CIRCO PANDÊMICO IMEMORIAL

Por SILVIO MUNHOZ 03/06/2021 - 17:46 hs

“Falsa dicotomia entre tratamento precoce e vacinas. Quem contrai Covid-19 entre uma dose e outra da vacina, ou antes de ter a oportunidade de ser vacinado, poderia ser beneficiado com o alívio dos sintomas e o efeito protetivo do tratamento precoce. E quem se tratou precocemente com sucesso adquiriu uma imunidade que pode desafogar a fila da vacina, sendo posto na baixa prioridade.” Eli Vieira.[1]

            O circo pandêmico imemorial (para não dizer imoral) que investiga o chinavírus é  exercício desta falsa dicotomia, onde atores medíocres, apoiados pela ex-imprensa, tentam por um lado empurrar a pecha de negacionistas (palavra criada para designar quem nega o holocausto dos judeus, hoje, manipulada[2], para designar quem defende o que “eu” não concordo) para valorosos e estudiosos médicos que com base, inicialmente, em estudos empíricos, e hoje já em mais de duas centenas de estudos científicos[3], das mais variadas espécies, buscavam e buscam, desesperadamente, achar uma solução para minorar os problemas e as consequências causados pela doença.

            Por outro lado, como se cientistas renomados fossem, tentam impingir a todo mundo a obrigação de tomar vacina – ainda experimental e com reportes mundiais de efeitos colaterais e ineficácia, em alguns casos -, buscando tachar o atual governo de genocida, pois teria demorado para adquirir as vacinas, alegação afastada, p. ex., pelo Diretor de um dos principais fabricantes dos imunizantes. 



Usam o circo armado (vários membros que querem ignorar o fato de ser o esteio da democracia “a vontade popular”, pois não aceitam o resultado da última eleição) como forma de pressão para obrigar-nos a uma mudança de posição, a admirar o que repudiamos, a admitir o que não mais queremos, a trocar nossas crenças e valores, e caso não aceitemos, decretar que somos párias, e tentar fazer parecer que somos reprovados socialmente a, assim, influir na vontade popular com vistas ao próximo pleito. Como se fossem as mais altas autoridades em questões de consciência e moral do País. Estou errado?

Lembrando inquisidores (por isso ‘imemorial’) esquecem regras de civilidade, cometem infamantes grosserias, como convidar pessoa para depor e ao início da fala interromper para dizer aos demais: “não ouçam o que ela diz”, como teve o desplante de fazer o diretor do circo.

Esquecem a lei, pois humilham, menosprezam e discriminam pessoa idosa, pelo motivo de discordar de suas ideias (ver artigo 96, § 1º do Estatuto do idoso), como fez um dos atores ao perguntar à testemunha qual o nome de determinado exame e a resposta é dada na primeira frase da resposta, mas queria seguir falando para contextualizar o afirmado e é tratada a gritos e interrupções rudes e desrespeitosas para, ao final, o inquisidor descortês afirmar: “é o exame X e a Senhora não sabia Doutora, eu não queria constranger a Senhora”. Não sei quem busca enganar... 



A testemunha, Dr.ª Nise Yamaguchi, médica de 62 anos, que por seu embasamento científico e reconhecimento mundial, deveria ser motivo de orgulho para todo brasileiro, mas tratada dessa maneira, pois caso falasse e as pessoas ouvissem poderia convencê-las. Utilizaram as velhas estratégias para tentar vencer um debate, mesmo estando errados.

Esquecem, por outro lado, que nesse ciclo do Chinavírus em decorrência dos recursos repassados pelo Governo Federal aos Estados para o combate à Pandemia foram descobertos: “EPIs” superfaturados; respiradores atrás de paredes falsas; respiradores superfaturados; respiradores comprados em loja de vinho; respiradores pagos, mas não entregues; hospitais de campanha superfaturados; hospitais desmontados antes do fim da pandemia etc., etc. Estes crimes de lesa-pátria não serão investigados pelo circo pandêmico??? Essa é a pergunta que não cala na boca dos eleitores brasileiros. 

Acho que ficará sem resposta, porque a aparência, até o momento, é que os “pseudos donos” desse circo mambebe querem, na realidade, o retorno ao antigo cenário, aliás, profetizado na caneta e voz de um artista – famoso comunista caviar, pois adora um iphone,  passear e tomar champagne em Paris, com o dinheiro do povo, via lei Roaunet – ainda hoje diva esquerdista, quando asseverou:

 

"Dormia nossa pátria mãe tão distraída, sem saber que era subtraída em tenebrosas transações."..

Chico Buarque de Holanda

                                                                      

                  

       Que Deus tenha piedade de nós!..    

                

 Silvio Miranda Munhoz


Cronista do Tribuna Diária, Presidente do MP pró-sociedade e membro do MCI (movimento de combate à impunidade). As ideias contidas no presente texto refletem, única e exclusivamente o pensamento do autor.