SOBRE A "DIREITA" ROMANTICA"

os rumos da humanidade engolida pela hipostasiação que chamamos de Estado.

Por MAURICIO MARQUES CANTO JR. 10/01/2021 - 19:33 hs

É romântico acreditar que o poder político derive da vontade da população; como se as armas, os bens e a inteligência estivessem à disposição das massas, do povão.

É lindo imaginar que o “afegão médio” não esteja lutando sol a sol pelo pão nosso de cada dia; que exista uma organização belicamente segura, com infraestrutura garantida e intelectualmente preparada para determinar os rumos da humanidade e, mais utópico ainda, não esteja engolida pela hipostasiação que chamamos de Estado.

Estamos num mundo onde assassinar o próprio filho no ventre é chamado de “questão de saúde pública”. Não, desculpe, é ainda pior: matar o seu bebê é questão de direitos humanos.

Ainda: uma doença com baixo grau de letalidade deixou o mundo de joelhos, onde o tratamento precoce (com inúmeras corroborações clínicas e até análise de metadados) é chamado de fake news e a imposição de um lockdown praticamente mundial (que multiplicou a miséria, todas as outras doenças e o uso de máscaras explodiu os casos de infecção respiratória) é uma medida normal e razoável, somente repelida pelos fascistas do terraplanismo. 

Fizemos de uma pandemia, pandemônio.

A moda atual (escrevo no dia 07 de janeiro de 2021), é que o presidente Trump não aceitou o resultado das eleições (mesmo com vídeo dele, publicado hoje, acatando o resultado: “a new administration will be inaugurated on January twentieth”). Presidente, inclusive, que foi bloqueado das principais redes sociais do mundo; que no Facebook, a mais famosa, foi “preventivamente” bloqueado até transmitir o poder formal ao Biden no dia 20 de janeiro.

Há informes de que o Trump utilize a executive order 13848. 

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Tomara. Se o pentágono segurar essa, consegue.

Mas não reconhecer os pressupostos, elementos do poder (força física, poder econômico e inteligência) e as suas formas de exercício (que incluem os ilegais modos da chantagem, homicídio, sequestro, corrupção etc.) é trazer a certeza do desespero e da vitória da brutalidade.

E não há solução? 

Claro que há!

A primeira delas é perder as esperanças desse mundo; é saber que a liberdade é uma conquista realizada com organização, estratégia, competência e força; e que amanhã, provavelmente, cada um estará mais preocupado com a comida na mesa do que com o destino do mundo. Afinal, aqui, somos todos feitos de carne.

O que fazer?

Comece tentando entender a dimensão do problema real. Fure a sua bolha e permita-se o mundo falar com você. Ele sempre está gritando; se conseguir ficar calado por um segundo, conseguirá ouví-lo.

Também saber que o verdadeiro guerreiro não luta pelos espólios da guerra (até um cachorro treinado faz sacrifícios para ganhar biscoitos). Um herói de verdade luta pelo que sabe ser o correto, O Caminho, A Verdade e A Vida. A vitória virá quando Deus quiser.

E rezar, orar muito. Prudência, justiça, fortaleza e temperança à fé, esperança e caridade.

Somos espíritos tendo uma experiência carnal, não o contrário.