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Renan Filho desviou R$39 milhões do SUS para pagar reitores e acadêmicos

23/07/2021 - 06:53 hs

 

O governador de Alagoas de Renan Filho – de Renan pai, relator da CPI do Covidão - pagou Gratificação por Produtividade de Função (GPF/IRF), a qualquer título, ainda que sob outra denominação, aos servidores efetivos e comissionados, ou a terceiros, com recursos oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Até aí, nada demais, não fosse o detalhe obscuro detectado pelo Ministério Público Federal que requereu que os pagamentos sejam imediatamente interrompidos.

Motivação do pedido? Trata-se de gratificações fantasmas que somaram R$ 39 milhões em 2020 e vêm sendo pagas diretamente nas contas dos beneficiários, por fora dos contracheques declarados no portal da transparência.

A ação, consequência do apurado durante as investigações do inquérito civil nº 1.11.000.000365/2016-71.

Ocorre que, segundo as informações prestadas pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo próprio Ministério da Saúde, os recursos financeiros federais deveriam ser aplicados em ações e serviços diretamente relacionados à saúde e não podendo para o pagamento de servidores que não atuam nessas funções.

Boa parte dos servidores beneficiados com o desvio, ocupam cargos acadêmicos, Pró-Reitoria de Ensino e Graduação  ou de planejamento financeiro, como a Gerência de Planejamento, Orçamento, Finanças e Contabilidade das instituições envolvidas.