O DESPERTAR MÁGICO - PARTE I

Pela primeira vez, o pagador de impostos reconheceu uma narrativa.

Por DIOGO FORJAZ 28/03/2021 - 04:35 hs

Trabalhar com a verdade em uma sociedade oprimida pelo controle midiático de mentiras não parece ser uma tarefa viável. Entretanto, ao observarmos o comportamento dos pilares do velho Brasil frente à nação que ressurge no povo, pelo povo, e para o povo, constatamos que a tarefa vem sendo bem cumprida.

O modelo de distorção de fatos para criação de falsas verdades articuladas por artistas, empresários, políticos, especialistas e membros de instituições ( aparelhados por ideologia e/ou grana ) perdeu força diante de uma sociedade mais integrada, informada e muito menos distraída.

A internet multiplicou as vozes e os ouvidos, expandiu a compreensão social e com isso iniciou um processo de desconstrução da máquina de poder, do pão e circo e das até então “desconhecidas” narrativas.

O dinamismo do twitter, o rápido aprendizado das tias do ZAP, a capilaridade incontrolável do facebook, o poder econômico gerado pelo youtube e os “blogueiros”, comunicadores independentes, sem parâmetro e sem medo, criaram um ambiente tóxico para argumentações vazias de fatos e recheadas de más intenções.

Desde 2019 o governo federal vem sendo alvo das antigas práticas gradativamente descredibilizadas pela realidade agora observada pela maioria. Foi assim quando o congresso sequestrou a agenda legislativa do país com Maia, Alcolumbre e todos os partidos políticos para destruir o presidente, para suprimir o movimento patriótico que surgiu com ele.

Ou ele sedia as solicitações de mais “articulações”, e seria certamente denunciado e derrubado por isso pelos mesmos que lhe pressionaram, ou teria que lidar com o bloco da imprensa e de todos os influenciadores sociais em todas as esferas, responsabilizando-lhe pela paralisia estatal causada pelo congresso.

Foi a primeira vez que o pagador de impostos reconheceu uma narrativa. Como um despertar mágico, enxergamos cada vez mais, vislumbramos o conjunto de narrativas que compunha o Brasil de fala. Uma realidade paralela, (embasada em opiniões, ocultações estratégicas e mentiras) que nos impediria até aquele 26/05/2019 de ver o Brasil de FATO.

A manifestação sem lideranças por uma medida considerada impopular, marcou o confronto do povo e seu representante contra um sistema inteiro que sangrava o país para culpar aquele que lutava lado a lado com vítima, o povo, para estancar a hemorragia.

O modus operandi dos poderosos não mudou, 2020 chegou com a pandemia, a crise sanitária, mas também, midiática, econômica e política.

Mais uma vez o conjunto de narrativas do Brasil de fala foi construído para descontruir os fatos.

Foi assim quando a mídia, governadores e prefeitos negaram o perigo do vírus, até o comemorado e rentável carnaval da disseminação pandêmica.

Enquanto Dória e Witzel comemoravam as aglomerações alcoolizadas pelas ruas. Bolsonaro, amparado pelos então ministros Moro e Mandetta, propôs e sancionou, após tramitação no congresso, a lei com dispositivos para contenção e combate à pandemia.


 DIOGO FORJAZ PARA O TRIBUNA DIÁRIA