O FECHAMENTO DAS IGREJAS

o que isso nos revela sobre o momento em que vivemos no brasil.

Por WILLIAM LAGO 13/04/2021 - 15:26 hs

Em junho 2013 tivemos um despertar de consciência e resolvemos ir às ruas. Elegemos como alvo de nossas insatisfações, embora ainda de forma inconsciente e desarticulada, a classe política representada pelo Poder Executivo e Legislativo.

Sentimos que era hora de começarmos a restaurar os valores morais perdidos no Brasil e fomos às ruas manifestar contra a corrupção, pela eficiência no setor público, e, com muito afinco, pelo Impeachment da Ex-Presidente Dilma Rousseff.

Com a população aderindo de forma maciça às manifestações, tivemos, naquele momento, a vitória de derrubar um governo corrupto, imoral e comprometido em destruir os pilares da democracia brasileira. Conseguimos, também, a aprovação de reformas importantes, como por exemplo a Trabalhista, além do avanço da agenda de combate à corrupção. 

Alguns anos depois, constatamos que a participação da população nas decisões políticas é fundamental, mas, sem o correto funcionamento dos Poderes, o Brasil continuaria patinando em crises institucionais. A fórmula de funcionamento ideal dos Poderes, pensada pelo Conde de Montesquieu, seria relativamente simples: O Poder Executivo administra com melhor técnica e probidade os recursos públicos, o Poder Legislativo fiscaliza o encaminhamento e os resultados da gestão pública, além de consolidar, na forma de Leis, os valores e costumes da sociedade. Ao Judiciário cabe uma atuação bem mais restrita: Aplicar a Lei ao caso concreto.

Apesar da boa formula da separação de Poderes, o nosso Judiciário, não contente em apenas cumprir as regras do jogo e eliminar os seus problemas internos, sob a nomenclatura de “interpretar a lei”, acabou por pegar gosto em julgar além do texto legal, usurpando, assim, as funções que são estritamente atribuídas ao Poder Legislativo. Tal prática é denominada “ativismo judicial”.

Nos tempos atuais, a Corte máxima do nosso país, o Supremo Tribunal Federal, que deveria proteger as regras basilares do nosso Estado Democrático de Direito, tem feito o contrário do que seriam as suas funções essenciais. Qualquer um que pense, ainda que superficialmente, acerca do que é um Estado Democrático de Direito, não pode imaginá-lo, em perfeito funcionamento, sem liberdade de expressão, liberdade de culto, ou mesmo o direito de ir e vir. Todos estes pontos estão expressamente protegidos pela Carta Constitucional, no seu artigo 5°, mas, apesar disso, o Supremo tem sido caprichoso em violá-los, um por um.

A dúvida que paira sobre a cabeça do nosso povo é: O que levaria um Ministro que jurou defender a Constituição, ser o principal agente da sua destruição?

O grave problema que vislumbramos hoje é que o Supremo, além de atentar contra os pilares do Estado Democrático de Direito, abrindo inquérito investigatório completamente ilegal, prendendo jornalista, prendendo deputado federal com imunidade parlamentar, está comprometido com uma agenda que visa assolar os pilares de nossa sociedade ocidental.

É de conhecimento geral que todo defensor de ideias marxistas odeia o modelo de sociedade ocidental e tenta, de toda forma, destruir aquilo que nos é essencial. Observar as ações práticas do STF nos faz perceber que os Ministros têm enfaticamente reescrito, em julgamentos, as nossas leis, de forma a flexibilizar o conceito de casamento, estender as possibilidades de abordo, liberar o uso de drogas, ou mesmo para impedir Leis que proíbem o ensino de ideologia de gênero nas escolas. Não se pode esquecer que o Supremo criou o crime de “homofobia” por meio de julgamento de uma “Ação Declaratório de Inconstitucionalidade por Omissão”, apesar do inciso XXXIX, do artigo 5º da CF dizer de forma translúcida dizer que “não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal”. 

Observando o que tem acontecido no Brasil, não há como chegar a outra conclusão, além de que o STF está atentando, não apenas contra os pilares da Democracia, mas também contra as bases de nossa sociedade ocidental. E como acontece em todos os regimes totalitários que que têm desprezo a nossa cultura e aos nossos valores ocidentais, há todo tipo de perseguição ao cristianismo, tal como tem ocorrido recentemente com o fechamento das Igrejas no Brasil, em afronta direta ao estabelecido no inciso IV, do art. 5°, da CF.

Pelo que observamos, parece que o Supremo está cada vez mais empenhado a invadir as competências legislativas para eliminar liberdades, direitos e valores culturais ocidentais e, da mesma forma como aconteceu em 2013, chegou a hora de fazermos valer a regra Constitucional que diz que “todo Poder emana do Povo”! Somos cristãos, amamos nossas famílias, nossas propriedades, nossas liberdades e nossa cultura e não podemos deixar que usurpadores de Toga acabem com tudo o que valorizamos.

Recentemente o Ministro do STF, Luiz Fux, ficou ofendido com a citação que parafraseou Nosso Senhor Jesus Cristo, na sustentação oral do advogado do PTB, dizendo: “Pai, perdoe-os, pois eles não sabem o que fazem”.  Como cristão quero compreender e copiar a infinita bondade e sabedoria de Nosso Salvador, mas o que peço em minhas orações, neste momento, é: “Pai, dê-me a capacidade e a coragem para fazer o que precisa ser feito, pois os vossos inimigos estão acabando com tudo o que há de bom em nosso País”! 


 WILLIAM LAGO

advogado, fundador do movimento conservador Brasil Nova Atitude, apresentador do Programa Tudo ou Night.


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