A PANDEMIA DO MEDO.

Eis o meu top 5 da medidas ditatoriais, são tantas e tão diversas que posso haver esquecido alguma...

Por SILVIO MUNHOZ 08/04/2021 - 17:50 hs

“A pandemia que ora vivenciamos, nesse sentido, é um grande laboratório onde decisões baseadas na cientificidade do medo, levou aos gestores da crise a adotarem singulares medidas que, paradoxalmente, apenas agravaram os problemas que buscavam resolver”. Fabio Costa Pereira[1]

     O colega Fábio, na crônica citada na epígrafe, lembrou medidas risíveis, para dizer o mínimo, pois ao invés de ajudarem a resolver o problema, cujo objetivo era solucionar, o agravam. Coisas inimagináveis para uma mente mediana e que fazem pensar se o personagem está certo nas milhares de piadas existentes no imaginário do brasileiro que tem, como personagens, os irmãos lusitanos. Para resolver o problema de aglomerações, por exemplo, inúmeros Prefeitos país afora, diminuíram os horários dos transportes coletivos!  Façam internamente a pergunta que não quer calar. Sério??

     Minha intenção, no entanto, é enfocar outros pontos da ‘pandemia do medo’.

     Como começaram essa série de decisões absurdas?  Bem, posso estar enganado, aliás, quem não comete erros, afinal somos humanos, mas, vislumbro como marco inicial dessa série de absurdidades a decisão de nossa Suprema Corte, sabe-se o real motivo que perpassou as 11 mentes iluminadas – cada um tire a própria conclusão (poste-a nos comentários para temos uma ideia) -, mas o fato é que retirou o combate à pandemia de uma gestão centralizada pelo Governo Federal entregando-a aos Estados e Municípios.

     É verdade que o próprio Tribunal Maior, em alguns momentos, quando viu que a coisa não andava muito bem e a culpa foi atribuída à Corte quis negar a própria decisão, dizendo em nota oficial que não havia decidido nesse sentido. Porém, no julgamento de ontem, 07/04/2021, no plenário da casa, ao decidirem sobre a possibilidade ou não da abertura dos cultos (após a decisão final pretendo abordar o tema), o Relator reiterou o fato da delegação dos poderes aos Estados e Municípios e, inclusive, lançou a seguinte pérola: “se o STF não tivesse dado o controle da pandemia aos Estados estaríamos muito pior”. Ouso discordar do Ministro, mas isso é tema para outro dia.

     Fato é que proferida tal decisão estabeleceram muitos dos 27 Governadores (26 Estados e o DF) e dos 5.570 Prefeitos uma espécie de concurso, dividido em duas modalidades: quem estabelecia a medida mais estúpida – aquelas mencionadas pelo Fábio que pioram o problema que pretendiam resolver; e qual o autor da medida mais ditatorial – aquela que mais infligem medo e atentam contra os direitos consagrados do povo estando muito próximas do comuno/socialismo e/ou do globalismo.

     Esse o meu objetivo, quero relacionar para meu pequeno, porém, seleto grupo de leitores, quais foram as principais na minha visão.

     Governador de Alagoas determinou o confisco do material hospitalar dos comerciantes do Estado. Simplesmente sem aviso algum as forças de segurança do estado chegaram nos comércios privados dos Estado e arrecadaram tudo que julgaram estar dentro do rótulo “material hospitalar”[2]. Atentado claro à propriedade privada protegida na CF, o único confisco permitido está no artigo 230 da Constituição (confisco de glebas utilizada para plantação de psicotrópicos) e no Código Penal de bens e produtos de crime, como efeito da condenação.

     Governador do Pará resolve decretar ‘lei marcial’[3], por conta própria; fechou todo o comércio; órgãos públicos só atendimento remoto; suspendeu as aulas; proibiu trânsito por rodovias ou hidrovias com outros estados; proibiu o pouso de voos internacionais; proibiu os cidadãos de se ‘manifestar’ contra as medidas e a realização de carreatas (nesta última determinação com o apoio do MP).

     Governo de São Paulo fecha acordo com as quatro operadoras de celular[4] do Brasil para fazer o monitoramento dos cidadãos, ou seja, sob a desculpa de ‘é para seu bem, para sua saúde’ o Estado passa a controlar cada passo do cidadão, tirando-lhe totalmente a privacidade. Ah, os mais antigos, com certeza lembraram da teletela do icônico 1984 de George Orwell, porém é pior, esta só monitorava o cidadão dentro de sua residência, o sistema inventado pelo Governador paulista o fiscaliza onde quer que vá...

     Prefeito de São Paulo[5] abre 13mil valas (não foi o único, ressalvo, por questão de justiça), contrata coveiros e compra sacos para enterrar vítimas... medida de terror expresso, visando a inculcar medo no povo. Ao mesmo tempo, a prefeitura de São Paulo foi responsável por inúmeras das medidas que nada resolvem e só aumentam aglomerações, ou seja, pioram o problema (vejam fotos dos ônibus e metros da cidade). Não podemos esquecer, igualmente, que através da história o medo é uma das armas mais utilizadas pela Engenharia Social, pois o povo com medo tende a responder como massa e pode ser usado como inocente útil para o objetivo do governante.

     Por fim, nem falo nos toques de recolher que foram tantos, mas o Governo do Sergipe[6] editou e depois prorrogou decreto de calamidade pública, o qual permitia dentre outras coisas: “A requisição de bens móveis e imóveis privados; serviços pessoais etc”.  Ou seja, terminou com a propriedade privada – sonho dourado do comunismo e do globalismo - e pode instituir ‘trabalho forçado”, pois pode requisitar os serviços pessoais de cada cidadão.

     Eis o meu top 5 da medidas ditatoriais, são tantas e tão diversas que posso haver esquecido alguma, lembrei desta enquanto escrevia a crônica... Diga seu top 5 nos comentários.

    Agora pensemos, tudo isso é pensando na ‘saúde’ do povo? Ou há objetivos ocultos em tais disparates? Não podemos esquecer que há muito tempo conhecidos globalistas declaram só precisar de uma ‘grande crise’ para colocar seu plano em prática, pois nessa situação o próprio povo pedirá a implantação. Muitos se assanharam  achando que essa é a crise certa (tema para outra crônica). Esse é o efeito da engenharia social, no caso utilizando o ‘medo’ como arma, pois leva o povo a pensar que entregar a ‘liberdade’ é um ‘mal menor’ ante o perigo que se avizinha.

“Na política nada acontece por acidente. Se acontece, pode saber que assim foi planejado.” Franklin Delano Roosevelt.        

Que Deus tenha piedade de nos!..

PS: Há duas outras medidas que são verdadeiras excrecências e entrariam facilmente nesse top 5: a determinação do aborto[7] como medida essencial durante a pandemia, ou seja o objetivo é salvar vidas menos as que habitam o útero materno; a recomendação da necessidade de retirar os infectados de casa[8] para quarentena, entregando-os, talvez, aos cuidados do Estado!.. Porém as duas são provenientes da OMS (lembram aquela organização que segundo o Supremo é a última palavra em matéria de ciência), deixá-las-ei, por conta disso, como hors concours.

Silvio Miranda Munhoz


 cronista da Tribuna Diária, Presidente do MP pró-sociedade e membro do MCI (Movimento contra a impunidade). As ideias contidas na crônica representam, única e exclusivamente, o pensamento do autor.

    



[1] https://www.tribunadiaria.com.br/ler-coluna/854/o-medo-e-a-pandemia.html

[2] https://www.tribunadiaria.com.br/noticia/462/alagoanos-sofrem-confisco-de-material-medico-hospitalar.html

[3] https://www.tribunadiaria.com.br/noticia/489/governador-do-para-impoe-quot-lei-marcial-quot-por-conta-e-risco.html

[4] https://www.istoedinheiro.com.br/sp-fechou-acordo-com-operadoras-de-celular-para-monitorar-isolamento-diz-doria/

[5] https://exame.com/brasil/sp-abre-13-mil-valas-e-contrata-220-coveiros-para-evitar-colapso-funerario/

[6] https://www.tribunadiaria.com.br/noticia/2142/na-republica-de-sergipe.html

[7] https://revistaforum.com.br/coronavirus/coronavirus-oms-considera-o-direito-ao-aborto-essencial-durante-pandemia/

[8]https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fwww.tribunadiaria.com.br%2Fnoticia%2F2179%2Fuma-proposta-assustadora.