QUANDO OS HOMENS ERAM

77 anos após o dia D, o dia mais longo da história!

Por Eduardo Vieira 06/06/2021 - 14:26 hs

Na grande aventura humana na Terra o cidadão comum não teve trégua. Na melhor definição da nossa realidade, presente na Bíblia, estamos num vale de sombras lutando por uma quase impossível santificação enquanto que demônios de crueldade inconcebível trabalham para levar as almas para o sofrimento eterno. A Física começou a vislumbrar a verdade sobre o tempo com a mecânica quântica mas esta já nos foi revelada há milênios. Mas hoje as pessoas não crêem na eternidade, nem nos demônios, nem mesmo na existência da alma.


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E acham que estamos avançando. Bem, fizemos muito disso nos últimos cinco milênios, não resta dúvida. Na antiga Fenícia crianças eram sacrificadas regularmente a Baal. O maior dos líderes de sua herdeira Cartago chamava-se Aníbal (significado do nome: "Baal é gracioso"), em homenagem à essa divindade tão apreciável. Posteriormente os romanos rejeitaram esse Mal e destruíram definitivamente a cidade e suas derivações, sob a diretriz adequadamente implacável de Catão. "Delenda Cartago", disse ele, adequadamente intolerante à corrupção nefasta de infanticidas. Foi um grande passo na direção certa e anos depois nascia dentro do Império Romano o Salvador, cuja vida e divindade virou o mundo do avesso nos presenteando com a maior evolução humanitária de nossa história.

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Essa força verdadeira se espalhou pela Europa. À sua influência doce e amorosa se renderam selvagens como Clóvis, o Franco. Depois seus filhos salvaram a Europa de outro Mal e fundaram o Império Carolíngio, mais tarde conhecido como Sacro Império Romano Germânico. 

Mais ao norte os dinamarqueses com seus costumes simplórios, tão pragmáticos quanto cruéis, que atormentavam o mundo com seus vikings, conheceram o poder do Evangelho e o Mal perdeu mais uma espada. Essas conversões podem ser pintadas em grandes murais de sangue, dor e sacrifício, quando homens tinham a perfeita noção da dualidade da vida e da vitória pelo martírio. Os santos do início do Cristianismo entregaram suas vidas e fizeram da Europa o lugar mais avançado, justo e belo do planeta.


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Mas o Mal não descansa.

Séculos depois da Cruz tremular vitoriosa sobre os fiordes gelados da Jutlândia, o pensamento nefasto do racismo ascendeu num mundo onde o homem cada vez mais se esquecia de Deus. Quem trouxe essa perversão ao mundo foi a pretensa substituta do Criador. A venerada Ciência. Esta é como uma eficiente e desalmada serviçal. Se um dia detiver o poder destruirá o homem em definitivo. Nela não há espaço para amor, para honra, para sacrifício. Em seus braços veio a Eugenia, a sulfurosa idéia de que o homem poderia de fato suplantar Deus como criador.

Tal aberração prosperou nos Estados Unidos da América, atravessou o Atlântico, encantou ingleses e por fim, o resto da Europa. Na Alemanha socialista de Hitler encontrou o ambiente ideal para sua proliferação. Nascia a narrativa científica que embasou a "solução final", um retorno às piras obscenas dos fenícios. O mundo se maravilhava, cego, surdo e mudo à realidade, como agora. Hitler foi capa da Time várias vezes e foi o "Homem do ano" em 1939. 

Mas o Bem não se impressiona com rapapés, prêmios e certificados. Em milhares de igrejas, templos e sinagogas a Verdade era exaltada e preservada, os homens eram formados completos, eram de fato homens.


Dia D – Guia Estudo


E foram esses homens, com plena ciência de sua herança divina, de sua matéria, de seu espírito e especialmente de sua alma, que lutaram por todo o planeta para resistir à farsa científica no Nacional-Socialismo. 

A todos esses bravos devemos aplaudir e agradecer. Soldados e partisans, escravos sabotadores e pais heróicos, grandes líderes e simples pracinhas, mais uma vez o exército do Bem conseguiu a vitória. Na esmagadora maioria dos pertences que voltaram às suas casas em caixas, via-se orações, cruzes, estrelas de Davi, exortações à Nossa Senhora e aos santos. Deus estava ali naquelas caixas, como esteve com os donos de tais pertences enquanto exalavam seus últimos suspiros pela liberdade de filhos que não veriam nascer.

O Dia D é um belo símbolo de uma verdade que o Mal tenta ocultar. Que é dever de todo homem íntegro a defesa dos oprimidos, da vida de seus entes queridos, de sua fé e sua maneira de viver. Não há vergonha no uso de armas para o combate ao Mal, nem maior demonstração de amor que a firmeza do combate.


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Nesse Dia D meninos assustados venciam o medo e desembarcavam na Normandia para se juntar às hostes de heróis que já haviam tombado. Em poucas horas conquistaram as praias e a maioridade, erguendo-se altivos como homens em vitória justa e dura. 

Que o exemplo desses bravos nos sirva de inspiração. Que abandonemos a fútil e traiçoeira busca pela felicidade. Que busquemos o Bem dos próximos sempre, com amor e vigor, e com a vital noção de que somos mais que um ajuntamento aleatório de átomos de carbono. Nosso mundo não é o da matéria e ele nos aguarda, eterno e belo, no alto daquela praia.


colunista EDUARDO VIEIRA para o Tribuna Diária