THOMAS KORONTAI ESTREIA NO TRIBUNA

As plataformas quebraram a confiança popular e talvez sejam os novos finados digitais.

Por Thomas Korontai 20/01/2021 - 19:54 hs

UMA BREVE NOTA DA REDAÇÃO:

 

Nesse momento, caro leitor, caso ainda não conheça, você poderá ler em primeira mão, os textos de um dos mais importantes expoentes do que podemos chamar de “modernos pensadores da ciência política” nacional.

Thomas Korontai é empresário, Agente da Propriedade Industrial (INPI), não por acaso, desde 1988 -mesmo ano da promulgação de nossa Constituição Federal – e fundador do que passou a se chamar do Instituto Federalista “IF Brasil”, quando se tornou o primeiro brasileiro da História a ingressar com um Mandado de Injunção (Art. 5o, LXXI) no STF requerendo o direito da candidatura independente à Presidência da República.

Thomas Korontai é um daqueles que chamamos aqui no Tribuna, de geração de ouro que sucedeu o brilhantismo intelectual de Roberto Campos, com sua máxima de que o Brasil estaria irremediavelmente fadado ao fracasso com o arranjo político que se fez em torno da constituinte de 87, propondo desde já uma nova Constituição e um novo pacto Federativo, baseados Equilíbrio Sistêmico, sob o Princípio da Subsidiariedade, de maneira a tornar o Estado leve, ágil, de baixo custo social, confiável e seguro, com liberdade responsável e prosperidade para todos os brasileiros.

Nos últimos anos, Thomas Korontai vem sendo imitado, e muito mal imitado, por políticos atuais e só por isso, já seria motivo mais do que suficiente para apresentarmos o original aos nosso caríssimos leitores.

Muito obrigado, divirtam-se com a leitura e aprendam com esse mestre.

 

 A REVOLTA DOS "PRODUTOS"

 

Desde que tomamos conhecimento de que, para as empresas que controlam as redes sociais, somos meros produtos, e que tais empresas querem também impor a sua vontade sobre a nossa, controlando o que pensamos e dizemos, nos resta agir como produtos, saindo da prateleira deles. Uma demonstração clara da autonomia que cada indivíduo tem, exercendo a liberdade que lhe é intrínseca, de escolher se aceita a relação proposta com as plataformas. E quando os indivíduos resolvem tomar uma decisão em conjunto – ou como diriam os sociólogos, em manada – o inesperado pode acontecer.

 

Alternativas às plataformas – atuais prateleiras - já se colocam disponíveis, graças a força do capitalismo que as impulsionou para o alto, criando uma oligarquia digital. E tais alternativas servirão bem ao público que para lá está migrando, em massa. E merecerão nossa fidelidade enquanto se comportarem eticamente conosco. Os produtos estão mudando de prateleira, mas não aceitarão maus tratos novamente. Topamos a relação tripartite proposta, de um dos lados, uma plataforma com os melhores serviços, de outro, milhões de potenciais compradores, e da terceira parte,  dos anunciantes que pagam pela demografia digital presente nesse ecossistema  digital. Mas topamos desde que nossa liberdade para trocar ideias de qualquer natureza, responsabilizando-se pelo conteúdo, seja absolutamente preservada, intocada, protegida. 

 

Quem deve interferir? Ninguém, exceto a polícia, quando receber denúncias de práticas que não condizem com os bons costumes, como as que todo mundo sabe, não preciso repetir aqui. E a justiça que atuará nas demandas Simples assim!

 

Por isso adiro a este movimento global pelo silêncio neste dia. Porque uso da minha autonomia, meu direito de dizer Não! As plataformas quebraram a confiança popular e talvez sejam os novos finados digitais. O aviso deste dia 15/01/21 serve para as plataformas alternativas, que estão recebendo a manada de indivíduos, que tomaram decisão autônoma de assim proceder, entregando-se para uma relação tripartite de confiança, uma relação de ganha-ganha, sem arroubos autocráticos de censores e proto-ditadores do Século XXI. Game over!


 


Thomas Korontai é empresário, autor de livros e Presidente do Instituto Federalista