Seria um erro Biden retomar o acordo com o Irã

Trump lança pacote de medidas para inviabilizar futuro acordo nuclear entre Biden e o Irã


O embaixador de Israel nos Estados Unidos, Ron Dermer,  manifestou abertamente sua preocupação com a política de Biden para o oriente médio, disse que seria um "erro" para o novo governo retomar o acordo nuclear com o Irã, como o presidente eleito Joe Biden prometeu fazer durante a campanha.

“Eu acho que seria um erro e espero que ele olhe para o Oriente Médio como ele é, ele verá os benefícios do processo [de normalização], de como ele pode continuar esse processo, e eu acho que não deveria voltar para o mesmo tema ”, disse Dermer durante um painel com seus colegas dos Emirados e Bahrein em Washington, organizado pelo Clube Econômico.

Dermer lembrou que tanto Israel quanto os países árabes se opuseram ao acordo multilateral de 2015 conhecido como Plano de Ação Global Conjunto (JCPOA), e que seus pontos de vista deveriam ter sido levados em consideração pelo governo Obama, que tratou com descaso a situação geopolítica da região.

Classificando como desastrosas as relações de Obama com a Coreia do Norte em 2009, que incluíram membros da região como Japão e Coréia do Sul, lamentando que a mesma cortesia não tenha sido estendida durante as negociações nucleares com o Irã.

“A primeira coisa que eu diria ao próximo governo é: Sente-se com seus aliados na região. Nos escute. Temos mais experiência no jogo e temos muito a perder. Fale conosco. Tente chegar a uma posição comum, que eu acho possível, não apenas em relação às questões nucleares, mas também para lidar com a agressão regional do Irã ", afirmou Dermer.

Esses comentários ocorreram no momento em que um site de notícias israelense relatou que o governo Trump - em coordenação com Israel e os países árabes no Golfo Pérsico - estava planejando um pacote de despedida do Presidente, com  sanções abrangentes ao Irã para tornar mais difícil para o novo governo entrar novamente no acordo nuclear .

Ron Dermer, embaixador de Israel nos Estados Unidos, fala em um evento em Detroit, em 4 de junho de 2018. (AP Photo / Paul Sancya / Arquivo)