ÁLBUNS ICÔNICOS

Os 365 mais da história do Rock - 253

Por Colunista Misterioso 17/10/2020 - 01:50 hs

ARTISTA: Amon Düül II
ÁLBUM: Hijack
Alemanha, 1974
Pioneiro do krautrock, o Amon Düül foi formado em Munique, em 1968, na efervescência dos movimentos culturais alemães do pós-guerra, por Christoph Karrer (1947- ) com cinco amigos, dentre eles a vocalista e letrista Renate Knaup-Krötenschwanz (1948- ), fazendo um trabalho altamente experimental (também chamado “space rock”), de execução bastante técnica, que por vezes incluía dois bateristas. Amon Düül era o nome de uma comunidade underground de estudantes, formada fora do movimento cultural “oficial” da Alemanha Ocidental da década de 60, que misturava alguns dos modismos espirituais da época, tendendo ao misticismo egípcio (daí o nome “Amon” – e “Düül” é uma gíria local). Eram contemporâneos de Tangerine Dream, Can e Popol Vuh (esse baseado no misticismo maia). Nessa comunidade tiveram origem duas bandas de mesmo nome, sendo essa II uma dissidência da primeira e bem mais importante, tendo até aparecido como vanguarda na Inglaterra logo em seu segundo álbum, Yeti, de 1970. Também trabalharam com trilhas de cinema, existem até hoje e este oitavo trabalho de estúdio, com evidentes temas espaciais, foi o que melhor poderíamos chamar de “sucesso”, em se tratando que falamos de um nicho bastante restrito e daqui se destacam “I Can’t Wait (Parts 1 & 2)”, “Explode Like a Star”, “You’re Not Alone”, “Lonely Woman” e “Traveller”.