As vacinas e o crime

quando, os organizados saques irão começar?...

Por FABIO COSTA PEREIRA 12/01/2021 - 21:23 hs

Há um ano estamos imersos em uma pandemia de larga escala que afetou a saúde pública e a economia.

No decorrer dos últimos doze meses, o COVID-19, vírus oriundo da China, ceifou milhares de vidas, vitimou incontáveis pessoas e famílias, bem como “matou” postos de trabalho.

No período, de forma incessante, mundo a fora, pesquisadores e laboratórios dedicaram-se a buscar tratamentos  e vacinas eficazes que combatessem, com sucesso, a pandemia..

Como nunca antes visto na história, a criação de um ou de diferentes tipos de imunizantes foi tão prioritário e célere.

Em tempo recorde, por conta da necessidade de se superar a crise, inúmeras vacinas foram produzidas e estão  chegando ao mercado para a imunização da população.

O produto vacina, portanto, tornou-se objeto de “desejo” que pode despertar, e despertará, nas organizações criminosas, a cobiça.

A estas organizações, que se dedicam a lucrar ilícita e facilmente com tudo o que dá dinheiro, caminhões refrigerados circulando pelo país, abarrotados de vacinas, serão uma tentação por demais forte para resistir.

Notem que a expertise elas já possuem, contando com “gerências”, em seus empreendimentos criminosos, para roubar, transportar, distribuir e vender o produto de seus saques aos consumidores que não se importam com a licitude do que estão comprando.

A questão, portanto, não é de SE, mas quando, os organizados saques irão começar.

Deve o Estado, por esse motivo, além de se preocupar com a aquisição, armazenamento, distribuição e aplicação das vacinas, ocupar-se de planos de contingências que deixem-nas seguras e longe do olhar desejante dos amigos do alheio.

A dimensão segurança, no caso, para que a dimensão saúde seja atendida, precisa ser avaliada e posta em prática.

O Brasil, definitivamente, não é um país para amadores.

E que Deus tenha piedade de nós!


Revolução Molecular Fabio Costa Pereira para o Tribuna Diária