SURREAL ATIVISMO

Os fatos não são mera coincidência e nem “teoria da conspiração”...

Por SILVIO MUNHOZ 10/06/2021 - 20:18 hs

“Surreal. Adjetivo: Que existe no contexto de sonhos, da imaginação; incompatível com as leis da razão, de teor absurdo, ilógico. Que pode provocar estranheza. Relativo a algo contraditório, divergente, incoerente. Substantivo masculino: O que transcende a realidade, ultrapassa o real, existencial, prático.” Dicionário Online de Português.

            Hoje vamos comentar alguns episódios que ultrassapam o entendimento emanado da realidade e, por isso, incompatíveis com a razão, contraditórios, incoerentes, ilógicos, ou seja, verdadeiramente surreais. Não, não estou falando de nenhum mundo fantástico (ah que saudades de Nárnia e de Bandidolândia) nem longínguo, vamos falar de coisas que podemos enxergar com nossos olhos e ouvir, perfeitamente, com nossos ouvidos, não precisamos de ninguém para nos contar. Ah, são só alguns poucos exemplos retirados das centenas ou, quiçá, milhares que ocorrem no dia a dia da realidade brasileira.

            O ativismo midiático brasileiro é de dar inveja ao resto do mundo (com raras e honrosas exceções) e há poucos dias ocorreu algo inusitado: jornal famoso de grande audiência passou parte do tempo criticando a realização no Brasil da Copa América e atribuindo, inclusive, adjetivos escabrosos ao Chefe do Executivo por haver concordado com o evento. Encerrado o segmento do noticiário surgem os reclames e, pasmem, grande propaganda para jogo que ocorreria da Seleção pelas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo. Sério isso? Eliminatória pode, Copa América não, por quê? E a Libertadores da América e a Copa Sul-Americana, torneios internacionais com jogos no Brasil, semanalmente, e muitos jogadores participam em mais de uma, qual o problema? Haverá público? Os jogadores não estão imunizados? Não seguirão os protocolos sanitários?!.

            O ativismo senatorial, não fica muito longe, determinada por decisão monocrática de um Ministro de nossa “magna corte”[1], seu Presidente aceitou a imposição (abrindo mão das  prerrogativas da Casa – isto nos coloca próximos de uma verdadeira juristocracia) e foi aberta a CPI da pandemia. Até aí sem problemas, pois a população que os elegeu esperava por isso, total muito do dinheiro público destinado aos Estados e Municípios foi desviado – parece que havia uma abstinência de corrupção no Brasil. Pois bem, os Senadores – membros da CPI – estão levando a sério a investigação dessa onda de corrupção pandêmica?? Não, sequer tocaram no assunto transformaram a CPI no Circo Pandêmico Imemorial[2] que mencionei semana passada, na clara busca de torná-la um palanque eleitoral. Não conseguirão, pois ainda não conseguiram censurar as redes sociais – embora haja clara tentativa nesse sentido.

            Do ativismo Judicial até parei de falar um tempo, meus queridos leitores, pois sei que enchi o saco de vocês de tanto bater na mesma tecla, mas hoje é impossível não comentar a decisão do Presidente de nossa “suprema corte” que marcou uma sessão plenária para o dia de hoje (talvez já haja ocorrido) para decidir sobre ação impetrada na Corte visando impedir a realização da Copa Sul-Americana!.. É sério, não estou brincando... A pergunta que não quer calar é qual a temática Constitucional (pois estes deveriam ser os assuntos tratados em nosso “tribunal maior”) que envolve a realização ou não de um campeonato de futebol? Ah, para não serem hipócritas, além de ativistas, caso decidam cancelar o evento, é necessário que cancelem todo e qualquer evento de esporte coletivo. O que mais irão decidir? Será que haverá algum tema sobre o qual não decidirão?

            Ainda sobre a corte, não posso esquecer de mencionar o Ministro que cabulou aula de processo penal e não sabe que é impedido de julgar o Juiz “que seja diretamente interessado no feito”[3] e votou para anular uma delação premiada, onde era acusado de “vender sentenças”. O maior absurdo jurídico que assisti em 34 anos atuando na área do direito. Isso, além, de tudo fere o bom senso e qualquer do povo, intuitivamente, sabe a absurdidade da decisão.

Do partido das sombras ao governo clandestino

            Todos esses fatos não são mera coincidência e nem “teoria da conspiração”, é método e regiamente financiado como é apontado no livro: Do Partido das Sombras Ao Governo Clandestino[4]. Na obra é apontado como o mais diabólico e rico Ativista do mundo tem conseguido fazer periclitar o mundo ocidental, infiltrando-se e mudando os costumes da sociedade (o livro conta sua manipulação nos EUA). Para o Brasil a advertência é feita no prefácio da obra:

“Para o leitor brasileiro, é de particular interesse conhecer o modus operandi, desse senhor que se pretende dono do mundo, pois que os seus tentáculos institucionais já nos abraçam, pautando fortemente a nossa imprensa e, à margem de nosso sistema representativo, via recrutamento de ativistas e formadores de opiniões engajados, impondo pautas de esquerda alheias aos valores e interesses da população, tais como legalização do aborto e das drogas, a desmilitarização da polícia, o racismo e feminismo radical.” Flávio Gordon.

Que Deus tenha piedade de nós!..


      Silvio Miranda Munhoz

cronista do Tribuna Diária, presidente do MP pró-sociedade e membro do MCI (movimento contra a impunidade), as ideias do presente texto representam, única e exclusivamente o pensamento do autor.



[1] Quando menciono nossa “suprema corte” as minúsculas são propositais, pois é como a enxergo com a atual composição.

[2] https://www.tribunadiaria.com.br/ler-coluna/947/circo-pandemico-imemorial.html

[3] Inciso IV, do artigo 252, do CPP.

[4] David Horowitz & John Perrazo. Editora Armada, Santo André, 2018.