ÁLBUNS ICÔNICOS

Os 365 mais da história do Rock - 255

Por Colunista Misterioso 20/10/2020 - 01:00 hs

ARTISTA: Biglietto per l’Inferno
ÁLBUM: Biglietto per l’Inferno
Itália, 1972
Banda que usou uma estranha e eficiente mistura de progressivo com elementos hard e obteve uma sonoridade espetacular, embora não muito bem aceita em sua época, fato que o tempo tratou de consertar; este álbum não está aqui como mera curiosidade, mas como um dos pontos mais altos do progressivo italiano, que teve identidade própria. Foi formada em Lecco, na região da Lombardia, Itália, em 1972, nesse mesmo ano produziram seu álbum de estreia, e na época ficou só nesse. Voltaram algumas vezes, gravaram apenas quatro álbuns, o segundo mais de 20 anos depois desse primeiro. Haveria um segundo antes disso, mas foi suspenso porque esse primeiro não foi um sucesso do ponto de vista comercial. Com letras duras, baseadas em uma oposição não necessariamente real entre sociedade e religião – na verdade, dúvidas típicas da época, confrontações, insegurança disfarçada de questionamentos etc., com textura musical e arranjos impecáveis. O vocalista Claudio Canali (1953-2018), principal letrista, uma daquelas criaturas sempre preocupadas com a espiritualidade, depois de uma breve experiância Hare Krishna, tornou-se monge beneditino em Minucciano, província de Lucca, tendo participado das gravações de trabalhos posteriores, já como monge de votos definitivos; em “Confessione” ele trata de um sujeito que vai se confessar e não obtém a absolvição. De apenas cinco faixas, destacam-se “Ansia”, “Una Strana Regina” e a própria “Confessione”.