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A violência do crime organizado ameaça eleições livres na Baixada Fluminense

Por Agência Brasil - Edição Trib. Diária 13/10/2020 - 10:47 hs

Somente este mês, dois candidatos a vereador em Nova Iguaçu foram assassinados. Mauro Miranda da Rocha (PTN) foi assassinado no dia 1º em uma padaria. No sábado (10), Domingos Barbosa Cabral (DEM), também foi morto a tiros no município.

Segundo o secretário de polícia civil, a Baixada Fluminense foi a região do estado onde ocorreu a maior expansão da milícia nos últimos dez anos e a nomeação do delegado Giniton Lages para o Departamento-geral de Polícia da Baixada, ocorrida em meados de setembro, logo após Turnowski assumir o o cargo, corrobora com a intenção de combater o crime organizado na área.

Numa espiral descontrolada de violência e decisões equivocadas que partiram de ministros da suprema corte do país, as milícias atuantes na região crescem sua influência para cima das eleições municipais.

A Secretaria da Polícia Civil do Rio de Janeiro criou uma força-tarefa para combater o crime organizado na Baixada Fluminense e permitir uma “eleição livre” na região. De acordo com o secretário da Polícia Civil, Allan Turnowski, o trabalho visa retirar as fontes de renda das milícias que atuam no local:

“O que a gente está fazendo com a força-tarefa é agregar a essa nova visão, delegacias especializadas que vão tratar do dinheiro da milícia. Vão combater a máfia das vans, construções irregulares (...) Traremos também a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, especializada em combate ao crime organizado, e enviaremos à Delegacia de Homicídio dois novos delegados. Então a ideia dessa força tarefa é asfixiar a milícia e permitir uma eleição livre na Baixada Fluminense, com candidatos circulando livremente e o povo escolhendo seu candidato com voto livre”.