A TIRANIA E A GUILHOTINA

Uma crônica sobre os jacobinos tupiniquins...


A TIRANIA E A GUILHOTINA

Caros leitores: Há cerca de dois séculos e meio – não muito tempo – uma turma de intelectuais, dizendo-se arautos da liberdade, da igualdade e da fraternidade, promoveram a Revolução Francesa, depondo monarcas que concentravam poder e repeliam cruelmente qualquer oposição.

Pensou-se - e muitos ainda hoje contam esta falácia - que a revolução acabaria com a tirania dos reis e suas cortes e que a população viveria às mil maravilhas, em um regime de absoluta felicidade para todos.

Nada. Os intelectuais, uma vez no poder, mostraram-se igualmente elitistas e sectaristas, escolhendo eles suas próprias altas rodas e beneficiando os amigos e agregados. Liberdade, igualdade e fraternidade para uma casta, que desfrutava de todas as benesses que o poder e os recursos poderiam dar. Altas festas, boa educação para os filhos, libertinagem, comida e bebida e poderosas posses e títulos. E o povo? Usado apenas como massa de manobra, fez seu papel secundário de manipulado, legitimando uma revolução que apenas trocou os nomes dos donos do poder, mantidos os privilégios.

Manteve-se aliás a tirania. A guilhotina cortou cabeças tantas em um só mês que a chamada burguesia não conseguiria ter feito em anos de poder absolutista. Mas a revolução comeu seus filhos. Os revolucionários, de tiranos, foram um a um ao cadafalso e suas cabeças também rolaram. E a história deveria dar exemplos e limites, especialmente aos mais cultos.

Os jacobinos tupiniquins fizeram o mesmo caminho francês de 1789. Insuflaram e mentiram às massas, tomaram o poder dos absolutistas e logo no poder se revelaram ladrões e antipatriotas. Sugaram o país até quase não ser mais possível, destruíram sua cultura e instituições, lançaram pessoas umas contra as outras e não esperavam ser surpreendidos pelo Ministério Público e pela Justiça Federal independentes. Finalmente perderam o poder e foram um a um sendo guilhotinados. Nossa guilhotina do bem é a Lava Jato (natural que agora queiram acabar com ela).

Como a rede bandida é muito vasta e não foi destruída completamente, ela se retroalimenta e encontra novas adesões explícitas (que sempre foram implícitas). Gente que por enquanto não tem limite, controle ou Juiz tenta desesperadamente restabelecer a pornografia e destruir nossa grande nação. Os inimigos maiores do país assemelham-se a morcegos. Tem cor de morcego, jeito de morcegos, vestes de morcegos, tem sua própria caverna e se julgam acima de todos na sua escuridão e por detrás de suas presas sanguinárias. Mas não há mal que sempre dure. A luz é maior do que as trevas. Todo o país já perdeu o respeito por quem guia seus atos pelo antipatriotismo, pelo vampirismo e pela arrogância de se achar acima das leis e acima de Deus. Prevejo seu fim...e para breve!!! Lutemos!!!

                                          Chiuhaua, 09 de setembro de 2020.


AQUILES ARMENDARIZ

O Jurista do Apocalipse