Líbano depois da renúncia

Hezbollah suaviza postura sobre disputa de fronteira marítima de Israel


com a crescente frustração dos cidadãos libaneses que exigem o fim de anos de corrupção da elite dominante que está no poder desde o fim da guerra civil de 1975-90 e a renúncia do Premie depois das explosões que devastaram Beirute, a maré parece estar mudando.

Um diplomata árabe com base em Beirute disse que “o Hezbollah jogou a toalha ,a tendência de abrandamento das hostilidades do Hesbollah sobre a disputa de fronteira marítima com Israel após os protestos de rua, se confirmou pelas impressões de outros Diplomatas que também notaram uma mudança significativa na geopolítica regional nos últimos dias, especialmente após a visita do presidente francês Emmanuel Macron a Beirute.

David Hale, o subsecretário de Estado para Assuntos Políticos ,que já esteve lotado no Líbano em   2015, deverá visitar Beirute até a quarta-feira, duas fontes disseram sob condição de anonimato porque não foram autorizadas a falar com a mídia.

O administrador em exercício da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), John Barsa, irá para Beirute no domingo.

É importante lembrarmos que o Líbano não é dominado por um governante forte, mas por vários líderes e partidos que representam os grupos sectários do país e compartilham o poder. Os cargos são distribuídos por cotas entre 18 denominações religiosas, e o Parlamento é meio cristão e meio muçulmano.

O primeiro-ministro deve ser sempre um muçulmano sunita, o presidente é um cristão maronita e o presidente do Parlamento, um xiita. O presidente é indicado pela Assembleia Nacional por dois terços dos votos. Depois, indica um premiê após consultar o Parlamento.