O Rio insiste em viver

Pais e professores saem às ruas pela volta às aulas presenciais

14/09/2020 - 13:59 hs

Os cariocas foram às ruas nesse domingo (13) pela manhã em resposta à pauta do sindicato dos professores do estado do Rio de Janeiro, em favor da reabertura das escolas.

Protestaram pacificamente contra a narrativa de que o retorno à normalidade das aulas presenciais poderiam  causar uma nova pandemia.

O professor e ativista Eduardo Vieira lembra que nunca em toda a história do ocidente, se ouviu falar de quarentena de pessoas saudáveis.

A vida precisa seguir em frente...

Nas palavras do professor Eduardo Vieira, com exclusividade para o Tribuna Diária:

"Neste domingo um grupo de cariocas saiu do conforto do lar para protestar pelo direito de liberdade. Coisa aparentemente garantida, tida por muitos como conquista sedimentada no Ocidente. Mas a coisa não é bem assim. Nunca foi e nem nunca será.

Donos de escolas lutavam pelo direito de abrir seus estabelecimentos. Pais de alunos, pelo direito de levar seus filhos à escola. Vamos à história.

O Rio de Janeiro ficou inacreditáveis seis meses com as escolas fechadas. Todas as escolas, por determinação governamental. Os alunos de classe média e alta conseguiram se virar através de ensino à distância capenga, deveres de casa e outras atividades paliativas. E sempre com lanchinho e as refeições quentinhas perto do tablet. Todavia entre os menos afortunados a situação foi bem outra.

Com pais impedidos de trabalhar por conta da quarentena, desemprego acelerado e inúmeras restrições ao contato pessoal milhares de crianças tiveram removida a única refeição de qualidade que recebiam no dia: a merenda.

O impacto psicológico e pedagógico deve ter sido tremendo. São inúmeros relatos de crianças e jovens com depressão e síndrome do pânico. Sem contar o aumento brutal do sedentarismo. Mas tudo pela saúde, não é?

Em uma palavra: Não.

Não existe simplesmente nenhuma justificativa científica sequer para a quarentena, que dirá o fechamento das escolas por seis meses. Considero compreensível o estabelecimento de uma quarentena nas primeiras semanas da crise, por conta da ignorância e da prudência. Mas a ideologia atropelou a prudência, o bom senso e o humanitarismo, como sempre faz.

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E às vésperas da tardia abertura das escolas um juizinho da justiça do Trabalho resolve que é sua atribuição determinar a conduta de milhões de famílias e concede liminar ao pedido feito pelo sindicato dos professores, contrário à qualquer atividade que não prejudique a economia capitalista.

Fomos então às ruas, mais uma vez, dessa vez todos de branco para mostrar que a pauta das escolas abertas é pauta de todos os brasileiros de bem. Só quem defende fechamento de escola é a turma do PSOL e cercanias esquerdistas. É o povo mais anti-democrático que já pisou nesse planeta.

Nossa manifestação foi, como de costume, pacífica, serena e bela, com demonstrações de patriotismo, civilidade e religiosidade. Muitas famílias, muitas crianças e jovens, muitos funcionários de escolas e creches, muitos pais. Nosso povo.

Como somos democráticos de verdade, evidentemente ninguém andou propondo o retorno obrigatório à escola. Apenas a remoção da proibição tirânica e despropositada.

Para ilustrar o tamanho da barbaridade brasileira, o jornalista JR Guzzo informou que na Dinamarca as escolas ficaram fechadas por 30 dias. Na França, por 56 e na Alemanha, por 68 dias. A Suécia jamais fechou suas escolas.

Não é, portanto, pela saúde das crianças, que não sofrem com o vírus chinês. Tampouco é pela saúde dos pais e avôs dessas crianças ou dos professores e funcionários. É por uma sórdida luta pelo poder mantida e insuflada por uma mentalidade odiosa e divisionista que sempre buscou a cizânia e o caos.

O mundo só deve ter uma divisão. Essa sim, claramente definida e agressivamente mantida. A divisão do Bem contra o Mal.

Esse round nós vencemos com a queda da liminar. Mas essa guerra é eterna. Tenhamos resiliência, amor ao próximo e fé em Deus. A vitória será do Bem."