E POR QUE NÃO?

Com Otávio Fackoury no PTB de São Paulo, o Brasil pode ter o primeiro partido de direita, com poder de fogo na politica

30/07/2021 - 18:03 hs

 

Uma possível “segunda via” no ecossistema político brasileiro, a posse de Otávio Fakhoury na presidência do PTB paulista pode significar mais do que um lampejo partidário de conservadorismo.

Pode mesmo ser a formação inédita do primeiro partido conservador, desde a degradação promovida pela ascensão da dobradinha PSDB/PT ao poder.

Não é difícil explicar o porquê de “segunda via” quando a “new Left” vem insistindo numa “terceira” para uma disputa à presidência.

Tão somente porque o termo “terceira via” que a nova geração de políticos de centro esquerda vem forjando na busca de um novo nome, não passa da tentativa de substituir a lâmina defeituosa da velha estratégia das tesouras, o já destruído PT ante a ojeriza do eleitor, que já não suporta mais a “estrela vermelha” no horizonte da política nacional...

Miméticos, prudentes e sofisticados, os tucanos de “cabeça preta” como é chamada a ala nova, nas internas do bicudo e plumoso partido, já conseguiu se espalhar por outros poleiros, onde se disfarçam bem em meio aos espécimes da mesma família, quando muito, trocando as plumas por coloração que melhor lhes convenha.

De fato, o que ainda não temos É a “segunda via”, o contraponto necessário para o equilíbrio da saúde eleitoral da nação.

O que chamamos hoje de “direita” não passa de resistência – atrito político – em face da tentativa dos agentes que tomaram de assalto a máquina pública, de se manterem no poder.

Ainda muito aquém de uma escolha conservadora, objetiva, pragmática e coesa como a dos americanos, exemplo para fins didáticos... essa “resistência” tem dado mostras muito claras e às vezes assustadoras da imisção nos assuntos de governo, sem produzir resultados concretos tão esperados pela gigantesca massa de eleitores que apoiam o Presidente.

Acompanhado de perto pelo editor do BSM, Silvio Grimaldo,  descreveu o momento :

“o partido de Roberto Jefferson dá mais um passo na direção de se tornar um caminho para a direita política para as próximas eleições.”

Se a posse de Fakhoury no comando do PTB simboliza uma atitude da direita política que “cansou de esperar por sinais de Bolsonaro” para a formação de uma estrutura partidária mais consistente, também não deixa de ser um movimento bastante significativo para a formação de uma nova frente de apoio para o Presidente, como sinalizou Roberto Jefferson.

Exemplo dessa interessante simbiose, foi a declaração de Fakhoury ao colega do Brasil Sem Medo, que cobriu o evento, sobre seus planos para o próximo pleito em São Paulo:

"O acordo seria: eu lanço o meu candidato a Senado por São Paulo pelo PTB e ele [o presidente] sai com o seu candidato, por outro partido".