Charlie Gerow - Menos de 100 dias para elegermos o homem mais poderoso do Mundo

Esta já é uma campanha diferente de qualquer outra na história americana.


O Atual Cenário Político Americano

Agora, faltam menos de 100 dias para a eleição presidencial dos EUA, que ocorrerá em 3 de novembro. Esta já é uma campanha diferente de qualquer outra na história americana.

Nenhum dos partidos realizará suas convenções presidenciais de indicação de candidatos este ano. Normalmente, esses eventos transmitidos durante quatro dias na televisão fornecem uma "vantagem" significativa para cada partido e são o pontapé inicial da reta final da campanha.

Atualmente, a maioria das pesquisas nacionais mostra Joe Biden com uma pequena vantagem  sobre o Presidente Trump. Apesar do desejo da mídia nacional de utilizar essas pesquisas para pintar um quadro em que a vitória de Biden é certa, a verdade é que as eleições presidenciais dos EUA ainda são muito competitivas e estão longe de terminar.

Há várias razões para isso. Primeiro, ao contrário de outros países, o voto popular não elege o Presidente dos Estados Unidos. Nos EUA, a eleição presidencial é uma eleição estado por estado de eleitores para o Colégio Eleitoral que, por fim, elege o Presidente e o Vice-Presidente.

Existem vários estados considerados “campos de batalha", cujos votos eleitorais decidirão quem será o presidente. Lá, a votação está muito mais próxima. Cada um deles representa uma disputa acirrada. São eles Pensilvânia, Michigan, Wisconsin, o núcleo do famoso “muro azul” democrata que entrou em colapso como um suflê ruim em 2016, levando à eleição do Presidente Trump.

Além disso, há o fato de Donald Trump sempre ter superado as pesquisas. Ele venceu há quatro anos, apesar de Hillary Clinton figurar como vencedora nas pesquisas de praticamente todo o país.

O "Efeito Bradley" é um fenômeno de pesquisa, assim denominado em homenagem ao ex-prefeito de Los Angeles, Tom Bradley. Bradley, um afro-americano, foi o perdedor em todas as pesquisas, mas acabou vencendo a eleição com facilidade. As pessoas simplesmente não disseram a verdade aos pesquisadores. O mesmo aconteceu com os apoiadores de Donald Trump. Eles podem não dizer aos pesquisadores o que pretendem fazer, mas votam em Donald Trump.

Além disso, as pesquisas agora mostram que o grande número de americanos não está disposto a discutir seus sentimentos pessoais com os outros. Certamente isso distorce ainda mais os resultados das pesquisas.

A verdade é que também há muitas boas notícias para o Presidente Trump nos números apresentados pelas pesquisas. Por exemplo, a intensidade dos eleitores de Trump é significativamente maior que a de Biden, apesar do que a mídia nos diz. Eleitores de estados “campo de batalha” como a Pensilvânia também confiam no presidente Trump para lidar com a economia melhor do que Joe Biden.

Em última análise, a economia é o que ganha as eleições americanas. No início do ano, a economia Trump estava funcionando a todo vapor. Os mercados subiram mais de 10.000 pontos quando ele foi eleito. O crescimento econômico foi muito melhor do que no governo Obama. O desemprego foi baixo, especialmente entre as ditas “minorias”. As coisas pareciam ótimas para o presidente Trump.

Foi necessária uma pandemia mundial e o verdadeiro “deligamento” da economia americana para que ela chegasse ao ponto que está hoje. Mesmo agora, embora o desemprego ainda esteja em níveis inaceitáveis, os mercados estão de volta para onde estavam no início do ano.

A verdadeira questão para novembro é: "quem será capaz de liderar a nação, energizar nossa economia para estabilizar nossa sociedade e voltar ao normal?"

O presidente Trump usou seu livro "A arte do acordo" para se conceituar em 2016 e conquistar a presidência. Sua sequência, “The Art of the Comeback”, será seu cartão de visita em 2020. Os eleitores o verão preparado para liderar o grande retorno americano. Isso é algo que Joe Biden simplesmente não pode oferecer.


Charlie Gerow é um líder reconhecido nos Estados Unidos em comunicações estratégicas e uma voz importante para o Movimento Conservador. Ele é o CEO da Quantum Communications e atua como vice-presidente da American Conservative Union, a maior e mais antiga organização conservadora de base dos Estados Unidos. Ele, contribui regularmente para o jornal The Hill e outras publicações americanas. A coluna dele aparece semanalmente no PennLive, ao lado do democrata Mark Singel. Charlie e Mark podem ser vistos todos os domingos de manhã às 8:30 no "Face the State" da CBS-21.