A MÁXIMA ERRADA DA ONU

ONU dá palpite sobre operação no Jacarezinho e recebe resposta dura de um especialista de verdade!

Por Reuters -Tribuna Diária 07/05/2021 - 17:37 hs

O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, com sede em Genebra, na Suíça, pediu hoje (7) ao Ministério Público que realize uma investigação independente, completa e imparcial de acordo com as normas internacionais da operação na comunidade do Jacarezinho, na zona norte da capital fluminense, que terminou com 25 mortos, entre eles um policial civil. A operação ocorreu ontem (6) e foi a mais letal na história do estado.

 

“Isto implica que as autoridades devem garantir a segurança e a proteção das testemunhas e protegê-las contra intimidações e retaliações”, disse Rupert Colvill, porta-voz do Escritório da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

de acordo com a Polícia Civil do Rio de janeiro, o objetivo era combater grupos armados de traficantes de drogas que estariam aliciando crianças para o crime. Além disso, segundo as investigações, eles estavam envolvidos em outros crimes, incluindo sequestros de trens que passam pela comunidade.

Já é uma praxe a interferência inconveniente nos assuntos internos do Brasil e para não faltar à regra, neste caso, fazendo ilações sobre “uma tendência antiga de uso desnecessário e desproporcional da força pela polícia nas favelas”.

Com relação ao caso, segue abaixo, o artigo exclusivo para o Tribuna Diária, do Comandante de Polícia Ostensiva, Chefe de Inteligência no combate ao crime organizado, Coordenador do Projeto de Enfrentamento ao Tráfico de Seres Humanos, Gerente de Planejamento de Segurança Pública para as Copas - Copa das Confederações FIFA Brasil 2013 (FCC) e Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 e palestrante do Comitê Interamericano contra o Terrorismo/CICTE da Organização dos Estados Americanos (OEA), CARLOS ADRIANO KLAFKE DOS SANTOS:

 

A praticamente proibição de operações policiais, pelo STF, leva a preparação, o aumento do poderio bélico e a disposição de criminosos para o confronto ao extremo. Realizar operações policiais somente "excepcionalmente" implica em confrontos também extremos. Agora, será reiniciado o ciclo.

 

Glória e honra ao Policial Civil que tombou!

 

DECÁLOGO CÍCLICO DA BANDIDOLATRIA

 

1. Crie a ideia de que criminosos são vítimas da sociedade, sem escolhas individuais;

 

2. Romantize o crime, em especial o tráfico de drogas (de quem você é cliente financiador); transforme traficantes em paradigmas de sucesso e impulsione o recrutamento de crianças e adolescentes para facções criminosas;

 

3. Crie a farsa do "encarceramento em massa" e, a partir daí,

 

4. Promova política de impunidade via lei penal, processual e de execução penal - conte com o apoio de um Congresso minado por investigados, réus e até condenados, e tenha  ênfase nas decisões dos tribunais, forte no STF;

 

5. Com mais criminosos impunes nas ruas, mais ousados justamente em razão da impunidade, mais criminosos dispostos ao confronto;

 

6. Com mais confrontos, probabilística, mais mortes de criminosos e maior probabilidade de inocentes atingidos por disparos da ação de criminosos contra operações policiais ou mesmo por dano colateral na ação policial;

 

7. Na imprensa, noticie "mortos em operação policial"; não cite criminosos na narrativa; induza à presunção de que a polícia causa mortes, sem culpa alguma dos bandidos;

 

8. Diga que a solução está em adotar políticas "contra o encarceramento em massa", "contra o punitivismo"; convença a sociedade que atacar as estruturas do crime organizado/tráfico de drogas, que determina o maior porcentual de mortes, não reduz o número dessas mortes - mesmo que os dados mostrem que assim os homicídios reduziram quase 25%;

 

9. Com dissimulação e eufemismos, convença a sociedade de que com mais impunidade - com mais criminosos impunes, mais ousados e dispostos ao confronto nas ruas - o crime reduzirá e teremos menos crimes, menos mortes;

 

10. Volte ao passo 1 e retroalimente o ciclo.




 CARLOS ADRIANO KLAFKE