TRANSFORMAÇÃO SOCIAL?

AQUILES ARMENDARIZ - O Jurista do Apocalipse


                        

                        Caros leitores: Em tempos de tanta modernidade e propalado avanço, volta e meia ouvimos que é preciso transformação social aqui, ali e acolá. De outra banda, o termo conservadorismo ou os ditos conservadores são vistos como atrasados e muitas vezes como nocivos ao tecido social.

                        Pois bem! Rememoremos as coisas de antanho! Os filhos respeitavam aos pais, professores e pessoas mais velhas? Sim. Eventuais punições nem de longe prejudicavam seu desenvolvimento? Sim. As crianças e adolescentes tinham hábitos mais saudáveis como a leitura e brincadeiras lúdicas e eram tão menos bombardeadas por promiscuidade? Sim. Nossos jovens tinham uma formação mais próxima da intelectualidade e da cultura almejadas por uma sociedade que pretende evoluir de verdade ? Sim. Havia bem menos traumas e transtornos entre crianças e adolescentes, mesmo que a vida fosse materialmente mais difícil e com menos recursos? Meu Deus! Mais uma resposta afirmativa a estabelecer uma goleada em favor dos tempos mais conservadores em relação à transformação social dos dias de hoje?

                        Que transformação social é essa que evolui da cultura dos livros para a de uma internet desregrada, repleta de desinformação e promiscuidade? Onde a evolução se todas as brincadeiras inocentes e saudáveis, como de pegar, jogo de bolinha de gude, três Marias ou mesmo a velha pelada foram substituídas por uma tela louca e colorida e por uma pegação diferente, que os órgãos de comunicação ensinam e cada vez mais distanciam nosso jovens do rumo bom?

                        Seria positiva uma transformação social de negação ou menosprezo à religião e à família, que propõe aos jovens que serão os homens de amanhã que eles podem tudo, não tem limites, com o indissociável agigantamento do egocentrismo?

                        Ora, nem mesmo a representatividade desta transformação social se presta a alguma coisa!  Ela mostra-se ao mundo exterior através do feio, fedorento, invejoso e raivoso. Suvacos peludos, cabelos pintados de lilás, roxo, verde, laranja, furos e penduricalhos aqui e ali, gírias ininteligíveis que destroem um dos maiores patrimônios de uma nação civilizada – a língua. E teríamos vários outros exemplos de agressividade ao belo e ao nobre.

                        Daí eu pergunto e respondo: Transformação social para que e para quem? Para todos aqueles seres mergulhados no seu inferno de inferioridade, mediocridade e ateísmo que pretendem estabelecer uma sociedade de androides ou zumbis, coletivizando a criação divina e apresentando-se, além, como os salvadores que não salvam mais ninguém. Conduzem, apenas, a manada que alimentaram e que lhes dará reverência, como as ovelhas de Orwell. Não há mais sociedade, não há mais o homem, não há mais o belo. É como se pixassem a capela sistina e acusassem Michelangelo de ultrapassado.


 AQUILES ARMENDARIZ, O JURISTA DO APOCALIPSE