LIBERDADE FOI ÀS RUAS

O 1º de maio inesquecível para o povo brasileiro

Por Eduardo Vieira 02/05/2021 - 18:45 hs

Ontem o Brasil foi às ruas mais uma vez, numa extraordinária demonstração de resiliência, acima de tudo. Muita gente ainda não entendeu a importância desses eventos que se mostram absolutamente vitais no grande esquema das coisas. É perfeitamente compreensível a indignação de muitos contra o descaso com que a vontade popular é tratada pelos político. É justificada a vontade de resolver a questão de forma bombástica e repentina. É justo e digno que a bandidagem que controla o país seja defenestrada de seus tronos com violência e com boa dose de dor. Mas...

Esse "mas" abre várias portas. Vamos explorar algumas. Em primeiro lugar, saibamos que a única forma de resolver o nosso problema repentina e decisivamente é através de um processo revolucionário, com total disrupção institucional. Diferente do que muitos por aí dizem, tal processo em nada conflita com o conservadorismo e não deve jamais ser descartado de nossas mentes. Pelo contrário, deve estar sempre presente em nossos pensamentos por duas razões. Primeiro como último recurso, quando o que acharmos tolerável for ultrapassado. Ainda não foi, e a prova disso é que estamos aqui escrevendo e lendo e não reunindo soldados para a guerra. E isso é ótimo. A segunda razão é colocar as nossas frustrações em perspectiva. Tendo um último recurso tão terrível e doloroso podemos ver com mais clareza que alguma paciência extra pode ser algo adequado. A questão é temperar o caldo, não deixando que a covardia entre na panela misturada à paciência. Sempre acaba entrando um pouco mas esse vazamento deve ser contido e restrito. Se vamos deixar de agir, que seja por volição própria e jamais por medo.


A presença maciça de pessoas nas ruas mais uma vez mostra uma qualidade que deve ser adequadamente apreciada. A resiliência. Traduzindo isso para a esfera política isso nos dá a certeza de que os conservadores se eternizarão no debate público, jamais permitindo que a bandidagem reine suprema e sem confrontos. A demonstração cívica belíssima de ontem, o avassalador grito de amor ao país e à família deixa claro que um novo período da história do Brasil foi iniciado com a Revolução Brasileira que levou Bolsonaro ao poder. Esse processo está se sedimentando com a cristalização de inúmeras forças conservadorasque, para desespero da bandidagem, chegou para ficar e com firme propósito de lutar pela ocupação de espaços e pelo confronto no debate público. São centenas de pensadores, ativistas, políticos, professores e cidadãos que já não permitem que a mentirada neo-marxista apareça sem combate. Seja nas universidades, nas ruas, nos bares, nas assembléias, nas residências.


Destruímos a parede purulenta da censura esquerdista com a força da Verdade, graças à coragem e empenho inicialmente de poucos e agora de um verdadeiro exército de qualidade infinitamente superior ao inimigo. Agora resistimos às recentes imposições do silêncio com qualidade e força cada vez maiores. O resultado disso é incerto mas aponta para duas possibilidades, como é obrigatório em todo conflito: guerra ou submissão.


O desprezo pelo povo que observamos todos os dias nas ações do Supremo ou nas colocações do Congresso não é apenas a recusa infantilóide de agir de forma digna. Nem uma mera provocação igualmente bobinha. Nada disso. Trata-se antes do esforço de imposição da vontade deles sobre a nossa, tentando nos vencer pela humilhação e pelo cansaço. Muitos cederam mas muitos mais aguentaram o rojão e seguem na trincheira, que por ora é composta de faixas e palavras. Estes permanecem no front enquanto os demais podem recuar e se recompor. E sempre serão bem recebidos de volta ao front. Essa vitória será nossa, do menos ativo defensor da liberdade ao mais impetuoso capitão de forças tremendas.


É de se esperar que a grande quadrilha brasileira não vá assistir à ascensão de seus algozes sem reação. É de suprema ingenuidade presumir que aqueles que vivem apenas pelo poder irão se submeter a qualquer força que os tire tal poder. Se nós não vamos parar nem nos submeter, o caminho mais provável é o da guerra. Isso é mera lógica. Evidentemente a dimensão de tal conflito é indefinida e é perfeitamente possível que os barões das mamatas simplesmente fujam se confrontados com uma força capaz de os vencer. Bandidos usualmente agem assim. Mas a pressão ainda deve aumentar para que cheguemos nesse estágio.


Portanto, vale pensar que os apelos exagerados à disrupção podem atrapalhar mais que ajudar, especialmente quando vem acompanhados de desprezo às ações que estamos executando. Reclamações de que deveríamos ir à frente dos quartéis são descabidas. Não há "intervenção com Bolsonaro no poder". Quem promete isso é mentiroso ou ignora o estado das coisas. O que pode existir é a aplicação da GLO contra um indivíduo ou uma dezena deles, por exemplo. Pode ocorrer a decretação de estado de defesa, com forças federais assumindo o controle de estados em situação crítica. Nada disso é disrupção institucional e para que isso aconteça é vital que haja clara demonstração de apoio popular. Coisa que fizemos ontem, à revelia de quem ficou em casa resmungando.


É interessante que o povo de fato está mobilizado. Eu vi em Copacabana muitos idosos, várias crianças, uma multidão de meia-idade. O que vi pouco foram jovens, alienados por militantes em suas escolas e por um estilo de vida dissociado do enfrentamento de problemas. Isso deve ser combatido sempre que possível. Mas em contrapartida lá estiveram milhares de pessoas simples e comuns, com suas reivindicações simples e comuns mas agora com a clara consciência de que juntos podem tudo. A mensagem que demos ontem foi impossível de se ocultar por mais que a mídia criminosa trabalhe para isso. O que ocorrerá de fato é apenas a colocação de mais um tijolo na lápide que a grande mídia está erguendo sobre si mesma. Será um funeral dos mais alegres e ninguém vai sentir falta quando essa excrescência for finalmente drenada para o esgoto, seu lugar de merecimento. A fila é grande para ocupar os lugares de verdadeiros imbecis que ainda teimam em pontificar sobre ideologias que mofaram há décadas e estão cobertas de bolor. Os vermes gerados por essa massa fétida ainda rastejam entre nós, claro. Mas poderemos esmagá-los definitivamente em breve.


Em Copacabana tínhamos barcos com faixas de "Bolsonaro" no mar, aviões puxando faixas de apoio no ar, e milhares de pessoas em terra cantando e balançando bandeiras. Tal força, tremenda e brilhante, deve ser apenas aplaudida e insuflada. Jamais reduzida ou desprezada. E completo com o óbvio: será necessária a realização de outras. Não se resolve um problema do tamanho do Brasil em dois anos, nem em uma tarde. Teremos que lutar nas ruas por mais dez anos no mínimo. Quanto disso será com faixas e quanto será com armas, é ainda indefinido.

Mas se chegarmos aos finalmentes é preciso que não haja nenhuma dúvida de que será o nosso lado a conquistar a vitória. Pois lutamos por Deus, pela Família e pela Pátria. Nada pode vencer tal disposição.


Parabéns aos brasileiros e força ao presidente para que faça o que puder por esse povo que se mostra cada vez mais merecedor de um destino melhor que o que temos agora. Nosso exército somos nós e jamais nos desmobilizaremos. Nem depois da vitória que virá!

colunista EDUARDO VIEIRA para o Tribuna Diária