voz conservadora é ouvida por todo o país como nunca e que a verdade está vencendo. Eu tenho que discordar dessa visão mesmo sendo essencialmente otimista. A realidade infelizmente se impõe.

Essa guerra pelo poder nos EUA nos dirá o que esperar do futuro. Os anti-homens agiram da forma mais descarada e despudorada possível. Eles vão vencer se a questão for decidida pela puerilidade das regras e retóricas. Esse é o campo deles. Se os americanos aceitarem essa barbaridade estarão declarando que aceitam o estupro para evitar o corte da luz. Aceitam a submissão para evitar o desconforto. Terão se equiparado aos franceses, belgas, suecos e alemães. Não tenho esperança nem expectativa quanto à votação de amanhã. Tenho grande expectativa sobre o que virá depois. Mas não tenho grandes esperanças.

Provavelmente veremos a derrota da verdade e o aplauso mundial de um crime nunca antes visto. E depois disso veremos o mundo afundar cada vez mais rápido num pântano de totalitarismo, degradação e mentira.

Porque o anti-homem não está nem aí para as regras do jogo. Ele rouba, ameaça, intimida e mata. E ele vai vencer até que os homens resolvam matá-los. Mas eles preferem disputar mais eleições fraudadas na esperança de vitória. Por isso chamei essa guerra de unilateral. Só o anti-homem está lutando. Os homens estão brincando de democracia achando que é esse o jogo.

Infelizmente minha previsão é de tempos muito sombrios à frente. Quem tiver fé que se sustente. Quem não tiver encontre rápido antes que o desespero chegue.

(¹) - Anti-homem: conceito criado por este colunista. Refere-se ao homem que não só rompeu o pacto civilizacional, tornando-se amoral mas também transformou-se fisicamente num psicopata, em maior ou menor grau. Não respeita nenhuma fronteira, não tem amor a nada a não ser o poder e só pode ser parado com violência.

colunista Eduardo Vieira para o Tribuna Diária