ÁLBUNS ICÔNICOS

Os 365 mais da história do Rock - 252

Por Colunista Misterioso 15/10/2020 - 22:33 hs

ARTISTA: Premiata Forneria Marconi
ÁLBUM: Ulisse
Itália, 1997
Principal banda do quarteto de italian-prog, com Aria, Le Orme e Banco del Mutuo Soccorso, a Premiata Forneria Marconi, ou simplesmente PFM foi a primeira fora do circuito Inglaterra-EUA a ganhar mercado mundial. Formada por músicos de estúdio, montaram uma banda experimental chamada I Quelli, que virou I Krel, que virou Forneria Marconi em 1970, uma padaria frequentada pelo violinista e flautista Mauro Pagani (1946- ), então membro, que depois ganhou o adendo “Premiata”. O sucesso, seja pela tradição sinfônica italiana associada ao prog-rock, seja pela alta qualidade de seus músicos, não demorou. Em 1972, ganharam a atenção de Greg Lake (1947-2016), que os levou a Londres e os apresentou ao letrista Peter Sinfield (1943- ), que fez as versões em inglês de suas músicas, registradas no álbum ao vivo nos EUA PFM Cook (ou Live in USA – ver coluna 168), de 1974. Dois álbuns foram gravados em italiano e em inglês e Chocolate Kings, do qual falamos na coluna 28, apenas em inglês; ganharam o mundo abrindo shows para King Crimson, Jethro Tull e Deep Purple e posteriormente se aproximariam de algo mais “pop” ou mais palatável. Apesar de a qualidade ter caído um pouco, mantiveram a fama, mas a grande forma foi retomada em grande estilo já a partir de Come Ti Va In Riva Alla Cità, de 1981, e depois de um intervalo de dez anos, a contar de Miss Baker, de 1987, apareceram com este décimo-terceiro trabalho de estúdio, um álbum conceitual, ainda um pouco menos “complicado” que o progressivo, mas de altíssima qualidade. Daqui se destacam a própria “Ulisse”, “Lettera al Padre”, “Canzone del Ritorno”, a belíssima e dolorida “Sei” e “Il Cavallo di Legno”.