A VACINA RUSSA?

Governadores do nordeste até tentam fazer a Sputinik V decolar, mas a ANVISA não colabora...

27/04/2021 - 17:38 hs

Os governadores do Norte e do Nordeste se reuniram hoje (27) com representantes do governo russo para discutir a tentativa de importação da vacina Sputnik V. Ontem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou o pedido de importação do imunizante.

Os administradores estaduais já negociaram 66 milhões de doses da vacina russa. Diante da decisão da Anvisa, a reunião teve como objetivo discutir os problemas apontados pela equipe técnica da Agência, como a falta de comprovações sobre a segurança da vacina e dos processos de fabricação.

Porém,  a ANVISA  barrou a importação diante de falta de documentos básicos do fabricante. O epidemiologista Wanderson Oliveira sugere que OMS concentre dados sobre vacinas com organismos geneticamente modificados

a falta de informações poderia ser sanada mediante obtenção de dados junto aos mais de 60 países que aplicam o imunizante. A ANVISA consultou 62 deles, mas só  obteve resposta parcial da Argentina.

Segundo o coordenador do Fórum de Governadores do Nordeste, o governador do Piauí, Wellington Dias, no encontro com representantes do Instituto Gamaleya (responsável pelo desenvolvimento da vacina) e do Ministério da Saúde russo, as autoridades daquele país reiteraram sua garantia de segurança do imunizante.

 “Os técnicos afirmaram que é uma vacina segura, com baixos efeitos colaterais, é uma vacina eficaz, tem capacidade de imunização, já aplicada em milhões de pessoas em 62 países do mundo”, disse Dias, em vídeo divulgado pela assessoria do consórcio.

 O governador do Piauí acrescentou  que a expectativa dos governadores é que o governo russo possa responder aos pontos levantados pela Anvisa. “Os pontos levantados no relatório da Anvisa dizem o contrário [do que foi afirmado pelo governo russo]. Precisamos saber agora quem está com a verdade”, completou.

Por outra, “A Anvisa tomou uma decisão dura, mas impecável, a agência está correta em exigir estas informações. Estamos lidando com um produto em desenvolvimento e semiacabado, trata-se de um Organismo Geneticamente Modificado Replicante”, lembra o secretário da vigilância sanitária da ANVISA.